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LDU marca com Villamil e agita confronto com Botafogo na Casa Blanca pela Libertadores

Alex Telles
Alex Telles - Foto: Vítor Silva/ BFR Alex Telles - Foto: Vítor Silva/ BFR

O confronto entre LDU e Botafogo, válido pela partida de volta das oitavas de final da Copa Libertadores, agitou o Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, nesta quinta-feira, às 19h (horário de Brasília). Com um gol de Villamil aos 6 minutos, a LDU empatou o placar agregado em 1 a 1, anulando a vantagem conquistada pelo time carioca no jogo de ida, que terminou com vitória alvinegra por 1 a 0 no Estádio Nilton Santos. A partida, ainda em andamento ao fim do primeiro tempo, mostra um Botafogo defensivo enfrentando a pressão equatoriana na altitude de Quito. A torcida local, vibrante, empurra o time da casa, enquanto o Alvinegro busca manter a solidez para avançar às quartas de final. O jogo, transmitido pela Paramount+, segue com lances intensos e promete emoções até o apito final.

O duelo começou com a LDU tomando a iniciativa, explorando a velocidade e as bolas aéreas para pressionar a defesa botafoguense. A equipe equatoriana, comandada por Tiago Nunes, demonstrou organização tática, girando a bola no campo de ataque e buscando brechas na retranca montada por Davide Ancelotti. O Botafogo, por sua vez, apostou em contra-ataques rápidos, com destaque para as tentativas de Matheus Martins e Savarino, mas enfrentou dificuldades para superar a marcação adversária. A altitude de 2.850 metros da capital equatoriana também parece influenciar o ritmo dos brasileiros, que priorizaram a contenção no primeiro tempo.

  • Principais momentos do primeiro tempo:
    • 2’: Medina avança pela ponta, cruza, e Danilo corta para escanteio, evitando perigo.
    • 6’: Gol da LDU! Villamil aproveita sobra na área, chuta forte, e a bola desvia em Barboza antes de entrar.
    • 17’: Cornejo recebe passe após erro de Allan e chuta por cima do gol de John.
    • 24’: Savarino tem chance clara em contra-ataque, mas finaliza acima do gol de Valle.
    • 45’: Ramírez arrisca de longe e quase surpreende John com chute rasteiro que passa perto da trave.

Domínio inicial da LDU

A LDU entrou em campo determinada a reverter a desvantagem do jogo de ida. Desde os primeiros minutos, o time equatoriano controlou a posse de bola, explorando as laterais com Ramírez e Quintero. A estratégia de Tiago Nunes focou em jogadas aéreas e chutes de média distância, aproveitando a velocidade de Alzugaray e Medina. O gol de Villamil, logo aos 6 minutos, incendiou a Casa Blanca e colocou pressão imediata no Botafogo. A jogada nasceu de um lançamento de Caicedo, com Alzugaray fazendo o pivô para o volante equatoriano acertar um chute potente, que ainda desviou em Barboza antes de vencer o goleiro John.

Apesar do gol, o Botafogo conseguiu se reorganizar defensivamente após o susto inicial. Alexander Barboza e Vitinho foram fundamentais para conter as investidas da LDU, enquanto Danilo e Marlon Freitas tentaram dar equilíbrio no meio-campo. A equipe carioca, no entanto, enfrentou dificuldades para criar jogadas ofensivas, com passes errados que comprometeram transições. Um exemplo foi o erro de Allan aos 4 minutos, que entregou a bola nos pés de Alzugaray, mas o atacante equatoriano desperdiçou a chance ao chutar por cima.

