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Após 6 a 0 com Neymar em campo, torcida do Santos invade CT e cobra jogadores e diretoria nesta terça

Toricda do Santos
Polícia vai ao CT do Santos após invasão de torcedores — Foto: ge Polícia vai ao CT do Santos após invasão de torcedores — Foto: ge

Torcedores organizados do Santos invadiram o Centro de Treinamento Rei Pelé, em Santos, na tarde desta terça-feira, 19 de agosto de 2025, em um protesto marcado por tensão e exigências por mudanças no clube. Com rojões, gritos de ordem e a quebra de um portão de acesso ao estacionamento, cerca de 100 torcedores, muitos ligados à Torcida Jovem, conseguiram entrar no local onde os jogadores estacionam seus carros. A ação foi motivada pela humilhante derrota por 6 a 0 para o Vasco, no último fim de semana, na Vila Belmiro, onde o time sofreu cinco gols em menos de 20 minutos. A Polícia Militar foi acionada rapidamente para conter a desordem, mas os manifestantes já haviam acessado a área e iniciado uma cobrança direta ao elenco e à diretoria. A invasão reflete o momento de crise do Alvinegro Praiano, que enfrenta a penúltima colocação no Campeonato Brasileiro e a recente demissão do técnico Cleber Xavier.

O protesto ocorreu no dia da reapresentação do elenco, que teve folga na segunda-feira após a goleada. Jogadores, incluindo Neymar, estavam no CT quando os torcedores exigiram um diálogo direto. A principal demanda foi por uma reação imediata do time, com melhora de desempenho em campo e maior comprometimento. A diretoria, liderada por Marcelo Teixeira, também foi alvo das críticas, especialmente pela demora em contratar um novo técnico após a saída de Xavier. Matheus Bacci, auxiliar técnico, assumiu interinamente o comando do time, mas a incerteza sobre o próximo treinador intensificou a insatisfação da torcida.

A invasão foi facilitada por falhas na segurança do CT, com o portão de acesso ao estacionamento sendo quebrado. A Polícia Militar, segundo o tenente Marcus, chegou rapidamente ao local e organizou a saída dos torcedores, sem registros de feridos ou depredações além do portão danificado. O episódio, registrado por vídeos que circularam nas redes sociais, expôs a fragilidade do momento do Santos, que soma apenas uma vitória em sete jogos no Brasileirão, com cinco derrotas e um empate, totalizando quatro pontos.

Reação da torcida após a goleada

A derrota por 6 a 0 para o Vasco marcou um dos piores momentos do Santos na temporada. O jogo, realizado no domingo, 17 de agosto, na Vila Belmiro, foi um golpe duro para a torcida, que já vinha demonstrando insatisfação com o desempenho do time. Durante a partida, cânticos como “ou joga por amor ou joga por terror” ecoaram nas arquibancadas, sinalizando o descontentamento. A torcida, que lotou o estádio com mais de 15 mil pessoas, vaiou jogadores como Guilherme e Diego Pituca, alvos frequentes de críticas por atuações abaixo do esperado.

  • Desempenho em campo: O Santos sofreu cinco gols em menos de 20 minutos, evidenciando falhas defensivas e falta de organização tática.
  • Críticas aos jogadores: Nomes como Léo Godoy, JP Chermont e João Schmidt foram citados pelos torcedores como símbolos da má fase.
  • Pressão sobre a diretoria: A demora na contratação de um novo técnico foi um dos principais pontos de cobrança.
  • Impacto emocional: Torcedores expressaram nas redes sociais a sensação de “vergonha” e “humilhação” após o resultado.

A invasão do CT Rei Pelé, embora sem violência direta contra os atletas, foi marcada por um tom ríspido. Vídeos mostram torcedores gritando frases como “Vocês só estão de passagem, quem sofre é a torcida” e exigindo maior comprometimento. A Torcida Jovem, principal organizada do clube, assumiu a autoria do protesto e reforçou a cobrança por resultados em nota publicada nas redes sociais.

Crise na gestão e a busca por um novo técnico

A demissão de Cleber Xavier, anunciada após a goleada, agravou a crise no Santos. O treinador, que havia assumido o comando em abril de 2025, não conseguiu reverter a má fase do time, que acumula resultados ruins desde o início do Brasileirão. A diretoria, liderada por Marcelo Teixeira, enfrenta dificuldades para encontrar um substituto. Nomes como Jorge Sampaoli, que já treinou o clube, foram cogitados, mas negociações travaram devido a exigências por reforços e altos salários.

