Uma disputa judicial de US$ 50 milhões acusa Priscilla Presley, ex-esposa de Elvis Presley, de ter contribuído para a morte de sua filha, Lisa Marie Presley, em 2023, ao decidir desligar os aparelhos que a mantinham viva após uma parada cardíaca. O processo, movido por ex-sócios de Priscilla, Brigitte Kruse e Kevin Fialko, na Califórnia, alega que a decisão foi motivada pelo desejo de controlar a herança de Elvis, incluindo o fundo Promenade Trust, que administra a mansão Graceland. A ação foi protocolada em agosto de 2025, e a defesa de Priscilla nega as acusações, classificando-as como “mentiras maliciosas”. A neta, Riley Keough, apoia a avó, enquanto o caso expõe conflitos familiares e financeiros envolvendo o legado do Rei do Rock.
Lisa Marie Presley, filha única de Elvis, faleceu aos 54 anos, após complicações de uma cirurgia bariátrica. O processo reacende polêmicas sobre a administração do patrimônio de Elvis Presley. A disputa ganhou atenção internacional, com detalhes emergindo de documentos judiciais e declarações públicas. A seguir, os principais pontos do caso:
Priscilla Presley accused of pulling daughter Lisa Marie’s life-support in bombshell new lawsuit https://t.co/dQsIizprvn pic.twitter.com/Ku3HtU28wX
— New York Post (@nypost) August 14, 2025
- Acusação: Ex-sócios afirmam que Priscilla ignorou a vontade de Lisa Marie, que desejava manter os aparelhos ligados.
- Contexto financeiro: A ação sugere que Priscilla buscava retomar o controle do fundo que gere Graceland.
- Resposta da defesa: O advogado de Priscilla chama o processo de tentativa de difamação.
A batalha judicial promete novos desdobramentos, enquanto a família Presley enfrenta mais um capítulo de disputas públicas.
Detalhes da acusação contra Priscilla Presley
O processo movido por Brigitte Kruse e Kevin Fialko, ex-parceiros comerciais de Priscilla, alega que a decisão de desligar os aparelhos de suporte à vida de Lisa Marie foi tomada poucas horas após sua internação, em 12 de janeiro de 2023. Segundo os documentos, Lisa Marie sofreu uma parada cardíaca em sua casa na Califórnia e foi colocada em coma induzido, com respiração assistida e um marca-passo temporário. Os ex-sócios afirmam que Priscilla agiu contra uma diretiva médica explícita de Lisa Marie, que pedia para prolongar sua vida o máximo possível. A motivação, segundo a ação, seria financeira: Lisa Marie planejava remover a mãe como curadora do Promenade Trust, que administra os direitos autorais de Elvis e a propriedade de Graceland.
Os autores do processo alegam que Priscilla viu na morte da filha uma oportunidade de reassumir o controle do fundo. Eles pedem US$ 50 milhões em indenizações, além de uma ordem judicial para impedir Priscilla de usar seu nome e imagem fora de acordos previamente estabelecidos. A ação também aponta que Lisa Marie estava “visivelmente doente” dias antes, durante o Globo de Ouro de 2023, e que Priscilla teria ignorado sinais de alerta sobre sua saúde.
O caso ganhou destaque por envolver acusações graves contra uma figura pública associada ao legado de Elvis Presley. A disputa expõe tensões financeiras e familiares que persistem décadas após a morte do cantor, em 1977.
Reação de Priscilla e apoio da neta
Priscilla Presley, por meio de seu advogado Marty Singer, respondeu às acusações com veemência. Em comunicado, Singer classificou o processo como “vergonhoso” e “sem mérito”, sugerindo que se trata de uma retaliação por ações judiciais movidas por Priscilla contra Kruse e Fialko. No ano passado, Priscilla acusou os ex-sócios de abuso financeiro contra idosos, alegando que eles se aproveitaram de sua confiança para roubar cerca de US$ 1 milhão.
- Defesa de Priscilla: A ação é uma tentativa de difamar uma mãe enlutada.
- Apoio de Riley Keough: A neta de Priscilla declarou apoio total à avó, chamando o processo de “vil”.
- Contexto prévio: Priscilla já havia processado os ex-sócios por má gestão financeira.
Riley Keough, filha de Lisa Marie e atual administradora do Promenade Trust, emitiu uma nota afirmando que as acusações são uma tentativa de destruir a reputação de sua avó. A jovem atriz, conhecida por papéis em filmes como “Mad Max: Estrada da Fúria”, assumiu o controle do fundo após um acordo judicial em 2023, resolvendo disputas com Priscilla sobre o testamento de Lisa Marie.
