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Crash test do Tracker revela segredos da segurança automotiva no Brasil

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crash teste - Foto: Pavel Chagochkin/Shutterstock crash teste - Foto: Pavel Chagochkin/Shutterstock

Pela primeira vez na história da General Motors no Brasil, jornalistas tiveram acesso exclusivo ao laboratório de segurança em Indaiatuba, São Paulo, para acompanhar um crash test do Chevrolet Tracker. Realizado em 21 de agosto de 2025, o teste submeteu o SUV a um impacto frontal a 64 km/h contra uma barreira de alumínio, revelando como a estrutura do veículo absorve energia para proteger os ocupantes. O evento, testemunhado pela revista Quatro Rodas, destacou a robustez do habitáculo, que permaneceu intacto, e a integridade dos dummies, simulando ocupantes reais. A iniciativa demonstra o compromisso da GM com a segurança veicular, em um momento em que testes de colisão ganham relevância no Brasil. O laboratório, um dos três do tipo no país, realizou cerca de 4.000 testes em 28 anos, reforçando a importância de padrões rigorosos.

O impacto, que durou apenas 200 milissegundos, foi seguido por um silêncio tenso no laboratório. As luzes halógenas de 300.000 watts iluminaram o cenário, permitindo a análise detalhada do veículo. Engenheiros da GM, visivelmente satisfeitos, confirmaram que o para-brisa, teto e portas resistiram sem deformações graves, evidenciando o comportamento eficiente da área deformável do Tracker.

  • Estrutura projetada para absorver energia na dianteira.
  • Portas permaneceram funcionais após o impacto.
  • Dummies equipados com até 90 sensores para análise precisa.
  • Sistema de assistência do veículo acionou emergência automaticamente.

Laboratório de ponta em Indaiatuba

O laboratório da General Motors em Indaiatuba é um dos mais avançados da América Latina, operando desde 1997. Com uma pista de 160 metros, o espaço utiliza um sistema de tração para acelerar os veículos até a velocidade desejada. Apenas outros dois laboratórios similares existem no Brasil, pertencentes à Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), e à Stellantis, em Betim (MG). O teste do Tracker foi conduzido com um veículo de produção, não um protótipo, comprovando a aplicabilidade dos resultados em situações reais. Segundo Julio Stellute, engenheiro com quase 40 anos de experiência na GM, a ansiedade antes de cada teste é inevitável, mesmo após milhares de colisões supervisionadas. O laboratório também investe em tecnologia de ponta, como dummies sem cabos, que custam até R$ 4 milhões, para facilitar a coleta de dados.

A evolução dos testes de colisão reduziu a necessidade de protótipos. Nos anos 2000, cerca de 80 veículos eram usados por projeto, mas hoje simulações digitais minimizam esse número. Testes físicos, porém, seguem obrigatórios para homologação, seguindo normas internacionais rigorosas.

Tecnologia dos dummies e precisão dos dados

Os dummies, manequins que simulam ocupantes, são peças-chave nos crash tests. Cada unidade pode custar até R$ 2 milhões, com modelos mais avançados alcançando R$ 4 milhões. Equipados com até 90 sensores, eles medem forças de impacto, aceleração e possíveis lesões. As calibrações seguem padrões globais, incluindo detalhes como o tipo de sapato usado pelos dummies, para garantir consistência nos resultados. No teste do Tracker, os manequins permaneceram íntegros, com o habitáculo preservado, indicando que, em um acidente real, os ocupantes teriam grandes chances de sair ilesos. A porta do motorista, apesar de rangidos, abriu sem dificuldade, um fator crucial para resgates.

  • Sensores medem impacto em cabeça, tórax e membros.
  • Calibrações seguem normas internacionais para precisão.
  • Modelos sem cabos agilizam coleta de dados.
  • Investimento em dummies reflete avanço tecnológico.
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tracker – Foto: Divulgação

Segurança automotiva no Brasil

A segurança veicular no Brasil evoluiu significativamente nas últimas décadas, mas ainda enfrenta desafios. Testes como o do Tracker mostram como fabricantes estão investindo em estruturas mais robustas e tecnologias de assistência. O Latin NCAP, que avalia a segurança de veículos na América Latina desde 2010, já revelou deficiências em modelos nacionais, como o Fiat Pulse e o Citroën C3, que receberam notas baixas. A GM, por outro lado, destaca-se com veículos como o Tracker, que atendem a padrões globais. A obrigatoriedade de equipamentos como airbags frontais, freios ABS e controle de estabilidade, exigidos por lei no Brasil, também contribuiu para elevar o nível de segurança.

No passado, carros como o Chevrolet Agile e o Fiat Palio zeravam em crash tests do Latin NCAP. Hoje, avanços estruturais e maior conscientização das montadoras mudaram esse cenário. O teste do Tracker reforça essa tendência, com a GM demonstrando transparência ao abrir seu laboratório.

Impacto visual e emocional do teste

Assistir a um crash test é uma experiência marcante. O som do impacto, descrito como ensurdecedor, e a destruição controlada da dianteira do veículo contrastam com a preservação do habitáculo. Engenheiros destacaram a importância de áreas deformáveis, que absorvem a energia da colisão, protegendo os ocupantes. O teste do Tracker também comprovou a eficiência do sistema de assistência OnStar, que acionou automaticamente um chamado de emergência com a localização do veículo, um recurso que pode salvar vidas em acidentes reais.

  • Som do impacto dura frações de segundo, mas impressiona.
  • Áreas deformáveis absorvem até 70% da energia da colisão.
  • OnStar envia localização exata para serviços de emergência.
  • Para-brisa intacto é sinal de estrutura robusta.

Avanços e desafios da indústria

A indústria automotiva brasileira tem investido em segurança, mas a diferença entre os padrões locais e internacionais ainda é notável. Enquanto o Latin NCAP adota protocolos baseados no Euro NCAP, o Brasil exige menos em homologações. O teste do Tracker, por exemplo, seguiu padrões globais, mas muitos modelos de entrada, como o Citroën C3, ainda decepcionam em segurança estrutural. A evolução tecnológica, como simulações digitais e dummies avançados, permite às montadoras corrigir falhas antes da produção em massa, reduzindo custos e melhorando resultados.

A GM planeja continuar aprimorando seus veículos, com foco em tecnologias como airbags de cortina e sistemas avançados de assistência ao motorista. O teste do Tracker é um marco, mostrando que a segurança pode ser um diferencial competitivo no mercado brasileiro.

Futuro dos crash tests no Brasil

Com apenas três laboratórios de crash test no país, a capacidade de realizar testes locais é limitada, mas a qualidade está alinhada com padrões internacionais. A abertura do laboratório da GM para a imprensa é um passo para aumentar a transparência e conscientizar o público sobre a importância da segurança veicular. Eventos como o Maio Amarelo reforçam a necessidade de vias seguras e comportamento responsável no trânsito, complementando os avanços tecnológicos dos veículos.

  • Apenas três laboratórios de crash test operam no Brasil.
  • Normas internacionais garantem comparabilidade global.
  • Conscientização no trânsito é tão crucial quanto tecnologia.
  • Testes físicos ainda são exigidos para homologação.

O crash test do Chevrolet Tracker não apenas demonstrou a robustez do modelo, mas também destacou o papel da tecnologia na proteção de vidas. A iniciativa da GM em abrir seu laboratório reforça a importância de investir em segurança, um tema que ganha cada vez mais relevância no Brasil.

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