Teahupoo, Taiti, 13 de agosto de 2025 – As oitavas de final do Tahiti Pro 2025, última etapa da temporada regular da World Surf League (WSL), começaram nesta quarta-feira em Teahupoo, Polinésia Francesa, com Yago Dora, Italo Ferreira e João Chianca representando o Brasil em busca das quartas de final. Transmitida ao vivo pelo canal da WSL no YouTube e pelo SporTV3 a partir das 14h02 (horário de Brasília), a competição reúne os melhores surfistas do mundo em ondas de 6 a 8 pés, com tubos desafiadores e uma bancada de corais que exige precisão. Yago Dora, líder do ranking, Italo Ferreira, no top 5, e João Chianca, em ascensão após a repescagem, enfrentam adversários de peso, enquanto o Brasil sonha com o título mundial no WSL Finals, em Fiji. A etapa, marcada por condições intensas, define os últimos classificados para a decisão entre 27 de agosto e 4 de setembro.
O Tahiti Pro é conhecido por seus tubos pesados, que já fizeram história nas Olimpíadas de 2024. Yago Dora enfrenta o wildcard taitiano Mihimana Braye, Italo Ferreira encara Rio Waida, e João Chianca desafia Griffin Colapinto. As eliminações de Filipe Toledo e Miguel Pupo na repescagem aumentam a responsabilidade dos três brasileiros.
- Transmissão ao vivo: WSL YouTube e SporTV3, a partir das 14h02 (Brasília).
- Condições do mar: Ondas de 6 a 8 pés, com swell crescente até quinta-feira.
- Brasileiros em ação: Yago Dora (bateria 2), Italo Ferreira (bateria 6), João Chianca (bateria 8).
A competição foi pausada na sexta-feira devido à queda no swell, mas a previsão para hoje indica condições ideais, com vento terral e tubos abertos, prometendo um espetáculo para os fãs.
Yago Dora na liderança do ranking
Yago Dora, atual número 1 do mundo, entra nas oitavas com a lycra amarela e a confiança de quem já garantiu sua vaga no WSL Finals. Na primeira fase, enfrentando Joel Vaughan e Teiva Tairoa, o brasileiro somou 13.67, com destaque para um tubo de 7.67, mostrando domínio em condições pesadas. Contra Mihimana Braye, Yago precisa manter a consistência para avançar e assegurar a liderança no ranking, o que lhe daria uma vantagem estratégica em Fiji.
A bateria de Yago é a segunda do dia, logo após o confronto entre Jordy Smith e Kauli Vaast. Uma vitória de Vaast pode garantir a Yago a liderança definitiva, independentemente de seu resultado. O brasileiro, que nunca venceu em Teahupoo, busca sua primeira conquista na etapa para consolidar sua campanha rumo ao título mundial.
- Somatório de Yago: 13.67 (6.00 + 7.67) na primeira fase.
- Adversário: Mihimana Braye, wildcard local e especialista em Teahupoo.
- Chave para a vitória: Escolha de ondas com tubos profundos e saídas limpas.
- Impacto no ranking: Avançar às quartas reforça sua liderança.
Tubo de responsa 🚀
— WSL Brasil 🇧🇷 (@WSLBrasil) August 13, 2025
Italote sumiu e apareceu mais brabo ainda#WSLBrasil pic.twitter.com/WdnwkeQFWq
Italo Ferreira em busca do top 5
Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 e vencedor do Tahiti Pro em 2024, está na sexta bateria das oitavas contra Rio Waida, que eliminou Filipe Toledo na repescagem. Italo avançou diretamente na primeira fase, somando 14.90 com notas de 7.50 e 7.40, demonstrando sua experiência em tubos. Atualmente em terceiro no ranking, após a queda de Kanoa Igarashi, o potiguar precisa de um bom resultado para não depender de outros surfistas e garantir sua vaga no WSL Finals.