Erros defensivos do Botafogo

A defesa alvinegra teve momentos de instabilidade no primeiro tempo. Allan, em especial, cometeu falhas que quase custaram caro. Aos 4 minutos, um passe errado na saída de bola permitiu que a LDU criasse uma oportunidade clara. Mais tarde, aos 17 minutos, outro erro do volante deixou Cornejo em posição de finalizar, mas o chute saiu sem direção. O goleiro John também protagonizou momentos de tensão, como aos 32 minutos, quando foi pressionado por Alzugaray e quase entregou a bola ao adversário. Apesar disso, o arqueiro se recuperou e fez defesas importantes, como no chute rasteiro de Ramírez aos 2 minutos.

A zaga botafoguense, composta por Barboza e Loiola, foi exigida constantemente. A LDU explorou cruzamentos na área, forçando cortes precisos dos defensores. Marçal, outro nome na linha defensiva, teve dificuldade em um lance aos 18 minutos, quando Medina roubou a bola e conquistou um escanteio. Esses erros mostram que o Botafogo precisa ajustar a saída de bola e a comunicação defensiva para evitar sustos no restante da partida.

Tentativas de contra-ataque do Botafogo

Mesmo sob pressão, o Botafogo tentou responder com contra-ataques. Matheus Martins foi uma das principais armas ofensivas, com arrancadas que incomodaram a defesa equatoriana. Aos 19 minutos, ele recebeu um lançamento em profundidade, mas o goleiro Valle saiu da área para interceptar. Savarino também teve uma chance clara aos 24 minutos, quando recebeu um passe preciso de Danilo, mas finalizou por cima do gol, em lance anulado por impedimento. A equipe carioca, porém, teve dificuldade em manter a posse de bola no campo de ataque, com erros de passe que limitaram a criação de jogadas.

Artur, autor do gol no jogo de ida, tentou liderar as investidas alvinegras, mas foi bem marcado por Quiñonez. O Botafogo apostou em lançamentos longos, mas a defesa da LDU, liderada por Adé e Mina, conseguiu neutralizar a maioria das tentativas. A falta de precisão nos passes, como no lance de Marlon Freitas aos 35 minutos, que tentou encobrir Valle sem sucesso, evidencia a dificuldade do time em transformar contra-ataques em chances reais de gol.

Pressão da LDU na altitude

Jogar na Casa Blanca, a 2.850 metros acima do nível do mar, é um desafio conhecido para times brasileiros. A LDU soube tirar proveito da condição, mantendo um ritmo intenso e forçando o Botafogo a recuar. A torcida equatoriana, com cânticos incessantes, criou um ambiente hostil que dificultou a concentração dos jogadores alvinegros. A estratégia da LDU foi clara: girar a bola com paciência, explorar as laterais e buscar chutes de média distância para surpreender John. Jogadores como Quintero e Ramírez foram fundamentais nesse plano, com cruzamentos e finalizações que mantiveram a defesa brasileira em alerta.

  • Fatores que influenciam o jogo na altitude:
    • Menor resistência física dos jogadores visitantes devido à baixa oxigenação.
    • Maior velocidade da bola em chutes de longa distância.
    • Dificuldade em manter a posse de bola em ritmo elevado.
    • Pressão psicológica da torcida local, que lota o estádio.

Histórico de confrontos

O duelo entre LDU e Botafogo tem sido marcado por equilíbrio. Nos últimos cinco encontros, o Botafogo venceu duas vezes, a LDU venceu uma, e houve dois empates. No jogo de ida, disputado no Rio de Janeiro, o Alvinegro levou a melhor com um gol relâmpago de Artur, aos 1 minuto. A história dos confrontos mostra que as partidas entre essas equipes costumam ser decididas por detalhes, com poucos gols. A LDU, conhecida por sua tradição na Libertadores, onde foi campeã em 2008, busca usar sua experiência em mata-matas para avançar, enquanto o Botafogo, atual campeão, tenta repetir o feito de 2024.

A rivalidade recente ganhou contornos ainda mais intensos após o jogo de ida, quando o Botafogo conseguiu segurar a pressão equatoriana no Nilton Santos. A LDU, por sua vez, aposta na força de sua torcida e na altitude para reverter o placar. O empate no agregado após o gol de Villamil coloca o confronto em aberto, com ambos os times precisando ajustar estratégias para o segundo tempo.

