A tenista norte-americana Sachia Vickery, que disputa o qualifying do US Open 2025 em Nova York, causou polêmica ao anunciar, nas redes sociais, que cobra US$ 1.000 (cerca de R$ 5,4 mil) para encontros amorosos, justificando a decisão pelo “comportamento inadequado dos homens”. A declaração, feita dias antes de sua partida na segunda rodada do torneio contra a alemã Ella Seidel, gerou reações mistas entre fãs e críticos. Vickery, atualmente na 559ª posição do ranking da WTA, também revelou que produz conteúdo para plataformas adultas, como o OnlyFans, desde janeiro, e considera essa atividade uma fonte de renda significativa. Apesar da controvérsia, a tenista de 30 anos garante que não abandonará o esporte, buscando equilibrar sua carreira no tênis com novas oportunidades nas mídias sociais. A notícia, publicada em 21 de agosto de 2025, reflete um momento de transição na vida da atleta, que enfrenta desafios físicos e profissionais enquanto tenta se destacar no último Grand Slam do ano.
A decisão de Vickery de cobrar por encontros foi compartilhada em uma sessão de perguntas e respostas no Instagram, onde ela tem cerca de 39 mil seguidores. A tenista, que não compete desde fevereiro devido a lesões, aproveitou o período de recuperação para explorar novas fontes de renda. Sua entrada no OnlyFans, anunciada no início do ano, gerou tanto críticas quanto apoio, com Vickery defendendo sua escolha como uma forma de independência financeira.
- Motivação para a cobrança: comportamento inadequado de homens em encontros.
- Plataforma utilizada: Instagram para o anúncio e CashApp ($Sachiavick) para depósitos.
- Contexto profissional: Vickery está no qualifying do US Open, enfrentando Ella Seidel.
A declaração da tenista ocorre em um momento crucial de sua carreira, enquanto tenta retornar ao circuito profissional após meses afastada.
Reação do público à decisão de Vickery
A escolha de Vickery de cobrar US$ 1.000 por encontros gerou intensos debates nas redes sociais e na imprensa especializada. Muitos fãs do tênis, esporte tradicionalmente associado a uma imagem de elegância e formalidade, criticaram a atitude, considerando-a incompatível com os valores da modalidade. Alguns comentários em plataformas digitais questionaram a profissionalidade da tenista, enquanto outros a acusaram de explorar sua imagem de forma sensacionalista. Por outro lado, apoiadores, incluindo figuras do movimento de empoderamento feminino, elogiaram sua transparência e autonomia.
A tenista, que já enfrentou dificuldades financeiras no início da carreira, parece indiferente às críticas. Em entrevista ao podcast Black Spin Global, ela destacou que a entrada no OnlyFans foi uma decisão estratégica, que lhe rendeu lucros significativos em poucos dias. Vickery afirmou que o conteúdo compartilhado na plataforma é “leve” e que sua prioridade continua sendo o tênis, mas sem abrir mão de explorar outras oportunidades.
- Principais críticas: incompatibilidade com a imagem do tênis e acusações de oportunismo.
- Apoio recebido: elogios por sua independência e por desafiar tabus.
- Lucro no OnlyFans: milhares de dólares em apenas dois dias, segundo a tenista.
- Foco no tênis: Vickery garante que não abandonará o esporte.
A controvérsia destaca as tensões entre a imagem tradicional do tênis e as novas formas de monetização nas redes sociais, especialmente entre atletas de ranking mais baixo.
🚨NEW POD: Sachia Vickery joins us to talk about all things OnlyFans!
— Black Spin Global (@BlackSpinGlobal) June 13, 2025
+ body image and becoming empowered, unlocking a new mental realm and finances among other topics
📺 https://t.co/r8UnIsUDoU pic.twitter.com/t3j21kSzh5
Trajetória de Vickery no tênis
Sachia Vickery, nascida em 11 de maio de 1995, em Miramar, Flórida, é filha de pais com raízes em Guyana e tem uma trajetória marcada por superações. Ex-campeã juvenil da USTA, ela alcançou o 73º lugar no ranking da WTA em 2018, seu melhor desempenho. Naquele ano, chegou às semifinais do WTA de Auckland e de Monterrey, derrotando adversárias como Agnieszka Radwańska e Garbiñe Muguruza. Apesar do sucesso, lesões e dificuldades financeiras impactaram sua carreira, levando-a a períodos de instabilidade no circuito.
Atualmente na 559ª posição, Vickery voltou ao US Open com vitórias no qualifying, incluindo um triunfo sobre Anastasiia Sobolieva na primeira rodada. Sua partida contra Ella Seidel, marcada para 21 de agosto de 2025, é vista como um teste crucial para sua tentativa de retornar ao cenário competitivo. O US Open é um torneio especial para a tenista, onde ela já alcançou a segunda rodada em quatro ocasiões.