A atuação de Italo na primeira fase foi marcada por tubos profundos e saídas precisas, aproveitando as condições de 8 a 10 pés do primeiro dia. Contra Waida, que mostrou ousadia na repescagem, Italo deve apostar em sua agressividade e leitura de onda para avançar.
- Somatório de Italo: 14.90 (7.50 + 7.40) na primeira fase.
- Adversário: Rio Waida, indonésio em ascensão no circuito.
- Estratégia: Priorizar tubos longos e evitar quedas na bancada de corais.
- Meta: Consolidar a terceira posição e garantir vaga no Finals.
João Chianca e a superação na repescagem
João Chianca, o “Chumbinho”, enfrenta Griffin Colapinto na última bateria das oitavas. Após cair para a repescagem na primeira fase, o surfista de Saquarema brilhou contra Connor O’Leary, somando 15.33 com notas de 7.50, 6.83 e 7.83. Sua performance foi um dos destaques do dia, com tubos profundos e uma conexão especial com Teahupoo, onde treinou intensamente. Apesar de estar fora da briga pelo título mundial, Chianca, 17º no ranking, busca um resultado expressivo para fechar a temporada em alta.
O confronto contra Colapinto, sexto no ranking e ainda na disputa por uma vaga no Finals, promete ser acirrado. Chianca precisará repetir a consistência da repescagem, focando em tubos de alta pontuação para superar o americano, que conseguiu notas de 9.33 e 8.67 na primeira fase.
- Somatório de Chianca: 15.33 (7.50 + 7.83) na repescagem.
- Adversário: Griffin Colapinto, em busca de vaga no WSL Finals.
- Ponto forte: Experiência em tubos pesados e recuperação após lesão.
- Desafio: Superar a consistência de Colapinto em ondas grandes.
Contexto da competição em Teahupoo
Teahupoo é um dos picos mais desafiadores do circuito, com tubos que exigem coragem e técnica apurada. As condições do mar na quarta-feira, com ondas de 6 a 8 pés e vento terral, favorecem tubos abertos, mas a bancada de corais aumenta o risco de quedas. A previsão indica um swell crescente, com picos de 8 pés na quinta-feira, o que pode elevar o nível das disputas.
A transmissão ao vivo, disponível no YouTube da WSL e no SporTV3, permite que os fãs acompanhem cada bateria em tempo real. O Tahiti Pro 2025 é decisivo para definir os últimos classificados para o WSL Finals, que ocorrerá em Cloudbreak, Fiji, com um novo formato anunciado pela WSL. Agora, o líder do ranking enfrenta menos baterias, aumentando a importância de Yago Dora manter sua posição.
- Condições do mar: Ondas de 6 a 8 pés, com vento terral pela manhã.
- Transmissão: WSL YouTube e SporTV3, a partir das 14h02 (Brasília).
- Formato do Finals: Líder do ranking tem vantagem com menos baterias.
- Próxima chamada: Quinta-feira, às 13h30 (Brasília), se o swell aumentar.
Histórico brasileiro e expectativas
O Brasil tem um histórico forte em Teahupoo, com vitórias de Gabriel Medina (2014, 2018), Italo Ferreira (2024) e Miguel Pupo (2022). A ausência de Medina, lesionado, e as eliminações de Toledo e Pupo colocam pressão sobre Yago, Italo e Chianca. Yago Dora, com sua liderança, é a principal esperança de título, enquanto Italo busca o bicampeonato mundial. Chianca, por sua vez, quer consolidar seu retorno após um acidente grave em 2023.
A torcida brasileira está mobilizada, com posts nas redes sociais destacando a força da Brazilian Storm. A expectativa é que pelo menos um dos três avance às quartas, mantendo o Brasil na briga pelo título mundial.
- Vitórias brasileiras em Teahupoo: Medina (2014, 2018), Italo (2024), Pupo (2022).
- Ausência de Medina: Lesão no ombro impede participação em 2025.
- Torcida: Fãs destacam a Brazilian Storm nas redes sociais.
- WSL Finals: De 27 de agosto a 4 de setembro, em Fiji.