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Colton Herta deixa IndyCar e mira F1 com temporada na Fórmula 2 em 2026

Colton Herta
Colton Herta - Foto: Grindstone Media Group / Shutterstock.com Colton Herta - Foto: Grindstone Media Group / Shutterstock.com

Colton Herta, piloto norte-americano de 25 anos, surpreendeu o mundo do automobilismo ao anunciar sua saída da IndyCar para competir na Fórmula 2 em 2026, visando conquistar os pontos necessários para a superlicença e realizar o sonho de correr na Fórmula 1. A decisão, confirmada por Dan Towriss, CEO da TWG Motorsports, foi revelada no podcast Off Track with Hinch and Rossi, apresentado por ex-pilotos da IndyCar e F1, James Hinchcliffe e Alexander Rossi. Herta, que também será piloto de testes e desenvolvimento da Cadillac F1, equipe que estreia no grid em 2026, deixa a Andretti Global após sete temporadas de sucesso. A mudança representa um passo estratégico para se adaptar aos circuitos europeus e aos pneus Pirelli, elementos cruciais para a transição à F1. O movimento reforça a aposta da Cadillac em desenvolver um talento americano para o futuro da categoria máxima do automobilismo.

A transição de Herta para a Fórmula 2 marca um momento raro no automobilismo, com um piloto estabelecido na IndyCar optando por uma categoria de base para alcançar a F1. Ele acumula 35 pontos para a superlicença, cinco a menos dos 40 exigidos pela FIA, e a temporada na F2 será crucial para atingir esse objetivo. A Cadillac, que terá Sergio Pérez e Valtteri Bottas como titulares em sua estreia, vê em Herta uma promessa para 2027.

Trajetória de Herta na IndyCar

Colton Herta deixa a IndyCar com um currículo impressionante. Filho do ex-piloto Bryan Herta, ele conquistou nove vitórias e 16 poles em 116 corridas, sendo o mais jovem vencedor da categoria, feito alcançado em 2019 no Circuito das Américas, aos 18 anos. Sua habilidade em circuitos mistos e de rua, onde obteve todas as suas vitórias, o destaca como um piloto versátil.

  • Nove vitórias: Incluem Circuit of the Americas (2019), Laguna Seca (2019 e 2021), Mid-Ohio (2020), São Petersburgo (2021) e Long Beach (2022).
  • 16 pole positions: Recordes em circuitos como Road America e São Petersburgo.
  • Vice-campeão em 2024: Terminou a temporada atrás apenas de Álex Palou.
  • Endurance: Venceu as 24 Horas de Daytona (2019 e 2022) e as 12 Horas de Sebring (2024).

Herta também liderou mais de 1.000 voltas na IndyCar, demonstrando consistência e velocidade. Sua saída abre espaço para Will Power, que assumirá o carro #26 da Andretti em 2026, conforme anunciado pela equipe.

Experiência prévia na Europa

Antes de brilhar na IndyCar, Herta competiu na Europa entre 2015 e 2016, adquirindo experiência valiosa. Ele disputou a Euroformula Open, conquistando quatro vitórias, seis pódios e cinco poles. Na Fórmula 3 Britânica, obteve três pódios, incluindo uma vitória em Brands Hatch. Essas passagens o familiarizaram com circuitos como Spa-Francorchamps e Silverstone, que também fazem parte do calendário da F2.

O piloto enfrentou nomes como Lando Norris na MSA Formula Championship, mostrando competitividade contra futuros talentos da F1. Essa experiência prévia será um trunfo na adaptação à Fórmula 2, onde ele precisará dominar traçados desafiadores e se acostumar aos pneus Pirelli, bem diferentes dos Firestone usados na IndyCar.

Estratégia da Cadillac para 2026

A Cadillac, nova equipe da Fórmula 1 apoiada pela General Motors e pela TWG Motorsports, entra no grid em 2026 com uma abordagem ambiciosa. Escolher Herta como piloto de testes e colocá-lo na F2 reflete o compromisso em desenvolver um talento americano para representar a equipe no futuro. Dan Towriss destacou a coragem de Herta ao deixar a IndyCar, onde era uma estrela consolidada, para enfrentar o desafio da F2.

  • Pilotos titulares: Sergio Pérez e Valtteri Bottas, com contratos de dois anos, liderarão a equipe em 2026.
  • Papel de Herta: Como piloto de testes, ele participará de pelo menos cinco sessões de treinos livres, focando no desenvolvimento do carro, especialmente em aerodinâmica e pneus.
  • Objetivo na F2: Acumular os cinco pontos necessários para a superlicença e se preparar para um possível assento em 2027.

Graeme Lowdon, chefe da equipe, elogiou a velocidade e a maturidade de Herta, destacando que sua experiência na IndyCar trará uma perspectiva única ao projeto. A Cadillac também busca integrar elementos do automobilismo americano, como estratégias de corridas em circuitos mistos, ao cenário da F1.

