Atlético-MG avalia saída de Cuca após derrota para Cruzeiro na Copa do Brasil

Cuca Atlético-MG

Cuca Atlético-MG - Foto: Pedro Souza / Atlético

O Atlético-MG vive um momento de tensão após a derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro, na Arena MRV, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, em 27 de agosto de 2025. A partida, marcada por falhas defensivas e falta de efetividade ofensiva, intensificou a pressão sobre o técnico Cuca, que enfrenta questionamentos da diretoria e da torcida. Nesta quinta-feira, 28 de agosto, reuniões na Cidade do Galo discutem o futuro do treinador, com a possibilidade de demissão ganhando força. O revés diante do rival, aliado à campanha irregular no Campeonato Brasileiro e à eliminação na Libertadores, coloca o clube em alerta. O jogo de volta, marcado para 11 de setembro no Mineirão, será decisivo para o futuro do treinador e da temporada alvinegra. A situação reflete um momento delicado para o Galo, que busca reverter o placar e evitar uma crise ainda mais profunda.

A derrota para o Cruzeiro expôs fragilidades táticas e técnicas do Atlético-MG, que dominou o primeiro tempo, mas sucumbiu após o golaço de Fabrício Bruno e um gol de bola parada de Kaio Jorge no segundo tempo. A torcida, que lotou a Arena MRV com mais de 44 mil presentes, demonstrou apoio com mosaicos, mas saiu frustrada com o desempenho.

  • Fatores da derrota: Gols de Fabrício Bruno e Kaio Jorge, convocados para a Seleção Brasileira.
  • Desfalques: Seis jogadores lesionados, incluindo Saravia e Lyanco.
  • Substituições questionadas: Saída de Gustavo Scarpa gerou críticas entre torcedores.
  • Próximo desafio: Jogo de volta no Mineirão, em 11 de setembro, às 19h30.

Reuniões e clima nos bastidores

A diretoria do Atlético-MG, composta por nomes como Sérgio Coelho, Paulo Bracks e Victor Bagy, passou a quinta-feira em reuniões para avaliar o trabalho de Cuca. O presidente foi visto entrando e saindo do vestiário após o clássico, em ligações telefônicas, o que alimentou especulações sobre mudanças iminentes. O treinador, que passou por uma cirurgia no ombro no mesmo dia, não comandou o treino, mas sua coletiva pós-jogo, marcada por tom desanimado e críticas veladas ao elenco, não foi bem recebida pela cúpula alvinegra. A frase “não tenho prazo e nem certeza de que as coisas vão melhorar” gerou desconforto, reforçando a percepção de desgaste na quarta passagem de Cuca pelo clube.

O histórico recente do Galo também pesa contra o treinador. Desde a pausa para o Mundial de Clubes, o time venceu apenas cinco de 13 jogos, com um aproveitamento de 38,4%. A campanha no Brasileirão, com 24 pontos e a 12ª colocação, mantém o clube a cinco pontos da zona de rebaixamento, enquanto a distância para o G-6 é de oito pontos. Apesar da classificação para as quartas da Sul-Americana, a derrota para o Cruzeiro foi a quarta em casa em jogos de mata-mata na temporada, um contraste com a fama de “imbatível” na Arena MRV.

Desempenho em campo e falhas táticas

O clássico contra o Cruzeiro evidenciou problemas recorrentes no Atlético-MG. O time teve maior posse de bola no primeiro tempo, com chances criadas por Hulk e Dudu, mas pecou nas finalizações. O gol de Fabrício Bruno, um chute de longa distância aos quatro minutos do segundo tempo, desestabilizou a equipe. Aos 19 minutos, Kaio Jorge aproveitou uma falha em bola parada para ampliar o placar. As substituições de Cuca, como a saída de Gustavo Scarpa para a entrada de Reinier, foram alvos de críticas. O treinador justificou a mudança pela necessidade de maior presença ofensiva, mas a alteração não surtiu efeito, e o Galo terminou o jogo sem ameaçar o goleiro Cássio.

  • Problemas defensivos: Quarta derrota em casa em mata-matas na temporada.
  • Falta de efetividade: Atlético teve mais posse, mas não converteu chances.
  • Substituições polêmicas: Saída de Scarpa foi criticada por torcedores e analistas.
  • Bola parada: Gol de Kaio Jorge veio de escanteio, repetindo falhas contra o Grêmio.

