A eleição para definir o novo presidente do Corinthians, marcada para 25 de agosto de 2025, no Parque São Jorge, em São Paulo, ocorre após o impeachment de Augusto Melo, oficializado em 9 de agosto por 1.413 votos favoráveis dos sócios. O pleito, restrito a 299 conselheiros do Conselho Deliberativo, também escolherá o vice-presidente do conselho, substituindo Roberson de Medeiros, que renunciou por motivos pessoais. Osmar Stabile, presidente interino desde maio, é o único candidato confirmado até agora. A votação indireta, conforme o estatuto do clube, exige que candidatos à presidência sejam conselheiros vitalícios ou com pelo menos dois mandatos, sem condenações criminais nos últimos oito anos. O processo reflete a crise política do clube, agravada pelo caso VaideBet, que culminou na destituição de Melo.
O pleito ocorre em um momento de instabilidade nos bastidores do Corinthians, com reflexos no desempenho esportivo. Osmar Stabile, que assumiu interinamente após o afastamento de Melo, tem apoio de conselheiros influentes, mas outros nomes podem surgir como concorrentes. A eleição será realizada no Ginásio Wlamir Marques, e o mandato do eleito vai até dezembro de 2026.

- Regras rígidas: Candidatos à presidência precisam ser conselheiros vitalícios ou ter dois mandatos.
- Prazo de inscrição: Entre 19 e 22 de agosto, com certidões a serem divulgadas.
- Impacto no clube: A escolha do novo presidente pode influenciar a gestão e o desempenho em campo.
- Contexto político: A crise gerada pelo caso VaideBet intensificou disputas internas.
Regras e elegibilidade para a eleição
As normas para a eleição presidencial do Corinthians são claras e restritivas, conforme o estatuto do clube. Apenas conselheiros vitalícios ou com pelo menos dois mandatos no Conselho Deliberativo podem se candidatar à presidência. Além disso, é exigido que os candidatos não possuam condenações criminais definitivas nos últimos oito anos, garantindo idoneidade. Para a vice-presidência do Conselho Deliberativo, apenas conselheiros com mandato vigente na atual gestão podem concorrer, o que limita ainda mais o número de candidatos.
As inscrições para o pleito serão abertas entre 19 e 22 de agosto, com a divulgação de prazos e documentos necessários, como certidões, prevista para os próximos dias. A votação, marcada para o dia 25, será realizada no Ginásio Wlamir Marques, no Parque São Jorge, com 299 conselheiros aptos a votar.
- Critérios de candidatura: Conselheiro vitalício ou com dois mandatos e sem condenações criminais.
- Inscrições: Abertas de terça a sexta-feira, com regras a serem detalhadas.
- Local da votação: Ginásio Wlamir Marques, na sede social do clube.
- Eleitores: 299 conselheiros, entre vitalícios e trienais.
Osmar Stabile e a interinidade
Osmar Stabile, que assumiu a presidência interina em maio de 2025, é o único candidato anunciado até o momento. Eleito vice-presidente em novembro de 2023, Stabile entrou em rota de colisão com Augusto Melo no início de 2025, afastando-se do grupo político do ex-presidente. Desde então, ele conduz o clube em meio a desafios administrativos e esportivos, com apoio de conselheiros influentes, como Paulo Garcia, dono da Kalunga.
Durante sua gestão interina, Stabile buscou estabilizar o clube, mas enfrentou críticas pela falta de avanços significativos no desempenho em campo. Sua candidatura é vista como uma continuidade do trabalho iniciado, mas ele pode enfrentar concorrência de nomes como Roque Citadini e André Castro, que sinalizam interesse no cargo.
O presidente interino também destacou, em pronunciamentos, a necessidade de união entre os grupos políticos do Corinthians para superar a crise. Sua experiência como vice e sua atuação nos últimos meses são pontos que reforçam sua campanha.
- Apoio político: Stabile tem respaldo de conselheiros influentes, como Paulo Garcia.
- Desafios na interinidade: Gestão enfrenta instabilidade esportiva e política.
- Concorrência: Nomes como Citadini e Castro podem disputar o pleito.
- Discurso de união: Stabile defende colaboração entre correntes políticas.
Crise política e o caso VaideBet
A destituição de Augusto Melo foi motivada, em grande parte, pelo escândalo envolvendo a VaideBet, patrocinadora master do clube. Melo tornou-se réu por associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro, em uma investigação que também envolveu outros dirigentes e empresários. O caso abalou a gestão, iniciada em janeiro de 2024, e gerou descontentamento entre sócios e conselheiros.
