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Novo Tracker 2026 chega com design moderno e promessa de fim da polêmica da correia banhada a óleo

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tracker - Foto: Divulgação tracker - Foto: Divulgação

A Chevrolet lançou o Tracker 2026, SUV compacto reestilizado que chega às concessionárias brasileiras com preços entre R$ 119.900 e R$ 190.590, produzido em São Caetano do Sul (SP). A novidade, apresentada em agosto de 2025, traz design renovado, com destaque para a dianteira inspirada na picape Montana e na minivan Spin, além de ajustes mecânicos que prometem resolver a polêmica da correia banhada a óleo. O modelo mantém os motores 1.0 e 1.2 turbo flex, mas com redução de potência no 1.0 para atender ao programa Carro Sustentável, visando isenção de IPI. A versão Premier, testada em trajetos entre Belo Horizonte e Ouro Preto (MG), custa R$ 189.590 e enfrenta rivais como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Nissan Kicks. A reformulação busca manter o Tracker competitivo em um segmento acirrado, mas a ausência de tecnologias avançadas de segurança levanta questionamentos.

O modelo, que estreou em 2020 em meio à pandemia, passou por sua primeira grande atualização. A General Motors investiu na modernização da fábrica e na reformulação da correia, que agora promete maior durabilidade. Apesar das melhorias, o SUV ainda carece de itens como frenagem autônoma de emergência, presentes em concorrentes. A Chevrolet também anunciou uma série especial de 100 anos para celebrar seu centenário no Brasil.

Tracker Interna 1
Tracker Interna 1 – Foto: Divulgação
  • Principais novidades do Tracker 2026:
  • Novo design com faróis de LED bipartidos e grade em colmeia.
  • Painel digital de 8 polegadas integrado à central multimídia de 11 polegadas.
  • Correia banhada a óleo reformulada para maior resistência.
  • Garantia ampliada para cinco anos em todas as versões.

Design renovado eleva competitividade

A reestilização do Tracker 2026 concentra-se na dianteira, que adota faróis de LED divididos em dois blocos, com luzes diurnas na parte superior e principais abaixo, seguindo a identidade visual de modelos como a Montana. A grade frontal, agora maior, exibe um padrão colmeia e uma barra cromada nas versões padrão, enquanto a RS, de apelo esportivo, tem acabamento preto brilhante. Na traseira, as lanternas de LED ganharam novo grafismo interno, mas as mudanças são sutis, exigindo atenção para serem notadas. O porta-malas mantém os 393 litros, e as dimensões permanecem inalteradas: 4,27 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,62 m de altura e 2,57 m de entre-eixos.

A cabine reflete inspirações do Trax, SUV vendido nos Estados Unidos, com materiais suaves ao toque e um console central mais largo. A versão Premier traz revestimentos que imitam couro, mas carece de um painel totalmente emborrachado, o que limita a percepção de sofisticação. A integração do painel de instrumentos digital de 8 polegadas com a central multimídia de 11 polegadas, inclinada para o motorista, melhora a ergonomia e a experiência de uso.

Motorização ajustada para eficiência

O Tracker 2026 mantém duas opções de motorização turbo flex, ambas de três cilindros com injeção direta e câmbio automático de seis marchas. O motor 1.0, presente nas versões de entrada e intermediárias, teve a potência reduzida de 121 cv para 115,5 cv, com torque de 18,9 kgfm (etanol) e 18,3 kgfm (gasolina). A mudança atende ao programa Carro Sustentável, garantindo isenção de IPI e maior eficiência. O motor 1.2, exclusivo das versões Premier e RS, entrega 141 cv e 22,9 kgfm, com desempenho sólido em ultrapassagens e retomadas, como constatado em testes rodoviários.

  • Dados de desempenho do motor 1.2 turbo (Premier):
  • Aceleração de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos.
  • Consumo urbano de 12,4 km/l (gasolina) e 7,6 km/l (etanol).
  • Consumo rodoviário de 14,5 km/l (gasolina) e 9,7 km/l (etanol).
  • Peso/potência de 8,9 kg/cv, competitivo no segmento.

