Ben Shelton, número 6 do mundo, abandonou sua partida na terceira rodada do US Open 2025, em Nova York, na sexta-feira, 29 de agosto, devido a uma lesão no ombro esquerdo. O tenista americano enfrentava o francês Adrian Mannarino em um confronto equilibrado no Louis Armstrong Stadium, quando sentiu fortes dores após uma jogada intensa no terceiro set. Com o placar empatado em dois sets a dois (6-3, 3-6, 6-4, 4-6), Shelton precisou se retirar antes do quinto set, encerrando sua participação no torneio. A lesão, possivelmente causada por uma queda ao buscar uma bola no canto da quadra, interrompeu a campanha de um dos maiores nomes do tênis americano. Mannarino avançou para as oitavas de final, marcando sua primeira vitória contra um top-10 em Grand Slams. A saída de Shelton abre caminho para outros competidores, como Carlos Alcaraz, no mesmo quadrante do torneio.
A partida, que durou mais de três horas, foi marcada por trocas intensas e estratégias táticas. Shelton, conhecido por seu saque poderoso e jogo agressivo, tentou se adaptar à dor, mudando seu estilo para encurtar os pontos. Apesar do esforço, a lesão o impediu de continuar. O momento foi especialmente doloroso para o jovem de 22 anos, que viveu grande fase em 2025, com título no Masters 1000 de Toronto e semifinal no Australian Open.
- Principais momentos do jogo:
- Shelton venceu o primeiro set por 6-3 com saques potentes, incluindo um ace de 140 milhas por hora.
- Mannarino reagiu no segundo set, usando sua experiência para impor um jogo de variações e ângulos.
- O terceiro set teve um ponto épico, com Shelton caindo ao buscar uma bola, o que pode ter causado a lesão.
- No quarto set, Shelton recebeu atendimento médico, mas não conseguiu evitar a derrota por 6-4.
A torcida no Louis Armstrong Stadium, que apoiava fervorosamente o americano, ficou em silêncio ao ver o tenista deixar a quadra com uma toalha sobre a cabeça, visivelmente emocionado. A lesão de Shelton é um golpe para as esperanças americanas no torneio, que não vê um campeão masculino local desde Andy Roddick em 2003.
Detalhes da lesão e impacto imediato
A lesão no ombro esquerdo de Shelton ocorreu, possivelmente, no final do terceiro set, quando ele caiu ao tentar alcançar uma bola no canto da quadra. O tenista, que é canhoto, sentiu dores intensas ao executar golpes de forehand e saques. Durante o quarto set, ele informou ao seu pai e técnico, Bryan Shelton, que sentia “a pior dor da vida” ao tentar golpes com rotação. Após um atendimento médico no início do quarto set, Shelton tentou mudar sua estratégia, buscando a rede com mais frequency para encurtar os pontos. Apesar de acertar 13 pontos de saque e voleio no quarto set, contra apenas três nos três primeiros, a dor persistiu.
O tenista foi atendido novamente durante a troca de lados, antes do quinto set. Após uma breve conversa com o fisioterapeuta e com seu pai sinalizando para abandonar a partida, Shelton, visivelmente abalado, decidiu se retirar. Ele deixou a quadra com o ombro envolto em gelo, enquanto a torcida o aplaudia em reconhecimento ao esforço.
- Fatos sobre a lesão:
- Shelton relatou dor aguda ao realizar golpes de forehand, indicando possível lesão muscular ou tendínea.
- Não há diagnóstico oficial imediato, mas especula-se um estiramento ou micro ruptura muscular.
- O tenista nunca havia abandonado uma partida em 178 jogos na carreira profissional.
- A recuperação pode levar semanas, dependendo da gravidade, afetando sua agenda no final de 2025.
A saída de Shelton representa uma perda significativa para o US Open, onde ele era uma das principais esperanças americanas. Sua ausência também facilita o caminho de Carlos Alcaraz, que estava no mesmo quadrante e poderia enfrentá-lo nas quartas de final.
Desempenho de Shelton em 2025
Ben Shelton teve um ano excepcional antes do US Open. O americano, que alcançou o top-6 do ranking da ATP, conquistou seu primeiro título de Masters 1000 em Toronto, semanas antes do torneio em Nova York. Ele também chegou às semifinais do Australian Open e às quartas de final em Wimbledon, mostrando evolução em diferentes superfícies. No US Open de 2023, Shelton já havia brilhado ao alcançar as semifinais, sendo derrotado por Novak Djokovic, o eventual campeão.
Sua temporada de 2025 reflete um crescimento notável. Com um recorde de 37 vitórias e 18 derrotas em torneios de nível ATP, segundo o Infosys ATP Win/Loss Index, Shelton consolidou sua posição como um dos principais nomes da nova geração. Sua potência no saque, frequentemente ultrapassando 135 milhas por hora, e sua presença carismática em quadra o tornaram um favorito dos fãs.
