Nesta sexta-feira, 15 de agosto de 2025, a TV Globo leva ao ar na Sessão da Tarde o clássico de ação Velocidade Máxima, lançado em 1994, às 15h30, logo após a novela História de Amor. Estrelado por Keanu Reeves, Sandra Bullock e Dennis Hopper, o filme dirigido por Jan de Bont promete prender o público com uma trama eletrizante: um psicopata instala uma bomba em um ônibus em Los Angeles, que explodirá se o veículo reduzir a velocidade abaixo de 80 km/h. Um policial e uma passageira se unem para evitar a tragédia, em uma corrida contra o tempo pelas ruas da cidade. A exibição resgata um marco do cinema de ação dos anos 90, conhecido por sua tensão incessante e pela química entre os protagonistas.
A Sessão da Tarde, tradicional programa da Globo, mantém sua relevância ao trazer filmes que marcaram gerações. Velocidade Máxima é um exemplo perfeito, combinando suspense, ação e momentos de emoção. O filme foi um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 350 milhões mundialmente, e venceu dois Oscars: Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som.
Uma trama que redefiniu o gênero de ação
Velocidade Máxima não é apenas um filme de ação, mas um marco que elevou o padrão do gênero na década de 1990. A premissa é simples, porém genial: um ônibus equipado com uma bomba que detonará se a velocidade cair abaixo de 80 km/h. Keanu Reeves, no papel de Jack Traven, um policial da SWAT, enfrenta o desafio de manter o veículo em movimento enquanto lida com passageiros em pânico e o vilão Howard Payne, interpretado por Dennis Hopper. Sandra Bullock, como Annie Porter, assume o volante após o motorista ser ferido, trazendo uma combinação de coragem e carisma à trama.
O filme se destaca pela direção precisa de Jan de Bont, que utiliza ângulos dinâmicos e efeitos práticos para criar sequências memoráveis, como o salto do ônibus sobre uma ponte incompleta. A tensão constante, aliada ao ritmo frenético, mantém o espectador grudado na tela.
- Premissa inovadora: A ideia de um ônibus como “bomba ambulante” cria suspense imediato.
- Elenco carismático: A química entre Reeves e Bullock é um dos pontos altos do filme.
- Efeitos práticos: Filmado com mínimo CGI, as cenas de ação têm realismo impressionante.
A ascensão de Keanu Reeves como astro de ação
Keanu Reeves já era conhecido por papéis em filmes como Point Break (1991), mas foi em Velocidade Máxima que ele se consolidou como um dos grandes heróis de ação de Hollywood. Para o papel de Jack Traven, o ator passou por um treinamento físico intenso, incluindo meses de preparação para cenas de alta exigência. Sua performance combina vulnerabilidade e determinação, criando um protagonista humano e cativante.
O roteiro, ajustado por Joss Whedon, trouxe camadas adicionais ao personagem de Reeves. Jack não é apenas um herói durão, mas um policial que pensa rápido e se preocupa com as vidas ao seu redor. A escolha de Reeves para o papel não foi imediata: Stephen Baldwin foi considerado, mas a decisão de De Bont por Reeves trouxe uma autenticidade que marcou o filme.
- Transformação física: Reeves raspou a cabeça e treinou intensamente para o papel.
- Colaboração com Whedon: O roteirista adicionou profundidade ao personagem de Jack.
- Carisma natural: A vulnerabilidade de Reeves conquistou o público global.
- Escolha certeira: A decisão de De Bont garantiu o sucesso do protagonista.

Sandra Bullock: de passageira a heroína
Sandra Bullock, que na época ainda construía sua carreira, brilhou como Annie Porter, a passageira que assume o controle do ônibus. Inicialmente cotada para um papel secundário, Bullock conquistou o público com sua atuação, que mescla humor, emoção e coragem. Sua química com Reeves é um dos pilares do filme, criando um romance sutil, mas envolvente, que complementa a ação.
Bullock realizou várias cenas perigosas, incluindo momentos em que dirigiu o ônibus após treinamento intensivo. Sua performance abriu portas para papéis de destaque em Hollywood, consolidando-a como uma das atrizes mais versáteis de sua geração.