Testes anteriores e interesse da F1

Herta já esteve perto da Fórmula 1 em ocasiões anteriores, demonstrando potencial em testes. Em 2021, durante negociações para a Andretti adquirir a Sauber, ele impressionou no simulador, superando os tempos de Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi em menos de uma hora. Em 2022, testou o MCL35M da McLaren em Portimão, completando 466 voltas, o que chamou a atenção de Zak Brown, CEO da McLaren, que o considerou capaz de vencer GPs.

A Red Bull também mostrou interesse em Herta para a AlphaTauri (atual Racing Bulls) em 2023, mas a falta de pontos para a superlicença impediu a contratação. A FIA rejeitou um pedido de exceção, frustrando a tentativa. Esses episódios reforçam a confiança da Cadillac em seu potencial para a F1.

Desafios na Fórmula 2

Competir na Fórmula 2 será um desafio significativo para Herta. A categoria é conhecida por sua competitividade, com grids repletos de jovens talentos como Charles Leclerc e George Russell, que usaram a F2 como trampolim para a F1. Herta precisará se adaptar rapidamente a circuitos como Mônaco e Baku, além de dominar o comportamento dos pneus Pirelli, que exigem uma abordagem diferente em relação aos Firestone da IndyCar.

  • Circuitos desafiadores: Mônaco, Spa-Francorchamps e Baku exigem precisão e adaptação.
  • Pneus Pirelli: Diferem dos Firestone em durabilidade e aderência, exigindo ajustes no estilo de pilotagem.
  • Competição acirrada: Herta enfrentará pilotos jovens e experientes, muitos com anos de experiência em categorias de base europeias.
  • Acumulação de pontos: Um bom desempenho na F2 pode garantir os cinco pontos necessários para a superlicença.

Apesar dos desafios, a experiência de Herta em corridas de alta pressão e sua capacidade de adaptação rápida são pontos a seu favor. Ele também contará com o suporte da Cadillac e da TWG Motorsports, que investem em sua preparação.

Impacto no automobilismo americano

A decisão de Herta reflete uma tendência crescente de pilotos americanos buscando a Fórmula 1, algo raro desde Alexander Rossi, o último americano a competir na categoria, em 2015. A Cadillac, com apoio da General Motors e da Andretti, reforça sua identidade americana ao investir em Herta, que carrega o potencial de se tornar o próximo grande nome do país na F1.

Mario Andretti, ícone da Fórmula 1 e membro do conselho da Cadillac, elogiou o jovem piloto, destacando sua velocidade e potencial para 2027. A presença de Herta na F2 também deve atrair a atenção de fãs americanos, que aguardam um representante na F1 há uma década. Sua trajetória será acompanhada de perto, especialmente por aqueles que veem na Cadillac uma oportunidade de fortalecer o automobilismo dos EUA no cenário global.

Futuro na Fórmula 1

Embora Herta não tenha um assento garantido na Cadillac para 2027, sua participação na F2 e o papel de piloto de testes o posicionam como um forte candidato. Towriss enfatizou que Herta precisa provar seu valor, mas a confiança da equipe em seu talento é evidente. Um desempenho sólido na F2 pode não apenas garantir a superlicença, mas também atrair o interesse de outras equipes da F1, caso a Cadillac opte por manter Pérez e Bottas.

Herta encara a mudança como um passo crucial para realizar seu sonho de infância. Ele reconheceu o risco de deixar a IndyCar, onde tinha uma carreira consolidada, mas destacou sua determinação em enfrentar o desafio. “Fazer parte da estreia da Cadillac na F1 é uma oportunidade que não poderia recusar. Meu foco é ajudar a construir uma equipe competitiva e me preparar para o futuro”, declarou.

Legado na Andretti e substituição por Will Power

A saída de Herta da Andretti Global encerra um capítulo de sucesso na IndyCar. Ele contribuiu para pódios e vice-campeonatos, deixando um legado de vitórias em circuitos icônicos. Will Power, que assume o carro #26 em 2026, elogiou Herta, destacando sua habilidade natural e desejando sucesso na Europa. Power, com sua experiência, é visto como um substituto à altura, garantindo competitividade à Andretti.

  • Contribuições de Herta: Vice-campeonato em 2024 e vitórias em pistas como Laguna Seca.
  • Will Power: Veterano da IndyCar, com duas vitórias em 2025, assume o carro #26.
  • Transição suave: A Andretti mantém sua força com Power, enquanto Herta busca novos horizontes.

A decisão de Herta de deixar a IndyCar para perseguir a F1 demonstra coragem e ambição, qualidades que podem defini-lo como um dos grandes nomes do automobilismo americano no futuro.

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