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BRICS Pay revoluciona finanças globais com sistema inspirado no Pix

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O BRICS Pay, lançado em agosto de 2025 na cúpula de Kazan, na Rússia, é um sistema de pagamentos internacionais que promete transformar o comércio global ao reduzir a dependência do dólar americano. Liderado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e novos membros como Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia, o projeto utiliza tecnologia blockchain para conectar sistemas nacionais como o Pix brasileiro, o SBP russo e o UPI indiano. A iniciativa busca transações rápidas, seguras e de baixo custo em moedas locais, desafiando a hegemonia do sistema SWIFT. Anunciado como um marco para a soberania financeira, o sistema responde a sanções ocidentais e atraiu interesse de 159 nações. O Brasil, com sua expertise no Pix, lidera a integração tecnológica, enquanto China e Rússia conduzem testes iniciais. O projeto reflete a busca por um sistema financeiro multipolar, com projeções de movimentar bilhões até 2030.

A plataforma, chamada de “Pix global” por especialistas, não cria uma moeda única, mas facilita transações diretas entre moedas como real, yuan e rúpia. A iniciativa enfrenta resistência dos Estados Unidos, que veem o projeto como uma ameaça à supremacia do dólar, dominante em 84% das transações globais.

  • Objetivo principal: Reduzir custos e dependência do dólar no comércio internacional.
  • Tecnologia utilizada: Blockchain com capacidade de 20 mil mensagens por segundo.
  • Participação brasileira: Liderança na integração do Pix e testes com o Drex.

Integração tecnológica liderada pelo Brasil

O Brasil desempenha um papel central no desenvolvimento do BRICS Pay, aproveitando a experiência do Pix, que processou R$ 7 trilhões no primeiro trimestre de 2025, representando 49% das transações não físicas no país. Lançado em 2020 pelo Banco Central, o Pix revolucionou os pagamentos instantâneos, com 227 milhões de transações diárias em setembro de 2025. Essa expertise posiciona o Brasil como protagonista na harmonização de sistemas nacionais, como o SBP russo e o UPI indiano.

A integração do Drex, o real digital previsto para 2026, é um diferencial. Testes iniciais mostram que a moeda digital pode facilitar transações transfronteiriças, reduzindo custos cambiais. O governo brasileiro, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, vê o sistema como uma ferramenta para fortalecer exportações, especialmente no agronegócio e mineração, para mercados como China e Índia.

  • Pix: 227 milhões de transações diárias no Brasil em 2025.
  • Drex: Moeda digital em testes para integração ao BRICS Pay.
  • Exportações: Setores como soja, carne e minérios podem ganhar competitividade.
  • Mercados-alvo: China, Índia e novos membros como Emirados Árabes e Irã.

O desafio técnico é harmonizar sistemas com diferenças regulatórias e tecnológicas. A interoperabilidade exige ajustes em infraestrutura e legislações nacionais, mas o Brasil, que assumirá a presidência do BRICS em 2026, está comprometido em liderar esse processo.

BRICS
BRICS – Foto: Dilok Klaisataporn / istockphoto

Tecnologia blockchain como base do sistema

O BRICS Pay utiliza o Decentralized Cross-border Messaging System (DCMS), desenvolvido pela Universidade Estatal de São Petersburgo. Diferente do SWIFT, que depende de um controlador central, o DCMS opera de forma descentralizada, com cada país gerenciando seu próprio nó. Isso garante maior resistência a sanções e interferências externas, especialmente para nações como Rússia e Irã.

A plataforma suporta até 20 mil mensagens por segundo, utiliza múltiplos protocolos de criptografia e planeja adotar código aberto após os testes. Essas características tornam o sistema seguro, transparente e acessível, com potencial para atrair bancos e empresas globais.

  • Capacidade: Processamento de 20 mil mensagens por segundo.
  • Segurança: Criptografia avançada e operação descentralizada.
  • Acessibilidade: Código aberto planejado para ampliar adesão.
  • Resiliência: Funciona sem conexão direta entre usuários.