Apesar dos ajustes, o consumo de combustível aumentou ligeiramente em relação à linha anterior, devido ao maior arrasto aerodinâmico da nova dianteira. A Chevrolet planeja introduzir um sistema híbrido leve de 48 volts em 2026, que deve melhorar a eficiência, mas por enquanto o Tracker segue sem eletrificação.

Correia banhada a óleo: fim da polêmica?

Um dos pontos mais controversos do Tracker desde seu lançamento em 2020 era a correia banhada a óleo, que apresentava desgaste prematuro e até “esfarelamento” em alguns casos, segundo relatos de proprietários. A Chevrolet afirma ter solucionado o problema com uma nova formulação química da borracha, fornecida por outro fabricante, que garante maior resistência mesmo com manutenção inadequada. A recomendação segue sendo o uso de óleo Dexos e revisões a cada 10 mil km, com troca da correia aos 240 mil km.

A garantia de fábrica foi ampliada para cinco anos, alinhando o Tracker a rivais como Hyundai Creta e Jeep Renegade. A reformulação é um esforço para recuperar a confiança dos consumidores, mas o tempo dirá se a solução é definitiva.

Tecnologia e segurança: avanços e lacunas

O interior do Tracker 2026 ganhou modernidade com a central multimídia de 11 polegadas, compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, e o sistema OnStar, que inclui monitoramento remoto. A versão Premier oferece seis airbags, carregador por indução, ar-condicionado digital e sensores de estacionamento. No entanto, a ausência de assistências avançadas de condução (ADAS), como frenagem autônoma, alerta de saída de faixa ou piloto automático adaptativo, coloca o Tracker atrás de concorrentes como T-Cross, Creta e Kicks.

  • Equipamentos de destaque na versão Premier:
  • Teto solar panorâmico, item de série nas versões mais caras.
  • Sensores de estacionamento dianteiro, lateral e traseiro.
  • Alerta de colisão frontal e ponto cego.
  • Painel digital integrado com alta resolução.

A suspensão, ajustada para enfrentar asfalto irregular, mantém um curso mais longo que evita batidas secas, enquanto a direção elétrica foi recalibrada para maior precisão. A vibração do motor em marcha lenta foi reduzida, melhorando o conforto em semáforos.

Conforto e espaço interno

O Tracker 2026 oferece bom espaço para motorista e passageiro da frente, com ajustes de altura e profundidade no banco e volante. No banco traseiro, o espaço é limitado para adultos altos, com as pernas próximas ao encosto dianteiro e a cabeça quase tocando o teto. O console central traseiro inclui apoio de braço e duas portas USB, mas a falta de saídas de ar-condicionado é uma desvantagem frente a rivais. O porta-malas de 393 litros é suficiente para o segmento, mas não se destaca.

A ergonomia da cabine foi aprimorada, com comandos intuitivos e um layout que privilegia o motorista. A ausência de freio de estacionamento eletrônico, presente em modelos como o Trax americano, é outra lacuna notada.

Posicionamento no mercado

O Tracker 2026 enfrenta um mercado competitivo, onde o Volkswagen T-Cross lidera as vendas, seguido por Hyundai Creta e Nissan Kicks. A Chevrolet aposta na combinação de design renovado, ajustes mecânicos e conectividade para manter o modelo entre os mais vendidos. A série especial 100 anos, com a cor exclusiva Azul Noronha, busca atrair consumidores em busca de exclusividade.

  • Versões e preços do Tracker 2026:
  • AT (1.0 turbo): R$ 119.900
  • LT (1.0 turbo): R$ 154.090
  • LTZ (1.0 turbo): R$ 169.490
  • Premier (1.2 turbo): R$ 189.590
  • RS (1.2 turbo): R$ 190.590

Apesar das melhorias, o Tracker precisa superar a percepção de que oferece menos tecnologia que concorrentes na mesma faixa de preço. A chegada do sistema híbrido leve em 2026 pode ser um diferencial para recuperar terreno.

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