Monica Seles, uma das maiores tenistas da história, revelou em Nova York, em 13 de agosto de 2025, que foi diagnosticada com miastenia gravis, uma doença autoimune sem cura, há três anos. A ex-tenista sérvia, naturalizada americana, decidiu compartilhar sua condição antes do US Open, que começa em 18 de agosto, para aumentar a conscientização sobre a doença que afeta a comunicação entre nervos e músculos, causando fraqueza muscular e dificuldades em atividades diárias. A revelação veio após anos enfrentando sintomas como visão dupla e fadiga extrema, que começaram a se manifestar há cinco anos durante uma partida recreativa com crianças. Seles, dona de nove títulos de Grand Slam, busca inspirar outros pacientes ao falar abertamente sobre os desafios da condição crônica.
A ex-número 1 do mundo, que dominou as quadras nos anos 1990, notou os primeiros sinais da doença ao perceber dificuldades para enxergar a bola enquanto jogava. A miastenia gravis, embora rara, pode impactar significativamente a qualidade de vida, e Seles relata que tarefas simples, como secar o cabelo, tornaram-se desafiadoras. Sem cura, a tenista recorre a tratamentos paliativos para aliviar os sintomas e manter sua rotina.
- Principais sintomas relatados por Seles: visão dupla, fraqueza muscular, dificuldade em tarefas diárias.
- Objetivo da revelação: aumentar a conscientização sobre a miastenia gravis antes do US Open.
- Impacto da doença: limitações em atividades físicas e rotinas simples do cotidiano.
A decisão de tornar pública sua condição reflete o desejo de Seles de transformar sua experiência em uma mensagem de apoio e informação para outros que enfrentam a mesma doença.
Detalhes da luta contra a miastenia gravis
Monica Seles começou a perceber os sintomas da miastenia gravis há cerca de cinco anos, quando jogava tênis recreativamente. Ela descreveu momentos em que via “duas bolas” na quadra, um sinal clássico de visão dupla, um dos sintomas mais comuns da doença. A fraqueza muscular, outro efeito debilitante, passou a dificultar atividades que antes eram naturais, como segurar objetos ou realizar movimentos repetitivos.
Diagnosticada oficialmente há três anos, Seles passou por um longo processo de aceitação. A ex-tenista revelou que inicialmente relutou em falar sobre a doença, por considerá-la um assunto pessoal e difícil. No entanto, a proximidade do US Open, um torneio que marcou sua carreira, a motivou a compartilhar sua história.
- Primeiros sinais: visão dupla durante partidas recreativas, cansaço extremo.
- Diagnóstico: confirmado há três anos após exames médicos detalhados.
- Tratamento: paliativo, focado em reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida.
A miastenia gravis é uma condição que exige adaptações significativas, e Seles tem ajustado sua rotina para conviver com as limitações impostas pela doença.
Tennis legend Monica Seles opens up about being diagnosed with Myasthenia Gravis and how it’s affected her day-to-day life.
— TennisONE App (@TennisONEApp) August 12, 2025
Symptoms include weakness in the arm and leg muscles, double vision, fatigue, shortness of breath, difficulty speaking, and swallowing.
🎥: SNTV/AP Photo pic.twitter.com/oAp2XVUJas
Carreira brilhante marcada por conquistas e desafios
Monica Seles é um nome lendário no tênis mundial. Com apenas 16 anos, conquistou seu primeiro título de Grand Slam em Roland Garros, em 1990, iniciando uma trajetória que a levou a oito títulos de Grand Slam antes dos 19 anos. Sua carreira, no entanto, foi marcada por um episódio traumático em 1993, quando foi esfaqueada nas costas por um torcedor durante um torneio em Hamburgo. O incidente a afastou das quadras por dois anos e impactou sua trajetória, mas ela ainda conseguiu vencer o Australian Open em 1996.
Ao longo de sua carreira, Seles acumulou 53 títulos e permaneceu 178 semanas como número 1 do mundo. Sua última partida profissional foi em 2003, encerrando uma carreira que inspirou gerações de tenistas. A revelação da miastenia gravis adiciona um novo capítulo à sua história de superação.