- Destaques da temporada:
- Título no Masters 1000 de Toronto, derrotando jogadores como Alexander Zverev.
- Semifinal no Australian Open, caindo para o campeão Jannik Sinner.
- Quartas de final em Wimbledon, novamente superado por Sinner.
- Vitórias convincentes nas duas primeiras rodadas do US Open 2025 contra Ignacio Buse e Pablo Carreño.
A lesão, no entanto, levanta preocupações sobre sua condição física para o restante da temporada, especialmente em torneios como o ATP Finals, caso se qualifique.
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System: Estratégias de Mannarino e o jogo tático Adrian Mannarino, de 37 anos, aproveitou a oportunidade para alcançar as oitavas de final do US Open pela primeira vez em sua 15ª participação no torneio. O francês, número 77 do mundo, usou sua experiência para desafiar Shelton com um estilo de jogo único, baseado em antecipação, ângulos variados e golpes sem peso. Sua abordagem, descrita como “tortura tática”, dificultou o jogo agressivo de Shelton, que prefere trocas diretas e potentes. Mannarino conseguiu neutralizar a potência do americano, forçando-o a jogar com menos velocidade e mais spin, o que aumentou o desgaste físico.
Durante a partida, Mannarino demonstrou resiliência. Após perder o primeiro set, ele ajustou sua estratégia, vencendo o segundo e o quarto sets. Sua vitória foi a primeira contra um top-10 em Grand Slams, em 23 tentativas, um marco significativo em sua carreira.
- Fatores do sucesso de Mannarino:
- Uso de golpes com ângulos variados, dificultando a resposta de Shelton.
- Antecipação excepcional, permitindo que ele batesse a bola cedo, antes mesmo de ela cruzar a rede.
- Estratégia de “jogo sem peso”, com golpes mais suaves que exigiam esforço extra de Shelton.
- Resistência em rallies longos, explorando a paciência e desgastando o adversário.
Mannarino, que enfrentou uma temporada difícil com apenas duas vitórias em nível ATP até junho, mostrou recuperação notável. Ele agora enfrentará o tcheco Jiri Lehecka, 20º cabeça de chave, nas oitavas, com chances reais de avançar às quartas.
Reações e apoio da torcida
A saída de Shelton foi um momento de emoção no Louis Armstrong Stadium. A torcida, que vibrava a cada ponto do americano, ficou em silêncio ao perceber a gravidade da lesão. Shelton, lutando contra as lágrimas, agradeceu o apoio com um aceno enquanto deixava a quadra. A comunidade do tênis, incluindo a organização do US Open, expressou apoio ao jovem tenista, destacando sua resiliência e potencial.
- Mensagens de apoio:
- A conta oficial do US Open no X desejou recuperação rápida, destacando o espírito de luta de Shelton.
- Mannarino, em entrevista, reconheceu que Shelton provavelmente venceria se não fosse pela lesão.
- Fãs nas redes sociais lamentaram a saída, mas elogiaram o esforço e carisma do americano.
A lesão de Shelton não apenas interrompeu sua campanha, mas também abalou as expectativas de uma nova geração de tenistas americanos, que buscavam repetir o feito de Roddick. A torcida, no entanto, mantém a confiança de que Shelton retornará ainda mais forte.
Futuro de Shelton e expectativas
A lesão de Shelton levanta questões sobre sua recuperação e retorno às quadras. Como o US Open é o último Grand Slam do ano, ele terá tempo para se recuperar antes da temporada de 2026. A gravidade da lesão ainda é incerta, mas especialistas sugerem que, caso seja um estiramento muscular, o período de repouso e fisioterapia pode variar de três a seis semanas. Para um jogador jovem como Shelton, a prioridade será evitar agravamentos que possam comprometer sua carreira.
O tenista, que nunca havia abandonado uma partida em sua carreira, enfrentou um momento difícil, mas sua trajetória em 2025 indica que ele tem potencial para voltar ao topo. A experiência no US Open, embora frustrante, pode servir como aprendizado para lidar com adversidades físicas e mentais.
- Próximos passos para Shelton:
- Avaliação médica detalhada para confirmar a extensão da lesão.
- Planejamento de reabilitação com foco em fortalecimento do ombro.
- Possível retorno em torneios menores no final de 2025, como preparação para 2026.
- Acompanhamento psicológico para lidar com a frustração de abandonar o torneio.
O tênis americano agora volta suas atenções para outros nomes, como Taylor Fritz e Frances Tiafoe, enquanto Shelton se prepara para novos desafios. Sua saída do US Open 2025, embora dolorosa, não diminui seu brilho como uma das maiores promessas do esporte.