Histórico do fundo Promenade Trust
O Promenade Trust é o cerne da disputa, administrando a mansão Graceland e os direitos autorais de Elvis Presley, que geram mais de US$ 100 milhões anualmente. Lisa Marie, como filha única do cantor, era a principal beneficiária do fundo até sua morte. Documentos judiciais revelam que, em 2016, ela alterou o testamento, transferindo a administração para seus filhos, Riley Keough e Benjamin Keough (falecido em 2020).
Priscilla, que foi casada com Elvis de 1967 a 1973, contestou a validade dessa alteração após a morte de Lisa Marie, alegando desconhecimento. A disputa foi resolvida com um acordo, mas a nova ação judicial reacende o conflito. Os ex-sócios afirmam que Priscilla temia perder influência sobre o fundo, especialmente porque Lisa Marie planejava removê-la como curadora e processá-la por questões financeiras.
- Origem do fundo: Criado para gerir o legado de Elvis, incluindo Graceland.
- Alteração de 2016: Lisa Marie transferiu o controle para seus filhos.
- Acordo de 2023: Riley Keough assumiu a administração após negociações com Priscilla.
- Receita anual: O fundo gera mais de US$ 100 milhões, mas a família detém apenas 15% da Elvis Presley Enterprises.
A mansão Graceland, em Memphis, Tennessee, permanece um símbolo do legado de Elvis, atraindo milhares de visitantes anualmente. A disputa pelo seu controle reflete o valor financeiro e emocional do patrimônio.
Conflitos financeiros com ex-sócios
A relação entre Priscilla e seus ex-sócios, Brigitte Kruse e Kevin Fialko, azedou após anos de colaboração. Os dois afirmam ter investido milhões para reestruturar as finanças de Priscilla, que, segundo eles, enfrentava dificuldades em 2022, com dívidas fiscais de quase US$ 700 mil. Eles negociaram acordos lucrativos, incluindo um contrato de US$ 2,4 milhões para Priscilla e outro para seu filho, Navarone Garibaldi.
No entanto, Kruse e Fialko alegam que foram demitidos antes de receberem pelos serviços, acusando Priscilla de quebra de contrato. Em contrapartida, Priscilla os processou por abuso financeiro, alegando que tentaram controlar sua imagem e nome de forma permanente. A troca de acusações culminou no processo atual, que adiciona a grave alegação sobre a morte de Lisa Marie.
O advogado dos ex-sócios, Jordan Matthews, defendeu que seus clientes foram traídos após revitalizarem a marca de Priscilla. A disputa inclui detalhes sobre eventos como a estreia da cinebiografia “Priscilla”, de 2023, da qual os ex-sócios afirmam terem sido excluídos.
Repercussão pública e impacto no legado Presley
A notícia do processo chocou fãs de Elvis Presley e trouxe à tona velhas tensões familiares. A morte de Lisa Marie, em 2023, já havia gerado comoção, com um velório em Graceland marcado por apresentações de artistas como Axl Rose e um discurso emocionado de Priscilla. A nova acusação, embora negada pela família, alimenta especulações sobre os bastidores do império Presley.
A cobertura midiática, especialmente em portais como The New York Times e Daily Mail, destaca a gravidade das alegações e o impacto na imagem de Priscilla, que por décadas foi uma figura central na preservação do legado de Elvis. A família, no entanto, mantém que as acusações são infundadas e buscam apenas manchar sua reputação.
- Reação dos fãs: Muitos expressaram apoio a Priscilla nas redes sociais.
- Cobertura internacional: O caso ganhou destaque em veículos globais.
- Futuro do processo: Uma audiência está marcada para fevereiro de 2026.
A batalha judicial promete manter o nome Presley nos holofotes, enquanto questões sobre herança, confiança e gestão financeira continuam a dividir opiniões.
O que está em jogo no processo
O processo não se limita às acusações sobre a morte de Lisa Marie. Ele envolve questões contratuais, financeiras e de reputação. Kruse e Fialko buscam compensação por supostos prejuízos, enquanto Priscilla tenta proteger sua imagem e o legado da família. A audiência de 2026 será crucial para determinar o desfecho do caso.
Os documentos judiciais sugerem que Priscilla teria dito, após a morte de Lisa Marie, que era “a rainha” no comando de Graceland, uma declaração que os ex-sócios interpretam como prova de suas intenções. A defesa, por outro lado, argumenta que a frase, se dita, foi tirada de contexto.
- Indenização pedida: US$ 50 milhões, além de restrições ao uso do nome de Priscilla.
- Contraprocessos: Priscilla acusa os ex-sócios de abuso financeiro.
- Impacto familiar: Riley Keough se mantém firme ao lado da avó.
- Próximos passos: A justiça da Califórnia analisará as provas em 2026.
O caso reflete não apenas uma disputa financeira, mas também as complexidades de um legado que, quase meio século após a morte de Elvis, continua a gerar conflitos.