A Sessão da Tarde desta terça-feira, 19 de agosto de 2025, traz uma das comédias mais queridas do cinema brasileiro: Até Que a Sorte Nos Separe, dirigida por Roberto Santucci e protagonizada por Leandro Hassum e Danielle Winits. Exibido às 15h na TV Globo, o filme de 2012 mistura humor escrachado com uma crítica leve ao consumismo, conquistando o público com sua trama sobre um casal que ganha na loteria e enfrenta as consequências de uma vida de ostentação. Filmado no Rio de Janeiro, o longa se destaca pelo improviso de Hassum e pela química do elenco, que inclui Kiko Mascarenhas e Rita Elmôr. Inspirado no livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, de Gustavo Cerbasi, o filme atraiu mais de 3,4 milhões de espectadores nos cinemas e continua atual ao abordar a relação com o dinheiro. A exibição na TV aberta é uma chance para rever ou descobrir essa história que diverte e provoca reflexões sobre planejamento financeiro e valores familiares.
O filme acompanha Tino, um personal trainer de classe média, e sua esposa Jane, que veem a vida mudar ao ganhar 100 milhões de reais na Mega-Sena. A euforia inicial dá lugar a problemas quando, após 16 anos de gastos desenfreados, o casal descobre que está falido. Com Jane grávida do terceiro filho, Tino tenta esconder a situação, desencadeando uma série de confusões hilárias.
- Elenco principal: Leandro Hassum (Tino), Danielle Winits (Jane), Kiko Mascarenhas (Amauri).
- Duração: 104 minutos, ideal para uma tarde leve e divertida.
- Disponibilidade: Além da Globo, o filme está na Netflix para assinantes.
A trama mistura risadas com lições sobre responsabilidade, tornando-se um marco do cinema nacional.

Direção de Roberto Santucci e o poder do improviso
Roberto Santucci, conhecido por sucessos como De Pernas pro Ar, trouxe sua experiência em comédias para Até Que a Sorte Nos Separe. Ele adaptou sua forma de filmar para valorizar o talento de Leandro Hassum, utilizando três câmeras simultâneas durante as gravações. Essa técnica capturava as improvisações do ator, que muitas vezes entregava os momentos mais engraçados nos primeiros takes. As filmagens, realizadas entre janeiro e fevereiro de 2012, exploraram cenários da zona sul do Rio de Janeiro, como o Flamengo, para dar autenticidade à história.
O uso de múltiplas câmeras permitiu maior liberdade criativa, especialmente nas cenas de comédia física, onde Hassum brilhava com suas expressões exageradas. Santucci destacou em entrevistas que o frescor do improviso era essencial para o ritmo do filme. A escolha de locações reais, como apartamentos e ruas cariocas, reforçou o contraste entre a simplicidade inicial do casal e a ostentação após o prêmio.
- Locais de filmagem: Flamengo e Tijuca, no Rio de Janeiro.
- Técnica inovadora: Três câmeras para capturar improvisos de Hassum.
- Período de gravação: Janeiro e fevereiro de 2012.
Essa abordagem garantiu um filme dinâmico, que mistura humor popular com uma narrativa acessível.
Elenco traz carisma e química à trama
O sucesso do filme deve muito ao elenco, que entrega atuações marcantes. Leandro Hassum, no papel de Tino, usa sua veia cômica para transformar situações absurdas em momentos hilários. Danielle Winits, como Jane, surpreende ao dar profundidade à personagem, indo além do estereótipo inicial. Kiko Mascarenhas, como o consultor financeiro Amauri, é o contraponto perfeito ao caos de Tino, enquanto Rita Elmôr adiciona ternura e humor como Laura.
Outros nomes, como Aílton Graça (Adelson) e a jovem Julia Dalavia (Teté), completam o time, trazendo diversidade e energia. A química entre os atores é evidente, especialmente nas cenas em que Tino e Amauri tentam resolver os problemas financeiros do casal. O filme também marca a estreia de Winits como protagonista no cinema, um desafio que ela enfrentou com naturalidade.
- Destaque: Improvisos de Hassum que roubaram a cena.
- Elenco secundário: Aílton Graça, Rodrigo Sant’Anna, Julia Dalavia.
- Química: Interação entre Tino e Amauri como ponto alto.
O carisma coletivo do elenco ajudou o filme a se conectar com o público brasileiro.
Reflexões sobre dinheiro e família
Embora seja uma comédia, Até Que a Sorte Nos Separe aborda temas sérios, como a falta de educação financeira. Inspirado no livro de Gustavo Cerbasi, o filme mostra como a ausência de planejamento pode transformar um sonho em pesadelo. A história de Tino e Jane reflete a realidade de muitas pessoas que, diante de uma grande quantia, priorizam o consumo imediato em vez de investimentos de longo prazo.
A narrativa também destaca a importância dos laços familiares. Mesmo com as confusões, o amor entre Tino, Jane e seus filhos é o que os mantém unidos. Essa mensagem ressoa especialmente em um contexto brasileiro, onde a família é um pilar central. O filme equilibra humor e emoção, mostrando que a verdadeira riqueza está nas relações, não no dinheiro.
- Tema central: Educação financeira e consumismo.
- Mensagem: A importância da família acima do material.
- Relevância: Atualidade do tema em tempos de instabilidade econômica.
Esses elementos tornam o filme mais do que uma simples comédia, oferecendo reflexões leves, mas impactantes.
Sucesso comercial e impacto cultural
Lançado em 5 de outubro de 2012, Até Que a Sorte Nos Separe foi um fenômeno de bilheteria. Em seu primeiro fim de semana, atraiu 320 mil espectadores, a melhor estreia de um filme nacional naquele ano. Até meados de outubro, mais de 1,6 milhão de pessoas já haviam assistido, consolidando o longa como um marco. A Paris Filmes anunciou duas sequências logo após o sucesso inicial, lançadas em 2013 e 2015.
O filme também gerou discussões sobre o humor brasileiro no cinema. Apesar de críticas mistas, que apontaram o exagero nas atuações e a simplicidade do roteiro, o público abraçou a comédia despretensiosa. A popularidade de Hassum, já conhecido por programas como Zorra Total, foi um fator decisivo para o sucesso.
- Bilheteria: 3,4 milhões de espectadores no total.
- Sequências: Até Que a Sorte Nos Separe 2 (2013) e 3 (2015).
- Críticas: Divisão entre público e crítica especializada.
O impacto do filme abriu portas para outras comédias nacionais de grande público.
Onde e como assistir agora
Além da exibição na Sessão da Tarde, Até Que a Sorte Nos Separe está disponível na Netflix, permitindo que o público assista a qualquer momento. A plataforma de streaming mantém o filme em seu catálogo, atraindo tanto quem busca nostalgia quanto novos espectadores. A reprise na Globo é uma oportunidade para famílias se reunirem em uma tarde leve, enquanto a Netflix oferece flexibilidade para maratonas.
A acessibilidade do filme reforça sua relevância, especialmente em um momento em que temas como planejamento financeiro ganham destaque. A comédia é ideal para públicos de todas as idades, com classificação indicativa de 12 anos, garantindo diversão sem perder a chance de provocar reflexões.
- Plataformas: TV Globo (Sessão da Tarde) e Netflix.
- Horário: 15h, terça-feira, 19 de agosto de 2025.
- Classificação: 12 anos, adequada para famílias.
A disponibilidade em múltiplas plataformas mantém o filme vivo no imaginário brasileiro.