- Melhor ranking: 73ª posição em julho de 2018.
- Principais conquistas: semifinais em Auckland e Monterrey (2018).
- Desempenho no US Open: segunda rodada em quatro edições do torneio.
- Desafios recentes: lesões que a afastaram desde fevereiro de 2025.
A trajetória de Vickery reflete os desafios enfrentados por tenistas fora do topo do ranking, que muitas vezes precisam buscar fontes alternativas de renda para sustentar suas carreiras.
OnlyFans e o impacto financeiro
A decisão de Vickery de ingressar no OnlyFans, plataforma conhecida por conteúdo adulto, reflete uma tendência crescente entre atletas de esportes menos lucrativos. Com uma assinatura mensal de US$ 12,99, ela oferece conteúdos descritos como “muito picantes para o Instagram”. A tenista revelou que os lucros obtidos nos primeiros dias na plataforma superaram suas expectativas, proporcionando uma segurança financeira que o tênis, em seu nível atual, não oferece.
O modelo de negócio de Vickery no OnlyFans é semelhante ao de outros atletas, como o tenista australiano Nick Kyrgios, que também explorou a plataforma. No caso de Vickery, a renda extra é especialmente relevante, considerando que ela acumula cerca de US$ 2 milhões em premiações ao longo de 14 anos de carreira, um valor modesto comparado aos ganhos de estrelas como Serena Williams ou Iga Swiatek.
- Assinatura mensal: US$ 12,99 no OnlyFans.
- Lucro inicial: milhares de dólares em dois dias.
- Comparação: premiações de US$ 2 milhões em 14 anos de tênis.
- Outros atletas: Nick Kyrgios também aderiu ao OnlyFans.
A escolha de Vickery evidencia como plataformas digitais estão transformando a relação entre atletas e suas fontes de renda, especialmente em esportes com alta competitividade e baixa remuneração para a maioria dos profissionais.
Futuro de Vickery no US Open
A participação de Vickery no qualifying do US Open 2025 é uma oportunidade para recuperar sua confiança e visibilidade no circuito. O torneio, realizado em Nova York entre 18 e 22 de agosto para as rodadas de qualificação, oferece uma premiação total recorde, com US$ 5 milhões para o campeão de simples e US$ 27.500 para os eliminados na primeira rodada do qualifying. Para Vickery, avançar ao quadro principal seria um marco, tanto financeiro quanto esportivo.
Sua adversária, Ella Seidel, é uma jovem alemã de 20 anos que vem de bons resultados, incluindo a quarta rodada do WTA 1000 de Cincinnati. Apesar do favoritismo de Seidel, Vickery tem experiência e um histórico de superação em Nova York, o que pode equilibrar o confronto. A tenista americana aposta em sua resiliência para avançar, enquanto lida com a pressão de sua exposição fora das quadras.
- Premiação do US Open: US$ 5 milhões para o campeão, US$ 27.500 no qualifying.
- Adversária: Ella Seidel, 20 anos, destaque em Cincinnati.
- Histórico de Vickery: quatro participações na segunda rodada do US Open.
- Data do jogo: 21 de agosto de 2025, segunda rodada do qualifying.
A combinação de sua atuação no torneio e sua presença nas redes sociais coloca Vickery em um momento único, onde talento esportivo e estratégias de marketing pessoal se cruzam.
Debate sobre o profissionalismo no tênis
A atitude de Vickery levanta questões sobre os limites do profissionalismo no tênis, um esporte que historicamente valoriza a discrição e a elegância. A cobrança por encontros e a produção de conteúdo adulto desafiam as normas tradicionais, especialmente em um Grand Slam como o US Open, que atrai atenção global. Enquanto alguns veem a atitude como uma afronta à imagem do esporte, outros a consideram uma adaptação necessária em um mercado competitivo, onde apenas os top 100 jogadores conseguem viver exclusivamente do tênis.
A tenista, por sua vez, mantém uma postura desafiadora, afirmando que sua prioridade é a independência financeira e emocional. Sua história reflete a realidade de muitos atletas que, longe do estrelato, precisam encontrar formas criativas de financiar suas carreiras. O debate sobre suas escolhas provavelmente continuará, enquanto Vickery busca provar seu valor dentro e fora das quadras.
- Normas do tênis: valorização da elegância e discrição.
- Realidade financeira: apenas top 100 vivem exclusivamente do esporte.
- Postura de Vickery: foco em independência e autenticidade.
- Impacto no esporte: debate sobre modernização versus tradição.