A partir desta sexta-feira, 15 de agosto de 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) inicia o pagamento do sétimo e último lote do abono salarial, beneficiando 4.085.463 trabalhadores nascidos em novembro e dezembro. O montante liberado alcança R$ 4,8 bilhões, parte dos R$ 30,7 bilhões destinados ao programa em 2025, que contempla cerca de 25,8 milhões de pessoas. Os valores, que variam de R$ 127 a R$ 1.518 conforme os meses trabalhados em 2023, serão pagos pela Caixa Econômica Federal para trabalhadores do setor privado (PIS) e pelo Banco do Brasil para servidores públicos (Pasep). Os saques estarão disponíveis até 29 de dezembro de 2025, e as consultas podem ser feitas pela Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal gov.br. O pagamento reforça o apoio financeiro a trabalhadores formais, com regras claras de elegibilidade e canais acessíveis para recebimento.
O abono salarial é um benefício anual previsto na Constituição Federal, destinado a trabalhadores que cumprem critérios específicos. Em 2025, o programa mantém sua relevância como suporte financeiro, especialmente para quem recebe até dois salários mínimos. O último lote de pagamentos reflete o esforço do governo em garantir a distribuição eficiente dos recursos, com destaque para a inclusão de servidores públicos que enfrentaram atrasos na entrega de dados.
- Quem recebe o último lote? Nascidos em novembro e dezembro, totalizando 4,08 milhões de trabalhadores.
- Onde consultar? Carteira de Trabalho Digital, portal gov.br ou pelo telefone 158.
- Valores disponíveis: De R$ 127 a R$ 1.518, conforme o tempo trabalhado em 2023.
Regras para receber o abono salarial
O abono salarial é direcionado a trabalhadores formais que atendem a condições específicas. Para ter direito ao benefício, é necessário estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado ao menos 30 dias em 2023 e recebido, em média, até dois salários mínimos (R$ 2.640). Além disso, os dados do trabalhador devem ter sido corretamente informados pelo empregador no eSocial ou na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

O programa beneficia tanto empregados da iniciativa privada quanto servidores públicos. Para o sétimo lote, 3,63 milhões de trabalhadores do PIS receberão pela Caixa, enquanto 454.753 servidores do Pasep terão os valores depositados pelo Banco do Brasil. A organização por mês de nascimento facilita o acesso, e o calendário unificado, aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), garante clareza no cronograma.
- Critérios de elegibilidade:
- Inscrição no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.
- Trabalho formal por no mínimo 30 dias em 2023.
- Remuneração média de até dois salários mínimos.
- Dados corretamente informados no eSocial ou RAIS.
- Exceções: Empregados domésticos e trabalhadores rurais contratados por pessoa física não são elegíveis.
Como o pagamento é realizado
Os pagamentos do abono salarial são organizados para facilitar o acesso dos beneficiários. Na Caixa Econômica Federal, responsável pelo PIS, o crédito é feito prioritariamente em contas correntes, poupanças ou na Conta Digital do Caixa Tem, aberta automaticamente para quem não possui conta. Para não correntistas, o saque pode ser realizado em agências, lotéricas, caixas eletrônicos ou correspondentes Caixa Aqui, com o Cartão Social ou documento oficial.
No Banco do Brasil, que gerencia o Pasep, o depósito ocorre diretamente em contas bancárias dos correntistas. Para quem não tem conta, há opções como transferência via PIX, TED ou retirada presencial nas agências. A diversidade de canais garante que o benefício chegue a todos os elegíveis, mesmo em regiões com menor infraestrutura bancária.
- Canais de pagamento na Caixa:
- Crédito em conta corrente, poupança ou Conta Digital.
- Saque em lotéricas, caixas eletrônicos ou agências.
- Uso do aplicativo Caixa Tem para movimentação.
- Canais de pagamento no Banco do Brasil:
- Crédito em conta para correntistas.
- PIX, TED ou retirada presencial para não correntistas.
