Em 26 de julho de 2025, Igor Eduardo Pereira Cabral, ex-jogador de basquete de 29 anos, foi preso em Natal, Rio Grande do Norte, após agredir brutalmente sua namorada, Juliana Garcia dos Santos Soares, com 61 socos em um elevador do condomínio Sun Golden, em Ponta Negra. O ataque, motivado por ciúmes após Cabral ver mensagens no celular de Juliana, foi gravado por câmeras de segurança e chocou o país. Juliana, de 35 anos, sofreu múltiplas fraturas faciais e na mandíbula, necessitando de cirurgia reconstrutiva. Cabral, réu por tentativa de feminicídio, foi transferido para a Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim, onde alega ter sofrido agressões de agentes penitenciários com socos, chutes e spray de pimenta. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) investiga as denúncias, enquanto Juliana se recupera com apoio de movimentos feministas.
A violência ocorreu após uma confraternização no condomínio, quando Cabral, em um acesso de ciúmes, jogou o celular de Juliana na piscina e, minutos depois, a atacou no elevador. A vítima permaneceu no elevador, consciente de que as câmeras registrariam o crime, garantindo provas contra o agressor. O caso gerou revolta nas redes sociais, com hashtags como #JustiçaPorJuliana alcançando 50 mil menções até 4 de agosto.
- Detalhes do ataque: 61 socos em 36 segundos, registrados por câmeras.
- Estado da vítima: Fraturas faciais e mandibulares, cirurgia realizada em 1º de agosto.
- Prisão de Cabral: Flagrante convertido em prisão preventiva.
- Denúncia de Cabral: Alegação de agressões e uso de spray de pimenta no presídio.
Repercussão social e mobilização por justiça
O vídeo do ataque, amplamente divulgado nas redes sociais, desencadeou uma onda de indignação em todo o Brasil. Movimentos feministas organizaram protestos em Natal, exigindo a aplicação rigorosa da Lei Maria da Penha e maior proteção às vítimas de violência de gênero. A hashtag #JustiçaPorJuliana tornou-se um símbolo de luta contra a violência doméstica, com mensagens de apoio à vítima. Em entrevista ao programa Fantástico, Juliana descreveu o relacionamento como tóxico, marcado por episódios de ciúmes e abusos psicológicos.
A sociedade civil também se mobilizou para apoiar Juliana. Uma vaquinha online arrecadou mais de R$ 15 mil para custear despesas médicas e legais. A vítima, que trabalha como vendedora, relatou dificuldades para reconhecer o próprio rosto no espelho devido às sequelas do ataque.
- Reação pública: Protestos em Natal e apoio nas redes sociais.
- Vaquinha online: R$ 15 mil arrecadados para despesas da vítima.
- Declaração de Juliana: Relato de relação abusiva e trauma psicológico.
- Apoio feminista: Movimentos cobram políticas públicas eficazes.

Alegações de violência no sistema prisional
Após ser transferido para a Cadeia Pública Dinorá Simas, em 1º de agosto, Cabral denunciou ter sofrido abusos por parte de agentes penitenciários. Segundo ele, foi despido, algemado e colocado em uma cela de isolamento, onde sofreu agressões físicas com socos, chutes, cotoveladas e spray de pimenta. A denúncia foi registrada na Delegacia de Plantão da Zona Norte, em Natal, e um exame de corpo de delito foi realizado no Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP).
Fotos de supostas lesões no pescoço, costas e cabeça de Cabral circularam nas redes, mas a autenticidade das imagens ainda está sob análise. A Seap confirmou que a Coordenação de Administração Penitenciária e a Ouvidoria do Sistema Prisional estão investigando o caso, com revisão de filmagens e resultados do exame pericial. A defesa de Cabral, liderada pelo advogado Carlos Almeida, solicitou uma cela isolada por questões de segurança, mas o pedido foi negado devido à falta de celas individuais no presídio.
- Denúncia de Cabral: Agressões físicas e ameaças de morte.
- Investigação da Seap: Análise de imagens e exame pericial em andamento.
- Condições prisionais: Cela compartilhada com outros seis detentos.
- Resposta oficial: Ouvidoria acompanha o caso.