Matheus Bacci, auxiliar técnico e filho de Tite, foi mantido como interino e deve comandar o time no próximo jogo, contra o Bahia, no domingo, 24 de agosto, na Fonte Nova. A semana livre para treinamentos será crucial para ajustar o elenco, mas a pressão por uma solução rápida para o comando técnico é crescente. A torcida cobrou diretamente Pedro Martins, CEO do clube, que estava presente no CT durante a invasão, mas não se pronunciou publicamente.

  • Cronologia da crise técnica:
    • Abril de 2025: Cleber Xavier assume como técnico após a demissão de Pedro Caixinha.
    • Agosto de 2025: Xavier é demitido após a goleada para o Vasco.
    • Atual: Matheus Bacci assume interinamente, sem previsão de novo treinador.
  • Desafios da diretoria: Contratar um técnico experiente em meio à crise financeira e à pressão da torcida.
  • Nomes especulados: Além de Sampaoli, outros treinadores, como nomes do mercado sul-americano, estão sendo avaliados.

A ausência de Marcelo Teixeira no momento da invasão foi criticada pelos torcedores, que tentaram contato telefônico com o presidente, sem sucesso. A gestão de Teixeira, que retornou à presidência em 2024, tem sido marcada por altos e baixos, com promessas de reestruturação que ainda não se concretizaram em resultados expressivos.

Histórico de invasões ao CT Rei Pelé

O Santos não é estranho a protestos de torcedores no CT Rei Pelé. Nos últimos anos, episódios semelhantes ocorreram em momentos de crise, como em 2018, 2023 e abril de 2025, quando torcedores também invadiram o centro de treinamento para cobrar o elenco e a diretoria. Em 2018, a Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo para conter manifestantes. Já em 2023, a Torcida Jovem promoveu uma “conversa olho no olho” com jogadores e dirigentes, sem registros de violência.

O protesto de abril de 2025, após uma derrota por 2 a 1 para o Red Bull Bragantino, foi semelhante ao atual, com cerca de 100 torcedores acessando o CT por um portão destrancado. Na ocasião, a Polícia Militar também foi acionada, mas não houve prisões. Esses episódios refletem a paixão e a pressão da torcida santista, mas também levantam questões sobre a segurança do CT e a relação entre clube e torcedores.

  • Episódios anteriores:
    • 2018: Invasão com uso de bombas de gás pela PM.
    • 2023: Protesto pacífico com cobrança direta ao presidente Rueda.
    • Abril de 2025: Invasão após derrota para o Bragantino, com portão aberto.
  • Segurança no CT: Falhas recorrentes, como portões destrancados, facilitam acessos não autorizados.
  • Reação do clube: O Santos evitou pronunciamentos oficiais em todos os casos.

Pressão para o próximo jogo

O Santos enfrenta o Bahia no domingo, 24 de agosto, em Salvador, pela oitava rodada do Brasileirão. O jogo é visto como decisivo para o elenco mostrar uma reação e evitar que a crise se aprofunde. A torcida prometeu novas cobranças caso o desempenho não melhore, com ameaças de “ações mais drásticas” caso o time perca para o CRB, na quinta-feira, 21 de agosto, pela Copa do Brasil, na Vila Belmiro.

A presença de Neymar, que voltou ao clube em 2024, tem sido um ponto de esperança para os torcedores, mas também de cobrança. O jogador, em recuperação de lesões, não estava em campo durante a goleada, mas foi mencionado pelos manifestantes, que pediram maior liderança do craque. A torcida espera que o elenco, sob o comando interino de Bacci, mostre raça e organização para reverter a má fase.

  • Próximos desafios:
    • 21 de agosto: Santos x CRB, pela Copa do Brasil, na Vila Belmiro.
    • 24 de agosto: Bahia x Santos, pelo Brasileirão, na Fonte Nova.
  • Expectativas da torcida: Mais comprometimento e resultados positivos.
  • Papel de Neymar: Liderança esperada, mesmo com limitações físicas.

Impacto nas redes sociais e na imagem do clube

A invasão do CT Rei Pelé rapidamente viralizou nas redes sociais, com vídeos mostrando torcedores correndo pelo estacionamento e gritando palavras de ordem. A hashtag #SantosFC esteve entre as mais comentadas no Brasil na tarde de terça-feira, com torcedores divididos entre apoio ao protesto e críticas à forma como foi conduzido. Alguns elogiaram a paixão da torcida, enquanto outros apontaram que a invasão pode prejudicar a preparação do time.

O Santos, que já enfrenta dificuldades financeiras e de gestão, vê sua imagem abalada por mais um episódio de crise. A falta de um pronunciamento oficial do clube reforça a percepção de desorganização. Enquanto isso, a torcida mantém a pressão por mudanças, exigindo reforços, um novo técnico e, principalmente, resultados em campo.

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