Corinthians lida com desafios em campo e nos bastidores com Donelli, Garro e Hernández

Rodrigo Garro

Rodrigo Garro - Foto: Rodrigo Coca / Corinthians

O Corinthians atravessa um momento delicado na temporada 2025, marcado por dificuldades no mercado de transferências, lesões de jogadores-chave e decisões estratégicas que geram debates entre torcedores e diretoria. O goleiro Matheus Donelli, afastado há mais de um mês, enfrenta entraves para encontrar um novo clube, enquanto o meia Rodrigo Garro preocupa a torcida com dores persistentes no joelho, comprometendo seu desempenho. Além disso, a diretoria reconhece o erro na contratação do atacante espanhol Héctor Hernández, que não se firmou e está fora dos planos. Esses acontecimentos, somados aos desafios financeiros e à pressão por resultados no Brasileirão e na Copa do Brasil, colocam o clube em uma encruzilhada. A situação reflete a necessidade de ajustes urgentes para manter a competitividade.

O cenário atual do Corinthians é complexo. A equipe, comandada por Dorival Júnior, luta para se estabilizar na tabela do Campeonato Brasileiro, ocupando a 13ª colocação com 22 pontos, e enfrenta jogos decisivos, como o confronto contra o Vasco e duelos pela Copa do Brasil. A torcida, conhecida por sua paixão, acompanha de perto as movimentações, expressando preocupação e cobrando soluções.

  • Principais problemas do Corinthians:
    • Afastamento de Matheus Donelli e dificuldades em negociá-lo.
    • Lesão de Rodrigo Garro, que impacta o desempenho do meia.
    • Fracasso da contratação de Héctor Hernández, com a diretoria buscando sua saída.
    • Pressão por resultados em meio a desfalques e crise financeira.

Mercado travado para Matheus Donelli

O goleiro Matheus Donelli, de 23 anos, vive um impasse no Corinthians. Afastado do elenco principal há mais de um mês, o jogador foi liberado para buscar um novo clube, mas as negociações não avançaram. Dois clubes, incluindo um da Série B do Brasileirão, demonstraram interesse, mas nenhuma proposta oficial chegou à mesa da diretoria. A estratégia do clube é emprestar Donelli para que ele ganhe experiência, seguindo o modelo adotado com outros jovens, como Léo Mana, cedido ao Criciúma.

Com 28 jogos pelo Corinthians e 39 gols sofridos, Donelli teve oportunidades como titular durante a ausência de Hugo Souza, mas não conseguiu se consolidar. Sua irregularidade em campo, aliada a um mercado retraído, dificulta a definição de seu futuro. A torcida, dividida, acompanha o caso com atenção, enquanto o clube busca uma solução que beneficie tanto o atleta quanto a equipe.

Héctor Hernández – Foto: Instagram

Lesão de Garro gera preocupação no elenco

Rodrigo Garro, peça central do meio-campo corintiano, enfrenta um problema físico que tem limitado seu desempenho. O argentino revelou dores persistentes no joelho, agravadas desde a reta final da temporada passada. Em 2025, Garro disputou 22 partidas, mas marcou apenas um gol e deu três assistências, números abaixo do esperado para um jogador de sua importância.

  • Impactos da lesão de Garro:
    • Queda de rendimento em jogos decisivos.
    • Necessidade de gestão de carga física para evitar agravamento.
    • Preocupação com sua participação em partidas contra Vasco e na Copa do Brasil.
    • Pressão da torcida por recuperação rápida do meia.

Após um tratamento de dois meses na Espanha, realizado após o Campeonato Paulista, o jogador retornou, mas o desconforto persiste. Garro destacou seu compromisso com o clube, afirmando que, mesmo com limitações, continuará se esforçando. A proximidade de confrontos importantes aumenta a urgência por uma solução para sua condição física, essencial para o esquema tático de Dorival Júnior.

Arrependimento com Héctor Hernández

A contratação do atacante espanhol Héctor Hernández, em agosto de 2024, é agora vista como um erro pela diretoria do Corinthians. Indicado pela equipe de análise de mercado e aprovado pela antiga comissão técnica de Ramón Díaz, o jogador de 29 anos não correspondeu às expectativas. Com apenas 24 jogos, dois gols e uma assistência, Hernández perdeu espaço para jovens da base, como Gui Negão, que brilhou contra o Bahia.

Atualmente, o espanhol está fora dos planos de Dorival Júnior e sequer foi relacionado para partidas recentes, mesmo com desfalques no elenco. A diretoria trabalha para negociar o jogador, que tem contrato até dezembro de 2026, mas enfrenta dificuldades no mercado. O clube busca evitar um cenário semelhante ao de Diego Palacios, emprestado sem retorno financeiro, com o Corinthians ainda pagando parte de seu salário.

  • Desafios na negociação de Hernández:
    • Contrato longo dificulta rescisão ou transferência.
    • Baixo desempenho reduz interesse de outros clubes.
    • Necessidade de evitar prejuízos financeiros adicionais.

Pressão por resultados no Brasileirão

O Corinthians enfrenta uma sequência complicada no Campeonato Brasileiro, sem vitórias nos últimos cinco jogos. A 13ª colocação, com 22 pontos, coloca o time sob risco de aproximação da zona de rebaixamento. Desfalques como Memphis Depay, André Carrillo e Yuri Alberto agravam a situação, aumentando a dependência de jogadores como Garro, mesmo lesionado.

A torcida, conhecida como Fiel, manifesta sua insatisfação nas redes sociais, cobrando reforços e maior regularidade em campo. O próximo jogo, contra o Vasco, em São Januário, é visto como crucial para recuperar a confiança. Além disso, os confrontos pela Copa do Brasil, como o duelo contra o Athletico-PR, testarão a capacidade do elenco de superar as adversidades.

Crise financeira amplia desafios

A situação financeira do Corinthians é um obstáculo adicional. Com uma dívida de R$ 2,4 bilhões, a maior do futebol brasileiro, o clube enfrenta um bloqueio judicial de R$ 10,9 milhões em premiações da Copa do Brasil, devido a um processo movido pelo empresário André Cury. Esse cenário limita investimentos em contratações e força a diretoria a buscar soluções criativas no mercado.

  • Medidas para aliviar a crise:
    • Renegociação de contratos com jogadores.
    • Empréstimos de atletas sem espaço no elenco.
    • Aposta em jovens da base para reduzir custos.
    • Renovação com a Nike até 2035 para garantir receita.

A recente renovação com a Nike, que pode render até R$ 1,3 bilhão até 2035, é um alento, mas não resolve os problemas imediatos. A diretoria, liderada por Fabinho Soldado, prioriza a blindagem de jovens talentos, como Gui Amorim, após a perda de Kauê Furquim para o Bahia por R$ 14 milhões.

Bastidores agitados e torcida atenta

Os bastidores do Corinthians seguem movimentados. Além das questões envolvendo Donelli, Garro e Hernández, a diretoria trabalha na renovação do zagueiro Gustavo Henrique, peça-chave no esquema de Dorival Júnior. Com 52 partidas pelo clube, o defensor superou lesões e se tornou um pilar na defesa, mas seu contrato termina no fim de 2025, exigindo agilidade nas negociações.

A torcida, por sua vez, mantém-se ativa nas redes sociais, expressando apoio e críticas. A saída de Kauê Furquim para o Bahia gerou indignação, com torcedores questionando a gestão do clube. Comentários como “14 milhões não resolve nada e perdemos um ativo” refletem o descontentamento. A Fiel espera que o clube supere os desafios em campo e fora dele, mantendo a competitividade em um ano repleto de obstáculos.

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