Contexto da violência de gênero no Brasil
O caso reacendeu debates sobre a violência contra mulheres no Brasil, um problema persistente. Em 2024, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou 1.400 casos de feminicídio, com o Rio Grande do Norte apresentando altas taxas de violência doméstica. A nova Lei do Feminicídio, sancionada em outubro de 2024, classifica o crime como autônomo, com penas de até 40 anos de prisão, refletindo a gravidade de casos como o de Juliana.
Organizações como a Casa da Mulher Brasileira, em Natal, destacam a necessidade de mais centros de apoio e prevenção. Juliana, que recebeu alta hospitalar em 4 de agosto, continua em recuperação com suporte de familiares e ativistas. A solidariedade da comunidade, incluindo a arrecadação online, reforça a importância do apoio coletivo às vítimas.
- Dados nacionais: 1.400 feminicídios registrados em 2024.
- Legislação: Lei do Feminicídio prevê penas de até 40 anos.
- Suporte à vítima: Ativistas e família auxiliam na recuperação.
- Demandas sociais: Mais recursos para prevenção e apoio às vítimas.
Histórico de Igor Cabral
Igor Eduardo Pereira Cabral, nascido em Brasília, teve uma carreira promissora no basquete 3×3, representando o Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2014, em Nanjing, na China. Ele também atuou pela Liga Sorocabana na temporada 2012/2013 da Liga Nacional de Basquete. Após o caso, Cabral desativou suas redes sociais, enquanto sua família emitiu um comunicado repudiando as ameaças recebidas, incluindo pichações em uma propriedade comercial com a frase “A rua vai cobrar cada soco”.
Durante seu depoimento, Cabral alegou um “episódio claustrofóbico” e admitiu uso de cocaína, mas chocou as autoridades ao zombar da situação e se recusar a assinar documentos. Relatos apontam um histórico de comportamento agressivo, incluindo um incidente em Caicó, sob investigação.
- Carreira esportiva: Jogos Olímpicos da Juventude e Liga Nacional.
- Comportamento: Alegação de uso de drogas e desrespeito em depoimento.
- Reação familiar: Comunicado contra ameaças e vandalismo.
- Histórico violento: Episódios anteriores em investigação.
Desdobramentos legais do caso
A Polícia Civil concluiu a investigação, indiciando Cabral por tentativa de feminicídio, com a prisão preventiva mantida devido à sua periculosidade e à necessidade de proteger a vítima. O Ministério Público acompanha o caso, que está sob sigilo judicial para preservar Juliana. A advogada da vítima, Caroline Mafra, destacou a importância das imagens do elevador como prova decisiva.
A investigação sobre as denúncias de violência no presídio segue em andamento. A Seap afirmou que medidas rigorosas serão tomadas caso as alegações de Cabral sejam confirmadas. O caso continua a gerar debates sobre violência de gênero e as condições do sistema prisional brasileiro, com ampla cobertura nacional.
- Acusação: Tentativa de feminicídio, com investigação concluída.
- Prisão preventiva: Sem data para liberação.
- Investigação prisional: Seap analisa denúncias de abuso.
- Proteção à vítima: Caso sob sigilo judicial.
Impacto na comunidade local
A violência sofrida por Juliana mobilizou a comunidade de Natal, com protestos pacíficos organizados em frente ao condomínio Sun Golden. Moradores do prédio ajudaram a conter Cabral até a chegada da polícia, demonstrando solidariedade imediata. A cobertura midiática, incluindo reportagens em veículos como GloboNews, ampliou a visibilidade do caso, pressionando por justiça.
A vaquinha online, iniciada por amigos de Juliana, arrecadou recursos para cobrir custos médicos e jurídicos, reforçando o apoio comunitário. A vítima, que ainda enfrenta traumas físicos e psicológicos, agradeceu o suporte em uma mensagem no Instagram, destacando a importância da rede de apoio em sua recuperação.
- Mobilização local: Protestos e apoio dos moradores de Ponta Negra.
- Cobertura midiática: Caso ganhou destaque nacional.
- Arrecadação: Vaquinha online superou expectativas.
- Recuperação de Juliana: Suporte psicológico e familiar.