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Cleitinho lidera com 28% na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026, diz Quaest

Cleitinho
Cleitinho - Foto: Pedro França/Agência Senado Cleitinho - Foto: Pedro França/Agência Senado

A mais recente pesquisa Quaest, realizada entre 13 e 17 de agosto de 2025, revela que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera as intenções de voto para o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, com 28% da preferência dos eleitores. O levantamento, contratado pela Genial Investimentos, ouviu 1.482 pessoas com 16 anos ou mais em todo o estado, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Em segundo lugar, aparece o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (sem partido), com 16%, seguido pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD), com 9%. A pesquisa também aponta que 17% dos entrevistados estão indecisos, enquanto 26% pretendem votar branco, nulo ou não comparecer às urnas. O cenário reflete a força de Cleitinho, aliado ao bolsonarismo, em um estado onde o atual governador, Romeu Zema, mantém aprovação significativa, mas enfrenta queda em sua popularidade.

O levantamento traz um panorama competitivo para a sucessão de Zema, que não poderá concorrer à reeleição. A liderança de Cleitinho, que já havia aparecido em primeiro lugar em pesquisas anteriores, reforça sua posição como um dos principais nomes da direita para 2026. Abaixo, os principais destaques da pesquisa:

Cleitinho , Kalil e Senador Pacheco
Cleitinho Azevedo (Republicanos), Alexandre Kalil (sem partido) e Rodrigo Pacheco (PSD) — Foto: Reprodução/Redes sociais + Esley Rezende/TV Globo + Waldemir Barreto/Agência Senado
  • Cleitinho (Republicanos): 28%
  • Alexandre Kalil (sem partido): 16%
  • Rodrigo Pacheco (PSD): 9%
  • Mateus Simões (Novo): 4%
  • Indecisos: 17%
  • Branco/Nulo/Não vai votar: 26%

A força de Cleitinho no cenário eleitoral mineiro é um dos pontos centrais da pesquisa, mas outros fatores, como a aprovação do governo Zema e a fragmentação do eleitorado, também influenciam a disputa.

Desempenho dos candidatos na corrida eleitoral

Cleitinho Azevedo, senador pelo Republicanos, consolida sua liderança com 28% das intenções de voto, um desempenho que reflete sua popularidade crescente, especialmente entre eleitores alinhados à direita. Sua trajetória política, marcada por um discurso direto e identificação com pautas conservadoras, tem garantido apoio em diversas regiões do estado. Comparada à pesquisa de fevereiro de 2025, que apontava 33% para Cleitinho, a queda de 5 pontos percentuais ainda o mantém à frente, mas indica uma possível estabilização de sua base eleitoral.

Alexandre Kalil, que já governou Belo Horizonte e disputou o governo estadual em 2022, aparece com 16% das intenções. Apesar de estar sem partido, seu recall como ex-prefeito da capital mineira e sua gestão bem avaliada em Belo Horizonte garantem uma base sólida, especialmente entre eleitores urbanos. Kalil, no entanto, enfrenta o desafio de ampliar seu alcance no interior, onde Cleitinho tem maior penetração.

Rodrigo Pacheco, senador pelo PSD e ex-presidente do Senado, registra 9% das intenções de voto. Apesar de contar com o apoio potencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Pacheco enfrenta dificuldades para conquistar o eleitorado de direita, que predomina em Minas Gerais. Sua postura moderada e críticas a movimentos como o do 8 de janeiro podem limitar sua competitividade, segundo analistas.

Mateus Simões, vice-governador e apoiado por Zema, aparece com apenas 4%, um resultado que evidencia a dificuldade de transferência de votos do atual governador para seu aliado. A baixa performance de Simões sugere que a popularidade de Zema, embora ainda alta, não se converte automaticamente em apoio a seu indicado.

Aprovação do governo Zema e impacto na eleição

A gestão de Romeu Zema (Novo) mantém aprovação de 55% dos eleitores mineiros, segundo a pesquisa Quaest, mas registra uma queda de 7 pontos percentuais em relação ao levantamento de fevereiro, quando alcançava 62%. A desaprovação, por sua vez, subiu de 30% para 35%, indicando um desgaste na imagem do governador. Esse cenário pode influenciar a sucessão, especialmente porque Zema é um ator político relevante no estado e tem sinalizado apoio a Mateus Simões.

A queda na aprovação de Zema pode ser atribuída a fatores como:

  • Desafios econômicos enfrentados pelo estado, incluindo questões fiscais.
  • Críticas à condução de políticas públicas em áreas como educação e saúde.
  • Polarização política, que afeta a percepção de lideranças de centro-direita.
  • Expectativas elevadas após dois mandatos de alta popularidade.

Apesar do desgaste, a aprovação de 55% ainda confere a Zema um peso considerável na definição do cenário eleitoral. Sua influência, no entanto, parece insuficiente para alavancar Simões, enquanto Cleitinho e Kalil capitalizam o apoio de eleitores com perfis distintos.

