Sting, o icônico vocalista e baixista do The Police, enfrenta um processo judicial movido por seus ex-companheiros de banda, Andy Summers e Stewart Copeland, por royalties não pagos que podem chegar a milhões de libras. A ação, registrada no Tribunal Superior de Londres, foi revelada pelo jornal britânico The Sun em 25 de agosto de 2025, e envolve disputas de longa data sobre contratos e acordos comerciais. Summers e Copeland alegam danos substanciais devido à falta de pagamento de direitos autorais, especialmente relacionados a hits como “Every Breath You Take”. A batalha judicial reacende tensões antigas no trio, que formou uma das bandas de rock mais influentes do mundo, e levanta questões sobre a divisão de lucros em uma das carreiras mais lucrativas da música. A meta descrição está contida nestas primeiras linhas: Sting enfrenta processo milionário de Andy Summers e Stewart Copeland por royalties não pagos no The Police, em ação no Tribunal Superior de Londres.
A disputa, que já dura anos, chegou a um ponto crítico após tentativas frustradas de acordos extrajudiciais. O processo lista Sting, cujo nome verdadeiro é Gordon Matthew Sumner, e sua empresa, Magnetic Publishing Limited, como réus. A ação foca em contratos comerciais e direitos autorais que, segundo os demandantes, não foram devidamente distribuídos.
- Detalhes da ação: O processo foi registrado no Tribunal Superior de Londres, sob a categoria de contratos e acordos comerciais gerais.
- Reivindicação principal: Summers e Copeland buscam compensação por “milhões de libras” em royalties não pagos.
- Histórico de tensões: A insatisfação com a divisão de créditos e lucros remonta a décadas, com destaque para a música “Every Breath You Take”.
- Impacto financeiro: Estima-se que apenas essa canção gere cerca de £ 550 mil anuais para Sting, sem divisão clara com os ex-colegas.
O caso expõe uma ferida antiga no The Police, banda que vendeu 75 milhões de discos e marcou a história do rock com sua mistura de new wave, reggae e punk.
Origem da disputa judicial
A origem do conflito está na divisão desigual de créditos e lucros, especialmente da canção “Every Breath You Take”, lançada em 1983 no álbum Synchronicity. A música, que se tornou o single mais vendido daquele ano e a faixa mais tocada na história do rádio americano, é creditada exclusivamente a Sting como compositor. No entanto, Andy Summers, responsável pela icônica linha de guitarra, argumenta que sua contribuição foi essencial para o sucesso global da faixa. Em entrevista ao jornal O Globo em 2024, Summers expressou sua frustração, destacando que a falta de reconhecimento financeiro persiste há décadas.

A situação se agravou em 1997, quando a gravação do The Police foi sampleada por Puff Daddy (hoje conhecido como Diddy) na canção “I’ll Be Missing You”. O single liderou as paradas por 11 semanas e rendeu um Grammy, mas Summers e Copeland não receberam créditos ou royalties pelo uso de sua gravação original. Sting, por outro lado, participou de uma apresentação com Puff Daddy no MTV Video Music Awards daquele ano, o que intensificou a insatisfação dos ex-colegas.
Summers chegou a classificar o uso da linha de guitarra como “ultrajante”, argumentando que a legislação da época, menos rigorosa com o sampling, permitiu que sua contribuição fosse explorada sem compensação adequada. Copeland, embora menos vocal, também se juntou à ação, indicando que as negociações extrajudiciais não avançaram.
Histórico do The Police e seus lucros
Formado em 1977 em Londres, o The Police alcançou sucesso meteórico com cinco álbuns de estúdio e hits como “Roxanne”, “Message in a Bottle” e “Walking on the Moon”. O grupo, que se separou em 1986 após o auge de Synchronicity, vendeu 75 milhões de discos e acumulou uma fortuna significativa. A reedição comemorativa de Synchronicity em 2023, com materiais inéditos e relançamentos, reacendeu o interesse pelo catálogo da banda, mas também trouxe à tona as disputas financeiras.
- Vendas globais: A banda é uma das mais bem-sucedidas da história, com 75 milhões de discos vendidos.
- Sucesso de Synchronicity: O álbum de 1983 é o mais vendido do grupo, com mais de 8 milhões de cópias apenas nos EUA.
- Royalties anuais: Estima-se que Sting receba cerca de £ 550 mil por ano apenas com “Every Breath You Take”.
- Reedição de 2023: A versão de 40 anos do álbum trouxe lucros adicionais, mas sem divisão clara entre os membros.
Embora Sting seja o principal compositor da banda, a contribuição de Summers e Copeland, com arranjos distintos e performances marcantes, foi essencial para o som característico do The Police. A ação judicial busca corrigir o que os demandantes consideram uma injustiça histórica.
Reações e silêncio das partes
Até o momento, as partes envolvidas mantêm discrição. Um porta-voz de Sting negou que a ação esteja diretamente ligada a “Every Breath You Take”, mas não forneceu detalhes adicionais. Summers e Copeland, procurados pela imprensa, optaram por não comentar o caso, possivelmente para evitar escalar a tensão pública antes da resolução judicial.
A falta de declarações públicas reflete a delicadeza do caso, que envolve não apenas questões financeiras, mas também relações pessoais desgastadas ao longo de décadas. O The Police realizou uma turnê de reunião em 2007 e 2008, que arrecadou mais de US$ 360 milhões, mas mesmo esse sucesso não resolveu as disputas internas.
Contexto da indústria musical
Disputas por royalties não são novidade na indústria da música. Casos semelhantes envolveram bandas como The Beatles, onde George Harrison processou seus colegas por créditos em composições, e The Rolling Stones, com conflitos internos sobre divisão de lucros. No caso do The Police, a questão ganha destaque devido ao impacto cultural e financeiro de suas músicas.
- Exemplos históricos: Bandas como The Beatles e The Doors enfrentaram processos semelhantes por divisão de royalties.
- Complexidade do sampling: O caso de 1997 com Puff Daddy expôs fragilidades nas leis de direitos autorais da época.
- Evolução legislativa: Hoje, leis mais rígidas protegem contribuições instrumentais em casos de sampling.
- Impacto financeiro: Disputas por royalties podem alterar significativamente a renda de artistas.
A ação contra Sting pode abrir precedentes para outros casos na indústria, especialmente em relação a contribuições não creditadas em grandes sucessos.
Próximos passos judiciais
O processo está em fase inicial no Tribunal Superior de Londres, e audiências preliminares devem ocorrer nos próximos meses. Especialistas em direito autoral estimam que o caso pode se arrastar por anos, especialmente se não houver acordo entre as partes. A Magnetic Publishing Limited, empresa de Sting, também está no centro da disputa, o que sugere que a ação envolve contratos comerciais complexos.
Summers e Copeland buscam não apenas compensação financeira, mas também o reconhecimento de suas contribuições para o legado do The Police. Enquanto o caso não é resolvido, a imagem da banda, que já foi sinônimo de harmonia musical, enfrenta um novo capítulo de tensões públicas.