O Governo Federal atingiu a marca de 5 mil famílias beneficiadas pelo programa Compra Assistida no Rio Grande do Sul, uma iniciativa do Minha Casa, Minha Vida Reconstrução, criada para atender vítimas das enchentes de 2024. Lançada em agosto de 2024, a modalidade permite que famílias de baixa renda, com até R$ 4.700 mensais, adquiram imóveis novos ou usados em qualquer município do estado, com subsídio de até R$ 200 mil. O programa, que já investiu R$ 1 bilhão em 67 cidades, agiliza a reconstrução de vidas afetadas por desastres climáticos, oferecendo moradia digna e reduzindo burocracias. A ação é coordenada pelo Ministério das Cidades, com apoio da Caixa Econômica Federal e prefeituras, que identificam e validam os beneficiários.
A iniciativa se destaca pela rapidez na entrega de moradias. Desde o início, o governo priorizou estratégias de curto e médio prazo para atender as vítimas. Além das 5 mil famílias já contempladas, 900 contratos estão em fase de finalização, e 4,2 mil unidades habitacionais estão em obras. O programa também fomenta a economia local, gerando empregos e renda nas regiões atendidas.
- Investimento total: R$ 3,5 bilhões em créditos extraordinários para habitação.
- Moradias autorizadas: 10,9 mil unidades contratadas ou em construção.
- Cidades atendidas: 67 municípios gaúchos beneficiados pelo programa.
O Compra Assistida é uma resposta inovadora do Governo Federal, que busca não apenas reconstruir, mas garantir segurança habitacional para quem perdeu tudo nas enchentes.
Quem tem direito ao programa
O Compra Assistida foi desenhado para atender famílias específicas, com critérios claros que priorizam as vítimas das enchentes de 2024. Para participar, é necessário que a família tenha perdido sua moradia ou tenha tido o imóvel interditado definitivamente devido às chuvas de abril e maio de 2024. A renda familiar mensal bruta deve se enquadrar nas Faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida, ou seja, até R$ 4.700. Além disso, a família precisa ser indicada pela prefeitura municipal, que registra os dados no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) da Defesa Civil.

O processo de validação é rigoroso para evitar fraudes. As prefeituras fazem a triagem inicial, enviando a lista de famílias afetadas à Defesa Civil. Depois, o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal e a Dataprev realizam checagens adicionais, garantindo que apenas os elegíveis sejam contemplados. Até março de 2025, 13.954 famílias foram indicadas pelas prefeituras gaúchas, com 5.813 habilitadas para o programa.
- Renda máxima: Até R$ 4.700 mensais (Faixas 1 e 2).
- Condição do imóvel: Destruído ou interditado pelas enchentes de 2024.
- Indicação municipal: Obrigatória via sistema da Defesa Civil.
- Valor do imóvel: Até R$ 200 mil, novo ou usado.
Famílias que não conseguem encontrar um imóvel adequado pelo Compra Assistida podem ser contempladas por outras estratégias do Minha Casa, Minha Vida Reconstrução, como a construção de novos empreendimentos.
Como funciona o processo de solicitação
A solicitação do Compra Assistida começa nas prefeituras, que identificam as famílias afetadas e as cadastram no sistema da Defesa Civil. Após a validação, as famílias habilitadas podem buscar imóveis novos ou usados, com valor máximo de R$ 200 mil, em qualquer cidade do Rio Grande do Sul, desde que não estejam em áreas de risco de alagamento. A Caixa Econômica Federal avalia os imóveis, garantindo que atendam aos padrões do programa.
O beneficiário pode negociar diretamente com corretores ou construtoras, e o governo subsidia integralmente o valor do imóvel. Após a escolha, a documentação é analisada, e o contrato é assinado, com apoio de correspondentes bancários da Caixa para agilizar o processo. Mutirões, como o realizado em Porto Alegre entre 24 e 26 de setembro de 2024, ajudam as famílias a escolherem imóveis e esclarecerem dúvidas.
- Cadastro inicial: Feito pela prefeitura no sistema S2iD.
- Busca de imóveis: Famílias podem escolher em qualquer município do RS.