O processo de impeachment começou com um pedido do grupo Movimento Reconstrução SCCP, que reuniu 86 assinaturas de conselheiros. Em 26 de maio, Melo foi afastado temporariamente por 176 votos a favor em uma reunião do Conselho Deliberativo. A decisão final veio em 9 de agosto, com a votação dos sócios, que referendou o impeachment por ampla margem.
A crise expôs divisões internas no Corinthians, com torcedores e conselheiros cobrando transparência e mudanças na gestão. O caso VaideBet também levantou questionamentos sobre a conduta de ex-dirigentes, como Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves, embora não haja investigações formais contra eles no momento.
- Origem do impeachment: Caso VaideBet e denúncias de irregularidades financeiras.
- Votação inicial: 176 conselheiros apoiaram o afastamento temporário de Melo.
- Decisão final: 69,59% dos sócios votaram pelo impeachment em 9 de agosto.
- Impacto político: Crise intensificou rivalidades entre grupos do clube.
Possíveis candidatos e cenário político
Embora Osmar Stabile seja o único candidato confirmado, o cenário político do Corinthians é dinâmico, e outros nomes podem surgir até o fim do prazo de inscrições. Roque Citadini, presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, é apontado como um possível concorrente de peso, com experiência e influência no clube. André Castro, executivo da Alta Vista, também manifestou interesse, assim como Ilmar Schiavenato, conselheiro vitalício.
O grupo político Movimento Corinthians Grande, que inclui nomes como Rozzalah Santoro e Armando Mendonça, avalia lançar um candidato próprio, como Sergio Alvarenga. A escolha do novo presidente dependerá de articulações políticas nos próximos dias, com o grupo Renovação e Transparência, ligado a Melo, ainda exercendo influência.
A eleição indireta, restrita aos conselheiros, reforça o peso do Conselho Deliberativo na definição do futuro do clube. O novo presidente terá o desafio de unificar o Corinthians e melhorar o desempenho esportivo, em um momento em que o time enfrenta dificuldades no Brasileirão.
- Roque Citadini: Nome forte com experiência no clube e no setor público.
- André Castro: Executivo com interesse em concorrer à presidência.
- Movimento Corinthians Grande: Pode lançar candidato como Sergio Alvarenga.
- Renovação e Transparência: Grupo de Melo ainda influencia articulações.
Impacto no desempenho esportivo
A instabilidade política tem reflexos diretos no desempenho do Corinthians em campo. O time não vence há cinco jogos como mandante no Brasileirão, a pior sequência desde 2007, ano do rebaixamento. Jogadores e dirigentes apontam a crise nos bastidores como um fator que prejudica o foco do elenco.
O novo presidente terá a missão de recuperar a confiança da torcida e estabilizar o clube esportivamente. A eleição ocorre em meio às quartas de final da Copa do Brasil, contra o Athletico Paranaense, com jogos marcados para 27 de agosto e 11 de setembro. O desempenho no torneio pode influenciar a percepção sobre a nova gestão.
- Crise em campo: Corinthians vive jejum de vitórias como mandante.
- Copa do Brasil: Jogos contra o Athletico Paranaense em momento decisivo.
- Pressão da torcida: Fiel cobra resultados e estabilidade administrativa.
- Desafio do novo presidente: Unificar o clube e melhorar desempenho esportivo.
Eleição do vice-presidente do Conselho Deliberativo
Além do novo presidente, o pleito de 25 de agosto também definirá o vice-presidente do Conselho Deliberativo, substituindo Roberson de Medeiros. Apenas conselheiros com mandato vigente podem concorrer, o que restringe o número de candidatos. O cargo é crucial para a governança do clube, pois o vice-presidente do conselho atua em conjunto com Romeu Tuma Júnior, presidente do órgão.
A escolha do vice-presidente pode refletir alianças políticas formadas durante a eleição presidencial. O prazo de inscrições é o mesmo, de 19 a 22 de agosto, e os candidatos também precisarão apresentar certidões. A definição dos nomes para o cargo ainda não foi anunciada, mas a expectativa é de que haja movimentação nos próximos dias.
- Elegibilidade: Apenas conselheiros com mandato vigente podem concorrer.
- Papel do cargo: Apoio à governança e articulação política no conselho.
- Inscrições: Mesmo prazo da eleição presidencial, de 19 a 22 de agosto.
- Articulações: Escolha pode refletir alianças políticas no clube.