O vilão inesquecível de Dennis Hopper
Dennis Hopper entrega uma atuação memorável como Howard Payne, o ex-policial transformado em terrorista. Sua interpretação combina frieza, inteligência e instabilidade, criando um antagonista que eleva a tensão do filme. Payne não é apenas um vilão caricatural; suas motivações, embora extremas, são críveis, e suas interações com Jack Traven geram alguns dos momentos mais intensos do longa.
A escolha de Hopper foi um acerto, já que sua experiência em papéis complexos trouxe profundidade ao personagem. O confronto final entre Payne e Jack, em um trem do metrô, é um dos pontos altos do filme, com uma resolução que mantém o ritmo acelerado até o último segundo.
- Atuação marcante: Hopper equilibra charme e ameaça em sua performance.
- Vilão complexo: Payne é mais que um antagonista genérico, com motivações claras.
- Clímax intenso: O confronto no metrô é um dos momentos mais lembrados do filme.
Impacto cultural e legado do filme
Velocidade Máxima não apenas dominou as bilheterias, mas também deixou uma marca duradoura na cultura pop. O filme inspirou outros longas de ação com premissas baseadas em tensão contra o tempo, como O Sequestro do Metrô 123. Sua influência é vista em produções modernas que apostam em conceitos simples, mas executados com precisão.
A exibição na Sessão da Tarde reforça a relevância do filme para diferentes gerações. A escolha da Globo de trazer o clássico para a programação de 15 de agosto de 2025 reflete o apelo atemporal da trama. Além disso, a recente reunião de Reeves, Bullock e De Bont no evento Beyond Fest, em comemoração aos 30 anos do filme, mostra como o longa continua vivo no imaginário do público.
- Sucesso comercial: Arrecadou US$ 350 milhões com orçamento de US$ 30 milhões.
- Reconhecimento crítico: Venceu dois Oscars e foi indicado ao BAFTA.
- Influência duradoura: Inspirou filmes de ação baseados em premissas simples.
- Relevância atual: A reunião de 2024 reforça o impacto cultural do filme.
Curiosidades da produção
A produção de Velocidade Máxima é repleta de detalhes que enriquecem sua história. Filmado em locações reais de Los Angeles, como a Interstate 110, o longa ganhou autenticidade com o uso de efeitos práticos. A cena do salto do ônibus, por exemplo, foi realizada com um veículo real, exigindo planejamento meticuloso para garantir a segurança da equipe.
Sandra Bullock passou por treinamento para dirigir o ônibus, enquanto Reeves realizou várias acrobacias sem dublês. A colaboração de Joss Whedon no roteiro, feita às pressas antes das filmagens, trouxe diálogos mais naturais e momentos de humor que equilibraram a tensão.
- Efeitos práticos: O salto do ônibus foi filmado sem CGI, usando um veículo real.
- Treinamento intensivo: Bullock dirigiu o ônibus em várias cenas após preparação.
- Roteiro ajustado: Whedon reescreveu partes do script pouco antes das filmagens.
- Locações reais: Los Angeles serviu como cenário autêntico para a ação.
Novo projeto com Reeves e Bullock
A dupla Keanu Reeves e Sandra Bullock está de volta. Em maio de 2025, a Amazon MGM Studios anunciou um novo thriller romântico com os dois atores, reacendendo a nostalgia dos fãs de Velocidade Máxima. Embora detalhes do projeto sejam escassos, a produção conta com o roteirista Noah Oppenheim e o produtor Mark Gordon, que trabalhou no filme original.
A notícia do novo longa reforça o impacto duradouro da parceria entre Reeves e Bullock. Enquanto Milder, o filme de 1997, Speed 2: Cruise Control, não contou com Reeves, e Bullock já expressou descontentamento com o projeto, o que torna o novo filme ainda mais aguardado pelos fãs.
- Reunião histórica: Reeves e Bullock juntos após quase 30 anos.
- Produção de peso: Noah Oppenheim e Mark Gordon garantem qualidade.
- Expectativa alta: Fãs aguardam um thriller tão marcante quanto o original.