- Avaliação da Caixa: Imóveis passam por análise técnica e de segurança.
- Mutirões de apoio: Encontros presenciais e virtuais para orientação.
O programa também exige que o imóvel destruído ou interditado seja doado ao município, que toma medidas para evitar sua reocupação, reforçando a segurança habitacional.
Benefícios e inovações do programa
O Compra Assistida trouxe inovações ao Minha Casa, Minha Vida, permitindo maior flexibilidade na aquisição de moradias. Diferentemente de outros programas, que focam na construção de novos empreendimentos, essa modalidade prioriza a rapidez, atendendo famílias em poucos meses. A possibilidade de escolher imóveis em qualquer cidade do estado dá autonomia aos beneficiários, que podem permanecer próximos de suas comunidades ou buscar novas oportunidades.
A iniciativa também se destaca pela parceria entre governo federal, prefeituras e Caixa, que reduziram barreiras burocráticas. Correspondentes bancários foram integrados em 2025 para acelerar a busca e contratação de imóveis, enquanto mutirões presenciais e virtuais oferecem suporte técnico. O ministro das Cidades, Jader Filho, destacou que o programa não só entrega moradias, mas também estimula a economia, com a geração de empregos diretos e indiretos nas cidades beneficiadas.
Avanços na reconstrução habitacional
Além do Compra Assistida, o Minha Casa, Minha Vida Reconstrução inclui estratégias de médio prazo, como a construção de 11,5 mil unidades urbanas (MCMV-FAR), 2 mil unidades rurais (MCMV-Rural) e 1.332 unidades em cidades menores (MCMV-FNHIS). Até agosto de 2025, 4,2 mil moradias estão em obras, e 900 contratos estão próximos da finalização. O investimento total de R$ 3,5 bilhões reflete o compromisso do governo em atender todas as famílias afetadas, com prioridade para áreas seguras e infraestrutura adequada.
A criação do programa foi uma resposta direta às enchentes de 2024, que deixaram 581,6 mil pessoas desalojadas e 47,6 mil em abrigos, segundo a Defesa Civil. O presidente Lula reforçou que nenhuma família ficará sem moradia, com esforços contínuos para identificar terrenos seguros e acelerar a entrega de unidades.
- Unidades urbanas: 11,5 mil previstas, com 1.275 já autorizadas.
- Unidades rurais: 2 mil programadas para áreas rurais.
- Investimento total: R$ 3,5 bilhões para 24 mil moradias.
- Impacto econômico: Geração de empregos nas obras e no setor imobiliário.
Parcerias e apoio contínuo
A reconstrução habitacional no Rio Grande do Sul é marcada pela colaboração entre diferentes esferas do governo e instituições. A Secretaria para Apoio à Reconstrução do RS, liderada por Maneco Hassen, trabalha em conjunto com o Ministério das Cidades e a Caixa para garantir a execução eficiente do programa. A Casa da Reconstrução, instalada em Porto Alegre, monitora as ações e permanecerá ativa até dezembro de 2026, oferecendo suporte técnico e acelerando entregas.
Mutirões, como os realizados em Porto Alegre, contam com a participação de corretores, construtoras e órgãos como a Defensoria Pública, garantindo transparência e agilidade. A integração de correspondentes bancários da Caixa, iniciada em janeiro de 2025, ampliou a capacidade de atendimento, com 450 profissionais capacitados para orientar as famílias.
Medidas complementares para habitação
O Governo Federal também implementou ações adicionais para apoiar as vítimas das enchentes. Além do Compra Assistida, famílias com financiamentos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida ou FGTS tiveram as parcelas suspensas por seis meses, e o prazo para uso do saldo do FGTS para pagar parcelas em atraso foi estendido de 6 para 12 meses. Essas medidas aliviam o impacto financeiro e permitem que as famílias se reestruturem.
O programa Porta de Entrada, lançado pelo governo estadual em outubro de 2024, complementa as ações federais, oferecendo subsídios de R$ 20 mil para a entrada de financiamentos habitacionais. Juntas, essas iniciativas formam uma rede de apoio que combina soluções imediatas e de longo prazo, assegurando moradia digna e segurança para os gaúchos.