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Ciclone extratropical atinge Sul do Brasil com ventos de até 100 km/h e chuvas intensas

Vento forte, ciclone extratropical
Vento forte, ciclone extratropical - Foto: lisatop/ Istockphoto.com Vento forte, ciclone extratropical - Foto: lisatop/ Istockphoto.com

Um ciclone extratropical formado no nordeste da Argentina avança sobre a região Sul do Brasil nesta terça-feira, 19 de agosto de 2025, trazendo ventos de até 100 km/h, chuvas intensas e possibilidade de granizo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além de áreas de Mato Grosso do Sul e São Paulo, estão sob alerta para condições climáticas severas. As instabilidades já afetam os litorais gaúcho e catarinense, com risco de alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia. A Defesa Civil recomenda precauções, como evitar áreas arborizadas durante as rajadas e não estacionar veículos próximos a estruturas vulneráveis. A previsão aponta que o mau tempo pode se estender até quinta-feira, com chuvas intensas no fim de semana.

O fenômeno climático começou a se formar na noite de segunda-feira, intensificando-se rapidamente devido à interação entre uma área de baixa pressão e uma frente fria. Autoridades alertam para a possibilidade de danos em infraestruturas urbanas e rurais, especialmente em regiões costeiras. A Marinha do Brasil emitiu aviso de ressaca com ondas de até 3 metros em trechos do litoral.

  • Áreas mais afetadas: litorais do Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina.
  • Riscos associados: ventos fortes, granizo, alagamentos e quedas de energia.
  • Previsão de duração: instabilidades até quinta-feira, com agravamento no fim de semana.
  • Recomendações: evitar abrigo sob árvores e estruturas frágeis durante tempestades.

Origem e formação do ciclone

O ciclone extratropical teve origem no nordeste da Argentina, onde uma área de baixa pressão atmosférica ganhou força ao interagir com uma frente fria que avança pelo Sul do Brasil. Esse tipo de fenômeno é comum na região durante o inverno e a primavera, quando massas de ar frio encontram ar quente, gerando instabilidades. A formação foi intensificada por condições de alta umidade, que alimentam a ocorrência de chuvas volumosas e ventos intensos. Meteorologistas explicam que o sistema deve se deslocar rapidamente para o oceano, mas não sem antes causar impactos significativos em áreas continentais.

O Inmet destacou que o litoral do Rio Grande do Sul e o sul de Santa Catarina enfrentam os maiores riscos, com rajadas que podem atingir 100 km/h em pontos isolados. Em áreas urbanas, como Porto Alegre e Florianópolis, os ventos devem variar entre 60 e 80 km/h, mas pancadas de chuva podem agravar a sensação de instabilidade. A previsão indica que o sistema pode influenciar o clima em Mato Grosso do Sul e no sudoeste de São Paulo, onde chuvas e ventos moderados são esperados.

Impactos esperados nas regiões afetadas

As condições climáticas adversas já geram preocupação em cidades do Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil estadual reportou os primeiros registros de quedas de árvores e interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica na manhã desta terça-feira. Em Santa Catarina, o litoral sul e a região serrana estão sob alerta para temporais localizados, que podem incluir raios e granizo. No Paraná, áreas como o oeste e o sudoeste enfrentam riscos de alagamentos devido ao volume acumulado de chuva, previsto para atingir até 100 mm em 48 horas em algumas localidades.

  • Danos potenciais: quedas de árvores, destelhamentos e interrupções de energia.
  • Áreas de maior risco: litorais gaúcho e catarinense, além de regiões serranas.
  • Volume de chuva: até 100 mm em 48 horas em cidades do Sul.
  • Alerta de ressaca: ondas de até 3 metros no litoral, segundo a Marinha.

Em Mato Grosso do Sul, as chuvas devem atingir principalmente o norte do estado, enquanto em São Paulo, o sudoeste pode registrar pancadas isoladas. A capital paulista, embora menos afetada, pode enfrentar ventos de até 60 km/h, com risco de quedas de galhos em áreas urbanas.

Medidas de prevenção e recomendações

Autoridades emitiram alertas para que a população adote medidas de segurança durante o período de instabilidade. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina reforçou a importância de evitar áreas de risco, como encostas e regiões próximas a rios, devido ao potencial de alagamentos e deslizamentos. A Marinha do Brasil também orientou pescadores e navegantes a evitarem o mar durante o período de ressaca.