Valores e cálculo do benefício
O valor do abono salarial é proporcional ao número de meses trabalhados no ano-base de 2023, com base no salário mínimo vigente em 2025, fixado em R$ 1.518. O cálculo é simples: o salário mínimo é dividido por 12, e o resultado é multiplicado pelo número de meses trabalhados. Assim, quem trabalhou um mês recebe R$ 127, enquanto quem trabalhou o ano inteiro tem direito ao valor máximo de R$ 1.518.
Períodos de 15 dias ou mais contam como um mês completo, o que beneficia trabalhadores com vínculos intermitentes. O sistema de cálculo garante equidade, premiando quem teve maior tempo de atividade formal no ano-base. Em 2025, o programa destinou R$ 30,7 bilhões para atender cerca de 25,8 milhões de trabalhadores, demonstrando sua relevância econômica.
- Tabela de valores para 2025:
- 1 mês trabalhado: R$ 127.
- 6 meses trabalhados: R$ 759.
- 12 meses trabalhados: R$ 1.518.
- Regra de cálculo: Salário mínimo (R$ 1.518) dividido por 12, multiplicado pelos meses trabalhados.
Como consultar o benefício
A consulta ao abono salarial é acessível e pode ser feita a partir de 5 de fevereiro de 2025. Os trabalhadores podem verificar se têm direito, o valor a receber e o banco pagador por meio da Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iOS. O portal gov.br também oferece informações detalhadas, assim como a Central de Atendimento Alô Trabalho, pelo telefone 158, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Para usuários do PIS, o aplicativo Caixa Trabalhador permite consultar o número do PIS, o calendário de pagamentos e esclarecer dúvidas. Servidores públicos podem obter informações sobre o Pasep pelo site do Banco do Brasil ou pela central de atendimento (4004-0001 ou 0800-729-0001). Esses canais garantem transparência e facilitam o acesso às informações.
- Canais de consulta:
- Carteira de Trabalho Digital (aplicativo ou portal gov.br).
- Central Alô Trabalho: 158.
- Aplicativo Caixa Trabalhador (para PIS).
- Site ou central do Banco do Brasil (para Pasep).
Ajustes para servidores públicos
Servidores públicos que enfrentaram atrasos na entrega de dados pelas prefeituras terão o abono liberado em 15 de outubro de 2025. Durante setembro, o MTE processará as informações enviadas fora do prazo, garantindo que esses trabalhadores não sejam prejudicados. Essa medida reflete o compromisso do governo em incluir todos os elegíveis, mesmo em casos de falhas administrativas.
O processamento tardio não altera o valor ou o prazo de saque, que permanece até 29 de dezembro. A iniciativa beneficia principalmente servidores de municípios menores, onde a gestão de dados pode enfrentar dificuldades logísticas. A integração com o eSocial tem facilitado a correção dessas falhas.
- Detalhes do ajuste:
- Pagamento em 15 de outubro para atrasados.
- Processamento de dados em setembro.
- Prazo de saque mantido até 29 de dezembro.
Importância do abono salarial
O abono salarial é uma ferramenta essencial para complementar a renda de trabalhadores formais, especialmente aqueles com salários mais baixos. Com um orçamento de R$ 30,7 bilhões em 2025, o programa beneficia cerca de 25,8 milhões de pessoas, injetando recursos na economia. O último lote, com R$ 4,8 bilhões, reforça o impacto econômico em um período próximo às festas de fim de ano.
A iniciativa também estimula a formalização do trabalho, já que apenas trabalhadores com carteira assinada ou servidores públicos são elegíveis. A organização do calendário por mês de nascimento e a diversidade de canais de pagamento demonstram o esforço do governo em tornar o benefício acessível e eficiente.
- Benefícios do programa:
- Complementação de renda para trabalhadores de baixa renda.
- Estímulo à formalização do trabalho.
- Injeção de recursos na economia local.
- Facilidade de acesso por canais digitais e presenciais.