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Guarani e Ponte Preta abrem quadrangular da Série C com dérbi histórico no Brinco de Ouro

Guarani FC
Guarani - Foto: raphaelsilvestre27/GuaraniFC Guarani - Foto: raphaelsilvestre27/GuaraniFC

O dérbi campineiro, maior rivalidade do interior brasileiro, ganha um novo capítulo neste sábado, 6 de setembro de 2025, às 17h, no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas. Guarani e Ponte Preta se enfrentam na abertura do quadrangular final da Série C, em um confronto que pode definir o rumo de ambos na busca pelo acesso à Série B de 2026. O clássico, conhecido por sua intensidade e equilíbrio histórico, carrega o peso de uma invencibilidade bugrina de oito jogos como mandante e a pressão de um momento decisivo para as duas equipes. Com ingressos promocionais esgotando rapidamente, a torcida promete lotar o estádio, enquanto os técnicos Matheus Costa e Marcelo Fernandes ajustam suas estratégias para um jogo que vai além dos três pontos.

O confronto marca o início de uma fase crucial, com seis rodadas que determinarão quais dois times do Grupo C — formado por Guarani, Ponte Preta, Brusque e Náutico — conquistarão o acesso. O dérbi 211, como é chamado, é o primeiro de dois clássicos previstos na fase, com o segundo duelo marcado para 11 de outubro, no Estádio Moisés Lucarelli.

A rivalidade, que completa 113 anos em 2025, nunca foi disputada na Série C até este ano, o que adiciona um peso histórico ao embate. Enquanto o Guarani busca manter sua hegemonia em casa, a Ponte Preta tenta quebrar um jejum de vitórias como visitante no Brinco desde 2018.

  • Histórico do confronto: Guarani lidera com 71 vitórias contra 68 da Ponte, além de 70 empates.
  • Estádio Brinco de Ouro: Desde 1953, foram 71 dérbis, com 21 vitórias bugrinas, 17 alvinegras e 33 empates.
  • Aposta no acesso: Os dois melhores times do grupo garantem vaga na Série B de 2026.

Rivalidade centenária em novo cenário

A história do dérbi campineiro é marcada por equilíbrio e momentos memoráveis. Desde o primeiro confronto, em 24 de março de 1912, com resultado desconhecido, até o empate por 1 a 1 no último clássico, em 2 de agosto de 2025, no Moisés Lucarelli, a rivalidade se consolidou como a mais antiga de São Paulo. Este ano, however, o contexto é inédito: pela primeira vez, Guarani e Ponte Preta se enfrentam na terceira divisão nacional, após rebaixamentos na Série B de 2024.

O Estádio Brinco de Ouro, palco do dérbi 211, é um símbolo para os bugrinos. Desde 1953, quando o estádio foi inaugurado, o Guarani venceu 21 dos 71 clássicos disputados ali, contra 17 da Ponte Preta. A invencibilidade de oito jogos como mandante dá confiança ao time de Matheus Costa, que assumiu o comando em julho e transformou o desempenho do Bugre, com três vitórias e dois empates nas últimas cinco rodadas.

A Ponte Preta, por sua vez, vive um momento de reconstrução sob o comando de Marcelo Fernandes, que mantém 100% de aproveitamento em três jogos. O técnico, que já treinou o Guarani, conhece bem o rival e aposta na volta de jogadores como Artur, Léo Oliveira e Saimon para reforçar o elenco.

Estratégias e reforços para o clássico

O Guarani chega ao dérbi com novidades no elenco. A diretoria anunciou a contratação de três reforços para o quadrangular: o zagueiro David Braz, o meia Jhemerson e o atacante Júnior Brandão. Além disso, o técnico Matheus Costa contará com os retornos do lateral-direito Cicinho e do meia Isaque, que cumpriram suspensão na última rodada.

  • David Braz: Zagueiro experiente, ex-Santos e Flamengo, reforça a defesa bugrina.
  • Cicinho e Isaque: Retornam após suspensão e devem ser titulares no clássico.
  • Júnior Brandão: Atacante chega para aumentar o poder ofensivo do Guarani.
  • Matheus Costa: Técnico invicto, com cinco jogos sem derrota na Série C.

A Ponte Preta também tem suas armas. Apesar das lesões de Sérgio Raphael, Rodrigo Souza e Lucas Cândido, o técnico Marcelo Fernandes confia no meia Elvis, autor do gol no último dérbi, e no atacante Jeh, destaque na temporada. A volta de Artur na lateral esquerda e de Saimon na zaga deve fortalecer o sistema defensivo alvinegro.

Expectativa da torcida e impacto na cidade

O dérbi campineiro mobiliza Campinas como poucos eventos. O Guarani anunciou a venda de seis mil ingressos em apenas seis horas, com promoções que incluem entradas gratuitas para a Cabeceira Norte e descontos para torcedores com a camisa do clube. A expectativa é de casa cheia no Brinco de Ouro, com capacidade para cerca de 29 mil pessoas.

  • Promoções do Guarani: Cabeceira Norte gratuita e meia-entrada em todos os setores com a camisa do Bugre.
  • Público esperado: Cerca de 20 mil torcedores, com possibilidade de recorde na temporada.
  • Torcida única: Regra mantida desde 2018 garante apenas torcedores bugrinos no estádio.
  • Impacto local: Bares, comércio e transporte se preparam para o movimento intenso.