Desafios táticos para o Botafogo

Davide Ancelotti, técnico do Botafogo, enfrenta um cenário complexo. A equipe precisa recuperar a solidez defensiva e melhorar a saída de bola para evitar novos erros. A ausência de jogadores como Cuiabano e Kaio, lesionados, limita as opções no banco. Além disso, a escolha entre John e Neto no gol segue sendo um ponto de discussão, com John mostrando insegurança em alguns momentos. A entrada de jogadores como Montoro ou Arthur Cabral no segundo tempo pode ser uma alternativa para buscar o empate ou até a virada.

A LDU, por outro lado, deve manter a intensidade para pressionar o Botafogo. Tiago Nunes, com sua experiência no futebol brasileiro, conhece bem as fraquezas do adversário e deve insistir em jogadas pelas laterais e bolas aéreas. A volta de jogadores como Gonzalo Valle no gol e a possível entrada de Lisandro Alzugaray como titular no segundo tempo podem reforçar o ataque equatoriano.

Números do primeiro tempo

O primeiro tempo foi equilibrado em termos de estatísticas, com a LDU levando vantagem em posse de bola e finalizações. A equipe equatoriana teve cerca de 52% de posse, contra 48% do Botafogo. Foram 7 chutes da LDU, sendo 3 no gol, enquanto o Botafogo teve 4 finalizações, com apenas 1 no alvo. A LDU conquistou 3 escanteios, contra 1 do time brasileiro. O cartão amarelo para Danilo, aos 43 minutos, foi o único do primeiro tempo, mostrando a disciplina tática de ambos os lados.

  • Dados do primeiro tempo:
    • Posse de bola: LDU 52%, Botafogo 48%.
    • Finalizações: LDU 7 (3 no gol), Botafogo 4 (1 no gol).
    • Escanteios: LDU 3, Botafogo 1.
    • Cartões amarelos: Danilo (Botafogo).

Torcida e atmosfera na Casa Blanca

O Estádio Rodrigo Paz Delgado, conhecido como Casa Blanca, esteve lotado para o confronto. A torcida da LDU, famosa por sua paixão, criou uma atmosfera vibrante, vaiando as tentativas do Botafogo de retardar o jogo, como no tiro de meta demorado de John aos 30 minutos. Os cânticos equatorianos ecoaram durante todo o primeiro tempo, especialmente após o gol de Villamil, que levantou os torcedores. A energia da arquibancada é um fator que pode influenciar o desempenho das equipes no segundo tempo, com a LDU buscando manter o ímpeto e o Botafogo precisando lidar com a pressão externa.

Próximos passos no confronto

Com o placar agregado empatado em 1 a 1, o segundo tempo promete ser decisivo. A LDU deve continuar explorando a altitude e a força de sua torcida para buscar a vitória, enquanto o Botafogo precisa corrigir os erros defensivos e ser mais eficiente nos contra-ataques. Caso o empate persista, a vaga nas quartas de final será decidida nos pênaltis, um cenário que aumenta a tensão para ambos os lados. A experiência de jogadores como Alex Telles e Barboza será crucial para o Alvinegro, enquanto a LDU aposta na velocidade de Ramírez e na criatividade de Alzugaray.

Legado de confrontos em Quito

O Botafogo tem uma história marcante em jogos na capital equatoriana. Em excursões pelo continente no século XX, o clube carioca enfrentou adversários em Quito, com destaque para atuações de Garrincha, que marcou gols históricos na cidade. A LDU, por sua vez, carrega o peso de ser o “rei de Copas” do Equador, com uma trajetória que mistura tradição e paixão estudantil. Esses elementos históricos adicionam um sabor especial ao confronto, que une dois clubes com legados distintos na América do Sul.

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