Juan Román Riquelme foi eleito o maior jogador da história da Copa Libertadores, superando Pelé, que ficou em segundo lugar, segundo ranking elaborado pelo jornalista Mauro Beting. A lista, publicada no Estadão, destaca os 10 melhores atletas da principal competição sul-americana desde 1960, considerando impacto, títulos e atuações memoráveis. Riquelme, ídolo do Boca Juniors, lidera com 25 gols e 26 assistências em 73 jogos, enquanto Pelé, com 16 gols em 38 partidas, foi limitado por menos participações. O ranking, que inclui nomes como Spencer e Marcos, reflete a dificuldade de selecionar apenas 10 craques em um torneio tão rico em talentos. A escolha de Beting, curador do Museu Pelé, gerou debate entre torcedores, mas reforça a influência de Riquelme no continente.
A elaboração da lista exigiu critérios rigorosos, com base em estatísticas, conquistas e legado. Além de Riquelme e Pelé, nomes como Alberto Spencer, tricampeão pelo Peñarol, e Marcos, herói do Palmeiras em 1999, aparecem entre os destaques. A competição, conhecida por sua intensidade e rivalidades, consagrou jogadores que marcaram gerações.
- Critérios da seleção: impacto nos jogos, títulos conquistados e números expressivos.
- Nomes históricos: jogadores de diferentes décadas, de 1960 até os anos 2000.
- Debate acirrado: torcedores questionam posições, como Pelé fora do topo.
O ranking não apenas celebra craques, mas também revive momentos icônicos da Libertadores, como viradas épicas e defesas históricas.
O legado de Riquelme no Boca Juniors
Juan Román Riquelme, o número um da lista, é sinônimo de elegância e genialidade. Com 25 gols e 26 assistências em 73 partidas pelo Boca Juniors, o argentino foi peça-chave nas conquistas de 2000, 2001 e 2007. Sua capacidade de ditar o ritmo do jogo, com passes precisos e visão tática, o tornou referência no futebol sul-americano. Mesmo com passagens menos brilhantes na Europa, Riquelme voltou ao Boca para consolidar seu legado, especialmente na final de 2007, quando liderou o time ao título.
Sua habilidade em criar jogadas e manter a calma sob pressão o diferencia. Riquelme não apenas marcava, mas fazia seus companheiros brilharem, sendo o maior assistente da competição no século XXI.
- Títulos: tricampeão em 2000, 2001 e 2007.
- Números: 25 gols e 26 assistências em 73 jogos.
- Estilo: enganche clássico, com visão de jogo e precisão nos passes.
O impacto de Riquelme transcende o campo, inspirando gerações de torcedores do Boca e admiradores do futebol técnico.
Pelé e o peso do Santos na Libertadores
Pelé, segundo colocado, é uma lenda inquestionável, mas sua posição atrás de Riquelme gerou controvérsia. Com 16 gols em 38 jogos, o Rei do Futebol liderou o Santos aos títulos de 1962 e 1963, enfrentando gigantes como Peñarol e Boca Juniors. No entanto, o Santos priorizava amistosos internacionais lucrativos, reduzindo a participação de Pelé na competição. Sua média de gols (0,42 por jogo) é inferior à de outros craques, mas seu impacto em momentos decisivos é inegável.
A violência da Libertadores na década de 1960 também limitou suas atuações, com o jogador sofrendo faltas duras. Ainda assim, Pelé marcou história com dribles, gols e atuações que elevaram o Santos ao status de potência continental.
Spencer, o maior artilheiro da competição
Alberto Spencer, terceiro no ranking, é o maior goleador da história da Libertadores, com 54 gols em 12 temporadas, jogando por Peñarol e Barcelona de Guayaquil. Tricampeão em 1960, 1961 e 1966, o equatoriano combinava técnica, cabeceio e chutes precisos com ambos os pés. Sua estreia na competição, em 1960, foi marcada por quatro gols em um único jogo, estabelecendo seu nome como referência.
- Gols: 54, recorde histórico da Libertadores.
- Clubes: Peñarol (tricampeão) e Barcelona de Guayaquil.
- Versatilidade: habilidade com os dois pés e no jogo aéreo.
- Legado: maior craque equatoriano e ídolo do Peñarol.
Spencer é lembrado como um dos pioneiros que elevaram o nível técnico da competição em seus primeiros anos.
Marcos e a saga do Palmeiras em 1999
Marcos, décimo colocado, é um dos maiores ídolos do Palmeiras e da Libertadores. Com 11 pênaltis defendidos em 57 jogos, o goleiro foi decisivo na conquista de 1999, a primeira do clube na competição. Suas defesas contra Corinthians, Vasco, River Plate e Deportivo Cali marcaram uma campanha épica. Mesmo sendo vice em 2000, Marcos repetiu atuações brilhantes, consolidando sua fama de “São Marcos”.
O goleiro, que disputou 57 partidas e sofreu 68 gols, é celebrado não apenas pelo talento, mas pela identificação com o Palmeiras. Sua autobiografia, lançada em 2012, atraiu milhares de torcedores, muitos deles de outros clubes, mostrando sua popularidade.
Outros gigantes da Libertadores
A lista de Beting inclui outros nomes lendários, como Gabriel Barbosa (Gabigol), nono, com 31 gols, sendo 30 pelo Flamengo. Rogério Ceni, oitavo, marcou 14 gols como goleiro do São Paulo, enquanto Palhinha, sétimo, brilhou nos títulos de 1992 e 1993. Pedro Rocha, sexto, é considerado o maior jogador uruguaio, com atuações históricas pelo Peñarol. Juan Ramón Verón e Ricardo Bochini, quinto e quarto, respectivamente, representam o domínio argentino, com destaque para o Estudiantes e o Independiente.
- Gabigol: artilheiro brasileiro com 31 gols, decisivo em finais.
- Ceni: goleiro-artilheiro com 14 gols pelo São Paulo.
- Verón e Bochini: símbolos do futebol argentino nos anos 1960 e 1970.
A dificuldade de escolher apenas 10
Selecionar apenas 10 jogadores em uma competição com mais de 60 anos de história é uma tarefa árdua. Beting admite que pelo menos 15 ou 20 outros craques poderiam estar na lista, como Zico, Neymar, Ronaldinho Gaúcho e Raí. A Libertadores, com sua combinação de talento, rivalidade e emoção, produziu incontáveis momentos memoráveis, e cada torcedor tem sua própria lista de favoritos.
O ranking reflete a diversidade de estilos e épocas, desde os pioneiros como Spencer até os modernos como Riquelme e Gabigol. A escolha de um argentino no topo, acima de Pelé, reforça a força do futebol argentino na competição, mas também reacende debates sobre quem realmente é o maior.
Momentos icônicos da competição
A Libertadores é marcada por viradas históricas, defesas milagrosas e gols decisivos. Riquelme, com sua frieza, personifica o espírito da Bombonera. Marcos, com seus pênaltis, eternizou o Palmeiras em 1999. Pelé, mesmo com menos jogos, trouxe glamour à competição em seus primórdios. Esses momentos mostram por que a Libertadores é tão especial para o futebol sul-americano.
- Virada de Gabigol: dois gols contra o River Plate em 2019.
- Defesas de Marcos: eliminações de Corinthians e Deportivo Cali em 1999.
- Pelé em 1962: liderança do Santos contra o Peñarol.
- Spencer em 1960: quatro gols na estreia da competição.
A lista de Beting é um convite à nostalgia e ao debate, unindo gerações de torcedores apaixonados.