Em uma noite de forte rivalidade mineira, o Cruzeiro venceu o Atlético por 2 a 0 na Arena MRV, em Belo Horizonte, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, 27 de agosto de 2025. Com gols de Fabrício Bruno e Kaio Jorge, ambos convocados para a Seleção Brasileira, a Raposa construiu uma vantagem importante para o jogo de volta, marcado para 11 de setembro, no Mineirão. O resultado coloca o Cruzeiro em posição confortável, podendo perder por até um gol de diferença para avançar às semifinais. Já o Atlético, pressionado, precisa de uma vitória por dois gols para levar a decisão aos pênaltis. O clássico foi marcado por intensidade, lances polêmicos e a vibração da torcida, que lotou a Arena MRV com mais de 44 mil torcedores.
O jogo começou com ritmo acelerado, refletindo a rivalidade histórica entre as equipes. Logo aos cinco minutos, o Atlético pediu um pênalti por possível falta de Lucas Villalba em Tomás Cuello, mas o árbitro Ramon Abatti Abel ignorou o lance. A torcida do Galo, empolgada, exibiu um mosaico no setor leste da Arena MRV aos 13 minutos, com escudos que homenageavam diferentes eras do clube. A partida seguiu equilibrada, com chances para ambos os lados, mas sem gols no primeiro tempo.
Intensidade e equilíbrio no primeiro tempo
O primeiro tempo foi disputado, com as duas equipes criando oportunidades, mas pecando nas finalizações. O Cruzeiro assustou logo cedo, com Kaio Jorge exigindo grande defesa de Everson. O Atlético respondeu com Guilherme Arana, que chutou para defesa de Cássio. Aos 21 minutos, Hulk teve chance clara, mas finalizou para fora. O time celeste, por sua vez, quase marcou com Matheus Pereira, mas a jogada foi interrompida por impedimento. Nos acréscimos, Tomás Cuello finalizou pela esquerda, mas Cássio rebateu, e a zaga afastou o perigo.
- Chances criadas: Ambas as equipes tiveram pelo menos três finalizações perigosas.
- Impedimentos: O Atlético teve dois lances anulados por posição irregular.
- Domínio tático: O Cruzeiro controlou mais a posse de bola, com 52%.
Golaço de Fabrício Bruno abre o placar
A segunda etapa começou com o Cruzeiro mais agressivo. Aos quatro minutos, Fabrício Bruno, zagueiro convocado por Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira, arriscou um chute forte da entrada da área, acertando o ângulo de Everson e marcando um golaço. O gol incendiou o jogo, com o Atlético tentando reagir, mas esbarrando na sólida defesa celeste. O técnico Cuca promoveu mudanças, colocando Biel e Reinier, mas o Galo não conseguiu furar o bloqueio adversário. O momento do gol evidenciou a qualidade técnica de Fabrício Bruno, que se destacou tanto na defesa quanto no ataque.
Kaio Jorge amplia e consolida a vitória
Aos 18 minutos do segundo tempo, o Cruzeiro ampliou o placar em jogada de bola parada. Wanderson cobrou escanteio, Fabrício Bruno ajeitou de cabeça, e Kaio Jorge, outro convocado para a Seleção, completou para as redes. O gol desestabilizou o Atlético, que sentiu o impacto e não conseguiu criar lances de perigo no restante da partida. O Cruzeiro, por sua vez, adotou uma postura defensiva, administrando a vantagem com inteligência.
- Eficiência nas finalizações: O Cruzeiro converteu duas de suas cinco chances claras.
- Bolas paradas: O segundo gol veio de um escanteio bem trabalhado.
- Impacto dos convocados: Fabrício Bruno e Kaio Jorge foram decisivos.
- Cartões amarelos: Três para cada time, refletindo a intensidade do jogo.
Torcida e atmosfera na Arena MRV
A Arena MRV recebeu 44.286 torcedores, gerando uma renda de R$ 4.442.537,90, um dos maiores públicos da temporada. O mosaico da torcida atleticana, com três versões do escudo do clube, foi um dos destaques visuais do jogo. No entanto, o lançamento de aviões de papel feitos com os materiais do mosaico gerou críticas, com alguns torcedores sendo advertidos pela segurança. Apesar do apoio da torcida, o Atlético não conseguiu traduzir a energia das arquibancadas em gols, enquanto o Cruzeiro soube aproveitar as oportunidades.
Desafios do Atlético para o jogo de volta
O resultado coloca o Atlético em situação delicada para o confronto de volta, no Mineirão. Para avançar diretamente, o Galo precisa vencer por três gols de diferença, algo que não conseguiu nas últimas cinco partidas contra o Cruzeiro. Uma vitória por dois gols leva a decisão para os pênaltis, enquanto qualquer outro resultado favorece a Raposa. Cuca terá que ajustar a equipe, especialmente no setor ofensivo, onde Hulk, apesar da qualidade, não conseguiu ser decisivo.
- Pontos a melhorar: Finalizações e organização tática no ataque.
- Substituições: Entradas de Biel e Reinier não surtiram efeito.
- Pressão: O Atlético precisa de um desempenho quase perfeito no Mineirão.
Cruzeiro confiante para o segundo jogo
Com a vitória fora de casa, o Cruzeiro entra em campo no dia 11 de setembro com a vantagem de poder perder por até um gol. A equipe de Leonardo Jardim mostrou disciplina tática, com destaque para a dupla de zaga formada por Fabrício Bruno e Lucas Villalba, além da criatividade de Matheus Pereira no meio-campo. A Raposa agora foca no duelo contra o São Paulo, pelo Brasileirão, antes de voltar suas atenções para o clássico decisivo.
- Vantagem: O Cruzeiro pode jogar por um empate ou derrota mínima.
- Estratégia: Manter a solidez defensiva será crucial no Mineirão.
- Confiança: A vitória reforça o bom momento dos convocados.
Rivalidade histórica em destaque
O clássico mineiro entre Atlético e Cruzeiro é um dos mais tradicionais do futebol brasileiro, com confrontos memoráveis em competições nacionais. Nos últimos cinco jogos, o Atlético venceu dois, houve dois empates, e o Cruzeiro venceu um, o que demonstra o equilíbrio da rivalidade. Na Copa do Brasil, as equipes se enfrentaram em 2014, com o Atlético levando a melhor na final. Agora, a Raposa busca repetir o feito de avançar e manter viva a esperança de conquistar o sétimo título da competição.
Próximos passos na Copa do Brasil
O vencedor do confronto entre Atlético e Cruzeiro enfrentará na semifinal o classificado do duelo entre Athletico-PR e Corinthians, que também teve seu jogo de ida nesta quarta-feira, com vitória do Corinthians por 1 a 0. As semifinais estão marcadas para 5 e 19 de outubro, com as finais previstas para 2 e 9 de novembro. A premiação para quem avançar às semifinais é de R$ 9,9 milhões, um incentivo financeiro significativo para os clubes.
- Outros confrontos: Bahia x Fluminense e Vasco x Botafogo definem os demais semifinalistas.
- Premiação: O campeão da Copa do Brasil pode receber até R$ 77,1 milhões.
- Datas: As semifinais prometem mais emoção em outubro.