Reação da torcida e redes sociais

A torcida alvinegra expressou insatisfação nas redes sociais, com a hashtag #ForaCuca ganhando força após a derrota. Críticas a jogadores como Júnior Alonso e à falta de reforços na zaga e no meio-campo dominaram as discussões. A escolha de Dudu como titular, em seu primeiro clássico contra o ex-clube Cruzeiro, também dividiu opiniões. Apesar de lances promissores, o atacante de 33 anos ainda não marcou gols ou deu assistências em seis jogos pelo Galo, o que aumenta a pressão por resultados. A campanha de marketing que escolheu a camisa 92 para Dudu, em referência à goleada histórica de 1927, não foi suficiente para apagar a frustração com o resultado.

O clima entre os torcedores reflete a preocupação com a temporada. A eliminação na Libertadores e a campanha irregular no Brasileirão amplificam a importância da Copa do Brasil e da Sul-Americana. A torcida, que já apoiou Cuca em momentos de glória, como o título mineiro de 2025, agora questiona sua capacidade de reverter o cenário adverso.

Histórico de Cuca no Atlético-MG

Cuca está em sua quarta passagem pelo Atlético-MG, onde conquistou títulos importantes, como a Copa do Brasil de 2014 e o Brasileirão de 2021. Em 2025, o treinador levou o time ao pentacampeonato mineiro, mas o desempenho recente colocou seu trabalho sob escrutínio. A diretoria, que ainda não se pronunciou oficialmente, avalia o custo-benefício de manter o técnico, considerando o impacto financeiro e esportivo de uma eventual demissão. A rescisão, segundo informações, seria amigável, mas a escolha de um substituto em meio à temporada é um desafio.

  • Títulos com o Galo: Copa do Brasil (2014), Brasileirão (2021), Mineiro (2025).
  • Passagens anteriores: 2004, 2011-2013, 2021, 2024-2025.
  • Desempenho atual: 38,4% de aproveitamento em 13 jogos pós-Mundial.
  • Próximos jogos: Vitória (Brasileirão) e Cruzeiro (jogo de volta).

Jogo de volta e desafios futuros

O Atlético-MG tem até 11 de setembro para se preparar para o jogo de volta contra o Cruzeiro, no Mineirão. O time precisa vencer por pelo menos três gols de diferença para avançar diretamente ou por dois gols para levar a decisão aos pênaltis. A tarefa é desafiadora, já que o Cruzeiro, sob o comando de Leonardo Jardim, vive um momento de ascensão, ocupando a terceira colocação no Brasileirão com 41 pontos. A solidez defensiva da Raposa, liderada por Fabrício Bruno e Cássio, será um obstáculo para o Galo.

Além da Copa do Brasil, o Atlético enfrenta o Vitória pelo Brasileirão no dia 31 de agosto, no Barradão, e o Bolívar pela Sul-Americana. A sequência de jogos será crucial para definir o rumo da temporada e o futuro de Cuca. A diretoria avalia opções para reforçar o elenco, mas a ausência de jogadores como Saravia e Lyanco, lesionados, limita as escolhas táticas.

Rivalidade histórica e peso do clássico

O clássico mineiro é um dos mais intensos do futebol brasileiro, com 37 jogos em mata-matas no século XXI, sendo 13 vitórias do Cruzeiro, 12 do Atlético e 12 empates. Na Copa do Brasil, os rivais se enfrentaram em 2014, com título do Galo, e em 2019, com classificação da Raposa. A derrota de 2025 na Arena MRV marcou a terceira vitória do Cruzeiro no estádio, que já foi palco de provocações mútuas, como a escolha do número 92 para Dudu. O confronto de volta promete emoção, com o Mineirão lotado de cruzeirenses e o Galo buscando uma virada histórica.

  • Histórico em mata-matas: Cruzeiro tem 12 classificações contra 7 do Atlético.
  • Últimos confrontos: Galo venceu três dos últimos cinco clássicos.
  • Arena MRV: Cruzeiro tem três vitórias, um empate e uma derrota no estádio.
  • Jogo de volta: 11 de setembro, às 19h30, no Mineirão.
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