Cenários alternativos e o peso da direita

Outras pesquisas recentes, como a do Paraná Pesquisas, realizada em março de 2025, reforçam a força da direita em Minas Gerais. Em um cenário testado sem Cleitinho, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) lidera com 39,4%, superando Kalil (20%) e Pacheco (15,2%). Essa configuração evidencia que a base bolsonarista, representada por Cleitinho e Nikolas, domina as intenções de voto, especialmente em cenários polarizados.

A pesquisa Opus/Estado de Minas, conduzida em Belo Horizonte entre 1º e 3 de julho de 2025, trouxe outro dado relevante: na capital, Kalil lidera com 28%, seguido por Nikolas Ferreira (23%), em empate técnico. Cleitinho e Pacheco aparecem com 9% cada, mostrando que a disputa na capital mineira é mais fragmentada. Esses números sugerem que, enquanto Cleitinho tem força no interior, Kalil mantém vantagem em áreas urbanas.

Os cenários indicam que a direita, especialmente nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como Cleitinho e Nikolas, tem maior capacidade de mobilização em Minas Gerais. No entanto, a ausência de um nome forte da esquerda, como um candidato competitivo do PT, pode levar a uma eleição polarizada entre direita e centro, com Pacheco tentando atrair eleitores moderados.

Fatores que moldam a disputa em 2026

A corrida pelo governo de Minas Gerais em 2026 será influenciada por diversos elementos que já começam a se desenhar. A polarização política, que opõe bolsonarismo e lulismo, terá um papel central, especialmente porque Minas é um estado estratégico no cenário nacional. Além disso, a capacidade de articulação política dos candidatos será crucial.

Alguns pontos que podem definir o rumo da eleição incluem:

  • A decisão de Nikolas Ferreira sobre concorrer ou não ao governo, o que poderia fragmentar o eleitorado de direita.
  • A escolha de Kalil por um partido, que pode fortalecer sua campanha com alianças.
  • O impacto das alianças de Zema com partidos como PL e Republicanos.
  • A evolução da popularidade de Lula em Minas, que pode influenciar o desempenho de Pacheco.

A pesquisa Quaest também destaca a alta taxa de eleitores indecisos (17%) e de votos brancos/nulos (26%), o que indica que a campanha de 2026 ainda está longe de estar definida. Esses números sugerem que os candidatos precisarão investir em estratégias para conquistar eleitores que ainda não têm preferência clara.

Influência de Belo Horizonte na eleição

Belo Horizonte, como maior colégio eleitoral do estado, desempenha um papel crucial na definição do próximo governador. A força de Kalil na capital, onde ele já foi prefeito, é um diferencial competitivo. No entanto, a pesquisa Opus/Estado de Minas mostra que Nikolas Ferreira também tem apelo significativo entre os belo-horizontinos, especialmente entre os mais jovens.

Cleitinho, por outro lado, enfrenta o desafio de ampliar sua base na capital, onde sua penetração é menor em comparação com o interior. Para vencer, o senador precisará equilibrar sua popularidade no interior com uma campanha mais robusta em Belo Horizonte, onde a disputa está mais acirrada.

A fragmentação do eleitorado na capital também reflete a diversidade de perfis políticos em Minas Gerais. Enquanto Kalil atrai eleitores moderados e de centro-esquerda, Cleitinho e Nikolas disputam o voto conservador. Pacheco, por sua vez, tenta se posicionar como uma alternativa de centro, mas sua viabilidade depende de alianças e do apoio de lideranças nacionais, como Lula.

O papel de Zema na sucessão

Romeu Zema, mesmo fora da disputa direta, será uma figura central na eleição de 2026. Sua aprovação, embora em queda, ainda é um ativo político importante. A escolha de apoiar Mateus Simões ou articular uma candidatura mais competitiva, como a de Cleitinho ou Nikolas, pode definir o rumo da direita em Minas Gerais.

Zema já sinalizou interesse em uma candidatura presidencial, o que pode influenciar suas decisões na sucessão estadual. Caso opte por apoiar Simões, ele enfrentará o desafio de convencer o eleitorado de que seu vice é capaz de manter o legado de sua gestão. Por outro lado, uma aliança com Cleitinho ou Nikolas poderia fortalecer a direita, mas exigiria negociações com partidos como Republicanos e PL.

Perspectivas para a campanha eleitoral

A campanha para o governo de Minas Gerais em 2026 promete ser uma das mais disputadas do país, dado o peso político do estado e a fragmentação do eleitorado. Cleitinho, com sua liderança consolidada nas pesquisas, terá a vantagem de largar na frente, mas precisará lidar com a concorrência de Kalil, que tem forte recall, e Pacheco, que pode atrair eleitores moderados.

A alta taxa de indecisos e votos brancos/nulos sugere que a campanha será marcada por intensa mobilização. Os candidatos precisarão investir em estratégias digitais, debates e alianças regionais para conquistar eleitores em um cenário de polarização. Além disso, o desempenho de Zema até o final de seu mandato pode influenciar diretamente a percepção dos eleitores sobre os candidatos da direita.

A pesquisa Quaest oferece um retrato inicial da corrida eleitoral, mas o cenário pode mudar com a entrada de novos nomes ou a consolidação de alianças. Por enquanto, Cleitinho Azevedo aparece como o favorito, mas a eleição está longe de estar decidida.

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