Como a miastenia gravis afeta a vida cotidiana
A miastenia gravis é uma doença autoimune que compromete a transmissão de sinais entre nervos e músculos, resultando em fraqueza muscular que pode afetar diversas partes do corpo. Para Seles, os sintomas impactam desde atividades físicas até tarefas rotineiras. Secar o cabelo, por exemplo, tornou-se um desafio devido à fadiga muscular nos braços.
A doença é mais comum em mulheres jovens e homens mais velhos, mas pode afetar pessoas de qualquer idade. Embora não tenha cura, tratamentos como medicamentos imunossupressores e terapias específicas ajudam a controlar os sintomas.
- Áreas afetadas: músculos dos olhos, face, garganta, braços e pernas.
- Prevalência: cerca de 20 casos por 100 mil pessoas, segundo dados médicos.
- Gestão da doença: medicamentos, repouso e adaptações no estilo de vida.
- Impacto psicológico: necessidade de aceitação e ajustes emocionais.
Seles destacou a importância de buscar apoio médico e psicológico para lidar com a condição, reforçando que o diagnóstico precoce pode fazer diferença na qualidade de vida.
Conscientização antes do US Open
A escolha de revelar a doença antes do US Open, um dos maiores torneios de tênis do mundo, não foi por acaso. Seles, que venceu o torneio em 1991 e 1992, viu no evento uma oportunidade de alcançar um público amplo e chamar atenção para a miastenia gravis. A ex-tenista espera que sua história motive outros pacientes a buscar tratamento e não se sentirem sozinhos.
O US Open, que começa em 18 de agosto de 2025, também marca um momento de reflexão para Seles, que relembra suas conquistas e os desafios enfrentados dentro e fora das quadras. Sua mensagem é clara: a conscientização pode transformar vidas.
Legado de Monica Seles no tênis
O impacto de Monica Seles no tênis vai além de suas conquistas. Sua agressividade em quadra, com golpes potentes e um estilo único, revolucionou o esporte na década de 1990. Ela foi uma das primeiras tenistas a adotar o jogo de força, influenciando jogadoras como Serena Williams e Maria Sharapova.
Mesmo após o incidente de 1993, Seles demonstrou resiliência ao retornar às competições e conquistar mais um Grand Slam. Sua história de superação, agora amplificada pela luta contra a miastenia gravis, reforça seu papel como inspiração para atletas e fãs.
- Inovações no esporte: estilo agressivo e golpes de duas mãos.
- Influência: inspiração para gerações de tenistas profissionais.
- Resiliência: retorno às quadras após trauma e adaptação à doença.
Esforços para lidar com a doença
Embora a miastenia gravis represente um desafio diário, Seles tem se dedicado a manter uma rotina equilibrada. Além de tratamentos médicos, ela adota práticas como repouso estratégico e exercícios leves para preservar sua saúde. A ex-tenista também busca apoio em comunidades de pacientes, onde troca experiências e estratégias para enfrentar a doença.
A conscientização, segundo Seles, é essencial para reduzir o estigma em torno de condições crônicas. Ao compartilhar sua história, ela espera incentivar a pesquisa médica e o desenvolvimento de novos tratamentos.
Um chamado à ação
Monica Seles planeja usar sua visibilidade para promover eventos de conscientização sobre a miastenia gravis. Embora não esteja mais nas quadras, sua influência no esporte e na sociedade permanece forte. A ex-tenista já participou de campanhas de saúde no passado e agora considera iniciativas voltadas para doenças autoimunes.
Sua mensagem é direcionada tanto a pacientes quanto a profissionais de saúde, destacando a importância de reconhecer os sintomas precocemente. A miastenia gravis, embora rara, pode ser gerenciada com o diagnóstico e o tratamento adequados.
- Ações planejadas: participação em campanhas de saúde.
- Foco: diagnóstico precoce e apoio a pacientes.
- Mensagem central: conscientização pode salvar vidas.
A história de Seles é um lembrete de que, mesmo diante de desafios, é possível encontrar propósito e inspirar outros.