Testes bilaterais entre China e Rússia já demonstraram viabilidade, com transações em yuan e rublo. O Brasil planeja integrar o Pix e o Drex para operações com novos membros, como Egito e Emirados Árabes, que buscam maior autonomia financeira.

Reações geopolíticas e tensões com os EUA

Os Estados Unidos reagiram com preocupação ao avanço do BRICS Pay. O presidente Donald Trump classificou o bloco como “antiamericano” e ameaçou impor tarifas de até 50% sobre produtos de países que adotarem o sistema. Uma investigação contra o Pix, acusado de discriminar empresas americanas como Visa e Mastercard, intensificou as tensões.

A supremacia do dólar, que domina 84% das transações globais, é diretamente desafiada pelo BRICS Pay. Especialistas apontam que a plataforma pode reduzir custos cambiais e atrair mercados emergentes, mas enfrenta resistências políticas e técnicas. A China, que busca internacionalizar o yuan, e a Rússia, sob sanções desde 2022, lideram a iniciativa como uma resposta estratégica às pressões ocidentais.

  • Ameaças dos EUA: Tarifas de até 50% sobre produtos de países do BRICS.
  • Investigação contra o Pix: Acusações de discriminação contra empresas americanas.
  • Yuan: Apenas 4,5% das transações globais, contra 84% do dólar.
  • Sanções: Rússia e Irã buscam contornar restrições do SWIFT.

O Brasil, por sua vez, defende a soberania econômica e vê o sistema como uma oportunidade para ampliar exportações sem os custos de conversão para o dólar.

Benefícios econômicos para o Sul Global

O BRICS Pay promete fortalecer o comércio entre os países do Sul Global, que representam mais de 40% da população mundial e 26% do PIB global. A plataforma facilita transações em moedas locais, reduzindo custos e riscos cambiais. Para o Brasil, isso significa maior competitividade em setores estratégicos, como agronegócio, mineração e energia.

Mercados como China e Índia, grandes importadores de soja, carne e minérios brasileiros, podem se beneficiar de transações diretas em reais ou rúpias. Novos membros, como Emirados Árabes e Irã, abrem oportunidades para exportações de alimentos e combustíveis. Economistas projetam que o sistema pode movimentar centenas de bilhões de dólares anuais até 2030, desafiando a hegemonia do SWIFT.

  • Agronegócio: Exportações de soja e carne para China e Índia com custos reduzidos.
  • Mineração: Recebimento em moedas locais, minimizando perdas cambiais.
  • Novos mercados: Emirados Árabes e Irã como destinos potenciais.
  • Projeção: Bilhões de dólares em transações sem dólar até 2030.

A iniciativa também fortalece o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), que planeja oferecer garantias financeiras para reduzir riscos. A liderança brasileira na integração tecnológica posiciona o país como um protagonista no redesenho do comércio global.

Avanços e desafios na implementação

A implementação do BRICS Pay enfrenta desafios técnicos e regulatórios. A integração de sistemas como Pix, SBP, UPI e PayShap exige harmonização de infraestruturas e legislações. A volatilidade de moedas emergentes pode complicar contratos, e a adesão de bancos e empresas requer confiança no sistema.

Apesar disso, testes realizados em 2024, durante o Fórum de Negócios do BRICS em Moscou, mostraram engajamento significativo. A plataforma está em fase avançada de experimentação, com previsão de operacionalização total em 2026. O Brasil, com sua presidência no BRICS em 2026, terá a tarefa de coordenar soluções para barreiras técnicas e atrair novos membros.

  • Interoperabilidade: Conexão de sistemas nacionais como Pix e UPI.
  • Regulamentação: Harmonização de legislações entre países membros.
  • Adesão: Necessidade de confiança de bancos e empresas.
  • Cronograma: Operacionalização total prevista para 2026.

A plataforma também planeja integrar carteiras digitais e pagamentos via QR code, simplificando operações comerciais. A experiência brasileira com o Pix é vista como um modelo para outros países, fortalecendo a influência do Brasil no projeto.

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