A rivalidade transcende o campo e reflete a paixão de uma cidade dividida entre bugrinos e pontepretanos. Eventos como o dérbi geram impacto econômico, com aumento no movimento de bares, restaurantes e serviços de transporte. A segurança também será reforçada, com a Polícia Militar planejando um esquema especial para evitar conflitos.

Caminho no quadrangular: o que está em jogo

O dérbi 211 é apenas o primeiro passo na caminhada rumo à Série B. O Grupo C, com Guarani, Ponte Preta, Brusque e Náutico, terá seis rodadas, com jogos de ida e volta. O líder do grupo ainda disputará a final da Série C contra o vencedor do Grupo B, que inclui Caxias, Londrina, São Bernardo e Floresta.

O Guarani, sétimo colocado na primeira fase com 26 pontos, teve um desempenho irregular contra os rivais do grupo, somando apenas um ponto: o empate no dérbi contra a Ponte. Já a Macaca, vice-líder com 33 pontos, conquistou quatro pontos contra os adversários do quadrangular, incluindo uma vitória sobre o Náutico.

  • Calendário do Grupo C:
    • 13/9: Náutico x Guarani; Ponte Preta x Brusque.
    • 20/9: Náutico x Ponte Preta; Guarani x Brusque.
    • 27/9: Ponte Preta x Náutico; Brusque x Guarani.
    • 4/10: Guarani x Náutico; Brusque x Ponte Preta.
    • 11/10: Ponte Preta x Guarani.
  • Meta de pontos: Historicamente, 10 pontos em seis rodadas garantem o acesso.
  • Final da Série C: Jogos de ida e volta em 19 e 26 de outubro.

Histórico recente e peso emocional

O dérbi campineiro é conhecido por sua imprevisibilidade. Em 2025, os times já se enfrentaram duas vezes, ambas no Moisés Lucarelli: uma vitória da Ponte por 2 a 0 no Paulistão e um empate por 1 a 1 na Série C, com gols de Elvis e Mirandinha. A última vitória da Ponte no Brinco de Ouro foi em 2018, por 3 a 2, em um jogo marcado por polêmicas e expulsões.

Para os torcedores, o dérbi é mais do que um jogo. É uma questão de honra, como destacou o ex-técnico Vadão: “Dérbi não se joga, se ganha.” A frase ecoa nas arquibancadas e vestiários, especialmente em um momento em que ambos os clubes buscam recuperação após anos difíceis.

O Guarani, campeão brasileiro de 1978, e a Ponte Preta, finalista do Paulistão em 1977, 1979 e 1981, vivem um processo de reconstrução. O rebaixamento de ambos para a Série C em 2024 foi um golpe para a cidade de Campinas, conhecida nos anos 1970 como a “capital do futebol”. O dérbi 211, portanto, é também uma oportunidade de reacender a chama da rivalidade e da esperança por dias melhores.

Preparação tática e desafios

Na reta final da preparação, o Guarani treinou em Sorocaba, a 80 km de Campinas, para manter o foco e evitar a pressão do clima pré-dérbi. Matheus Costa, conhecido por sua abordagem tática disciplinada, deve apostar em um meio-campo sólido, com Isaque e Jhemerson, e na velocidade de Júnior Brandão no ataque.

A Ponte Preta, por outro lado, enfrenta desafios com lesões. Sérgio Raphael e Lucas Cândido são dúvidas, enquanto Danilo Barcelos e Éverton Brito estão fora da temporada. Marcelo Fernandes, que assumiu o comando há menos de um mês, aposta na experiência de Elvis e na consistência do goleiro Diogo Silva, que salvou um pênalti no último jogo contra o Londrina.

  • Desfalques da Ponte: Danilo Barcelos (joelho) e Éverton Brito (menisco) estão fora.
  • Dúvidas: Sérgio Raphael (muscular) e Lucas Cândido (pé) serão avaliados.
  • Destaques: Elvis, com gols decisivos, e Jeh, artilheiro da Macaca na Série C.
  • Tática de Marcelo Fernandes: Formação ofensiva com três atacantes pode ser usada.

Mobilização e clima pré-jogo

A cidade de Campinas vive uma semana de expectativa intensa. Nas redes sociais, torcedores de ambos os lados trocam provocações, enquanto jogadores como o meia Elvis, da Ponte, responderam a declarações do bugrino Diego Torres, que afirmou querer enfrentar o rival no quadrangular. “Vamos ver quem é quem”, disse Elvis, acirrando o clima.

A torcida do Guarani, animada com a invencibilidade de Matheus Costa, esgotou setores do Brinco de Ouro em tempo recorde. A promoção de ingressos, com preços a partir de R$ 5 para a Cabeceira Sul, atraiu até torcedores casuais, que veem no dérbi uma chance de apoiar o Bugre em um momento decisivo.

A Ponte Preta, apesar de jogar fora de casa, conta com o apoio de sua torcida nas redes e nas ruas, com faixas e bandeiras alvinegras espalhadas pela cidade. O clube também recebeu uma liberação de R$ 790 mil bloqueados pela justiça, o que pode aliviar questões financeiras e motivar o elenco.

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