  • Evitar árvores: não se abrigar sob árvores durante ventos fortes devido ao risco de quedas.
  • Estacionamento seguro: manter veículos longe de torres de transmissão e placas de publicidade.
  • Navegação restrita: suspender atividades marítimas em áreas sob alerta de ressaca.
  • Monitoramento contínuo: acompanhar atualizações do Inmet e da Defesa Civil.

A recomendação inclui manter objetos soltos em quintais e varandas bem fixados, já que rajadas de vento podem transformá-los em projéteis. Em áreas rurais, produtores agrícolas foram orientados a proteger lavouras e estruturas contra possíveis danos causados por granizo.

Histórico de ciclones na região Sul

Ciclones extratropicais não são novidade no Sul do Brasil, especialmente entre os meses de inverno e primavera. Fenômenos semelhantes já causaram impactos significativos em anos anteriores, como o ciclone bomba de 2020, que deixou milhares de desalojados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Em maio de 2022, outro ciclone provocou chuvas de até 300 mm em Florianópolis, resultando em alagamentos e deslizamentos.

A diferença deste evento, segundo meteorologistas, está na rápida formação do sistema e na sua capacidade de influenciar áreas além da região Sul, como Mato Grosso do Sul e São Paulo. A interação com uma frente fria intensifica os ventos e aumenta o potencial de danos, especialmente em áreas costeiras e urbanas.

Previsão para os próximos dias

A previsão indica que o ciclone deve perder força ao se deslocar para o oceano a partir de quarta-feira, mas as condições de instabilidade permanecerão em algumas regiões. No Rio Grande do Sul, o tempo deve se estabilizar entre quarta e a tarde de quinta-feira, com a volta de pancadas de chuva na noite de quinta. Santa Catarina e Paraná podem enfrentar chuvas intensas no fim de semana, com acumulados de até 100 mm em áreas isoladas.

  • Terça-feira: ventos fortes e chuvas intensas no Sul, com risco de granizo.
  • Quarta-feira: estabilização parcial no Rio Grande do Sul, com ventos moderados.
  • Quinta-feira: retorno de pancadas de chuva à noite no Sul.
  • Fim de semana: chuvas intensas em Santa Catarina e Paraná.

Em São Paulo, a capital e a região metropolitana devem registrar chuvas leves a moderadas na quarta-feira, com temperaturas caindo para cerca de 9°C na quinta-feira, devido à chegada de uma massa de ar polar.

Ações das autoridades e monitoramento

As Defesas Civis estaduais estão em alerta máximo, com equipes mobilizadas para atender possíveis emergências. No Rio Grande do Sul, cidades como Porto Alegre e Pelotas reforçaram o monitoramento de rios e áreas de risco. Em Santa Catarina, a prefeitura de Florianópolis disponibilizou abrigos temporários para moradores de áreas vulneráveis. O Inmet mantém um sistema de alertas atualizado, com mapas de risco indicando as áreas mais propensas a temporais.

O governo do Paraná orientou prefeituras a reforçarem a limpeza de bueiros e sistemas de drenagem para minimizar o risco de alagamentos. Em Mato Grosso do Sul, equipes de emergência foram posicionadas no norte do estado, onde as chuvas devem ser mais intensas.

  • Monitoramento reforçado: equipes da Defesa Civil em áreas de risco.
  • Abrigos temporários: disponíveis em cidades como Florianópolis.
  • Manutenção urbana: limpeza de bueiros para evitar alagamentos.
  • Atualizações frequentes: mapas de risco do Inmet disponíveis online.

Impactos econômicos e agrícolas

O setor agrícola, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, está em alerta devido ao risco de granizo e ventos fortes. Lavouras de milho, soja e trigo podem sofrer perdas significativas, principalmente em áreas expostas. Produtores foram orientados a adotar medidas preventivas, como o uso de telas de proteção e a suspensão de atividades em campo durante os temporais.

Em áreas urbanas, o risco de interrupções no fornecimento de energia elétrica pode afetar comércios e serviços. Em eventos anteriores, como o ciclone de julho de 2025, mais de 70 mil imóveis ficaram sem energia em Mato Grosso do Sul, e cenários semelhantes são temidos.

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