A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou dois amistosos da seleção brasileira masculina contra Coreia do Sul e Japão, em outubro, como parte da preparação para a Copa do Mundo de 2026. As partidas serão disputadas na Ásia, em Seul, no dia 10, às 8h (horário de Brasília), e em Tóquio, no dia 14, às 7h30, no Estádio Nacional, pela Copa Kirin. Os jogos têm como objetivo testar o time comandado por Carlo Ancelotti contra adversários de escolas táticas distintas, reforçando a estratégia para o Mundial. A escolha dos oponentes reflete a necessidade de enfrentar seleções com estilos intensos e organizados, características marcantes do futebol asiático. Após garantir vaga nas Eliminatórias em junho, o Brasil usa esses confrontos para ajustes finais.
Os amistosos repetem o roteiro de 2022, quando a Seleção enfrentou as mesmas equipes antes da Copa do Catar. A preparação na Ásia é vista como essencial para adaptar os jogadores a condições desafiadoras, como alta intensidade e marcação agressiva. A CBF aposta na experiência de Ancelotti para moldar um elenco competitivo.
- Objetivo dos amistosos: Testar estratégias contra estilos de jogo intensos.
- Adversários: Coreia do Sul e Japão, com históricos de confrontos recentes.
- Contexto: Preparação para a Copa de 2026, após classificação nas Eliminatórias.
Estratégia de Ancelotti para os amistosos
Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, destacou a importância de enfrentar equipes asiáticas para simular cenários de alta pressão. Em 2022, o Brasil venceu o Japão por 1 a 0, com gol de Neymar, em amistoso no mesmo Estádio Nacional de Tóquio. Contra a Coreia do Sul, na Copa do Catar, o time aplicou uma goleada de 4 a 1 nas oitavas de final, com gols de Vini Jr., Neymar, Richarlison e Paquetá. Esses resultados reforçam a confiança, mas também alertam para a evolução dos adversários.
O treinador italiano enfatizou a condição física como critério essencial para as convocações. “Para estar na Seleção, o jogador precisa estar 100% fisicamente”, declarou Ancelotti, reforçando que a intensidade dos jogos na Ásia será um teste rigoroso. A escolha de Seul e Tóquio como sedes também considera a logística, já que a CBF busca minimizar o impacto de longas viagens antes do Mundial.
- Foco físico: Ancelotti prioriza jogadores em plena forma.
- Histórico recente: Vitórias contra Japão e Coreia em 2022.
- Logística: Jogos na Ásia otimizam deslocamento e adaptação.
- Evolução tática: Adversários asiáticos estão mais organizados.
Relevância dos adversários asiáticos
Japão e Coreia do Sul são seleções que combinam disciplina tática, velocidade e marcação implacável, características que desafiam qualquer equipe. O coordenador executivo da CBF, Rodrigo Caetano, destacou que esses jogos são cruciais para preparar o Brasil para possíveis confrontos no Mundial de 2026. “O futebol asiático tem uma escola diferente, com jogadores que correm o tempo todo e uma marcação que é quase uma perseguição”, afirmou.
Nos últimos anos, ambas as seleções asiáticas evoluíram, com jogadores atuando em ligas europeias de alto nível. O Japão, por exemplo, conta com nomes como Takefusa Kubo e Kaoru Mitoma, enquanto a Coreia do Sul tem Son Heung-min como referência. Esses atletas elevam o nível de competitividade, exigindo do Brasil maior concentração e eficiência.
Preparação antes da viagem à Ásia
Antes dos amistosos, o Brasil enfrenta os compromissos finais das Eliminatórias, já sem impacto na classificação. No dia 4 de setembro, a Seleção recebe o Chile, às 21h30, no Maracanã. Cinco dias depois, encara a Bolívia, às 20h30, em El Alto. Esses jogos servirão como testes finais para ajustes no elenco antes da viagem à Ásia. Ancelotti anunciou a convocação na última segunda-feira, priorizando jogadores que já demonstraram consistência.
A CBF planeja usar esses confrontos sul-americanos para avaliar jovens talentos e consolidar o esquema tático. A comissão técnica também monitora o desempenho de atletas em clubes europeus, especialmente aqueles que enfrentam adversários de estilos semelhantes aos das seleções asiáticas.
- Jogos das Eliminatórias: Chile (4/9) e Bolívia (9/9).
- Objetivo: Testar jovens e consolidar táticas.
- Monitoramento: Foco em atletas que enfrentam estilos asiáticos na Europa.
Histórico de confrontos e a Copa Kirin
A Copa Kirin, torneio amistoso tradicional no Japão, será o palco do duelo contra os anfitriões. O Brasil tem histórico positivo no evento, com participações marcantes em edições anteriores. Em 2022, o gol de Neymar contra o Japão na mesma competição reforçou a importância de amistosos para afinar o time. A CBF vê o torneio como uma oportunidade de exposição global, além de um teste tático relevante.
Contra a Coreia do Sul, o confronto em Seul traz memórias da goleada na Copa de 2022. No entanto, a seleção sul-coreana evoluiu sob o comando de novos técnicos e com jogadores mais experientes. A CBF espera um jogo mais equilibrado, especialmente pela motivação dos coreanos em atuar em casa.
- Copa Kirin: Torneio tradicional com histórico de participação brasileira.
- Último jogo contra Japão: Vitória por 1 a 0 em 2022.
- Coreia em 2022: Goleada de 4 a 1 na Copa do Catar.
- Evolução adversária: Coreia e Japão com jogadores mais experientes.
Expectativas para a Copa de 2026
Os amistosos na Ásia são parte de um planejamento maior para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Com a classificação garantida, o Brasil foca em construir um elenco versátil, capaz de enfrentar diferentes estilos de jogo. Ancelotti aposta em uma mescla de jogadores experientes, como Neymar e Vini Jr., com jovens promessas que vêm se destacando em clubes europeus.
A CBF também considera os desafios logísticos do Mundial, como adaptação a fusos horários e condições climáticas variadas. Os jogos na Ásia simulam essas condições, preparando o time para cenários adversos. Além disso, a comissão técnica analisa dados de desempenho para otimizar estratégias, com base em relatórios de jogos anteriores contra seleções asiáticas.
- Planejamento: Construção de elenco versátil para 2026.
- Logística do Mundial: Adaptação a fusos e climas.
- Análise de dados: Uso de relatórios para estratégias táticas.
Impacto para os jogadores e torcida
Os amistosos mobilizam a torcida brasileira, especialmente a comunidade de expatriados na Ásia, que terá a chance de ver a Seleção de perto. Para os jogadores, os jogos são uma oportunidade de ganhar minutos em campo e impressionar Ancelotti. A pressão por vagas no elenco titular é alta, já que a concorrência em posições como meio-campo e ataque é acirrada.
A CBF também espera engajar torcedores nas redes sociais, promovendo os jogos com conteúdos exclusivos. A transmissão dos amistosos, ainda não confirmada, deve atingir milhões de espectadores, reforçando a marca da Seleção no mercado asiático.
- Torcida: Expectativa de apoio de brasileiros na Ásia.
- Jogadores: Competição por vagas no time titular.
- Engajamento: Promoção dos jogos nas redes sociais.

