Raphinha assume camisa 10 e João Pedro lidera ataque contra o Chile

Raphinha

Raphinha - Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A seleção brasileira entra em campo nesta quinta-feira, 4 de setembro de 2025, às 21h30, no Maracanã, para enfrentar o Chile pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, com uma formação que mistura experiência e juventude. Sob o comando de Carlo Ancelotti, o técnico italiano, o time já está definido com novidades que chamam a atenção: Raphinha, do Real Madrid, herda a emblemática camisa 10, enquanto João Pedro, do Chelsea, assume o papel de centroavante com a camisa 9. A escalação foi confirmada após intensos treinos ao longo da semana, com o Brasil já classificado para a próxima edição do Mundial, mas buscando consolidar sua identidade tática. O jogo, que acontece no icônico estádio carioca, promete ser um teste importante para os planos de Ancelotti, que prioriza intensidade e equilíbrio tático. A ausência de nomes como Neymar e Rodrygo abre espaço para novos protagonistas, enquanto o Chile, lanterna das Eliminatórias, busca surpreender.

O confronto carrega expectativas altas, especialmente pelo momento dos jogadores escolhidos. Raphinha, em grande fase na Europa, será o articulador no meio-campo, enquanto João Pedro, destaque do Chelsea, assume a responsabilidade de liderar o ataque. A escalação reflete a filosofia de Ancelotti de mesclar talentos consolidados com jovens promissores, como Estêvão, do Chelsea, que também ganha espaço.

  • Principais nomes da escalação: Alisson, Marquinhos, Casemiro, Raphinha, João Pedro e Estêvão.
  • Novidades na numeração: Raphinha com a 10 e João Pedro com a 9.
  • Local e horário: Maracanã, 21h30, com transmissão ao vivo.
  • Contexto do jogo: Brasil já classificado, Chile na lanterna das Eliminatórias.

Raphinha como maestro do meio-campo

Raphinha, que já havia vestido a camisa 10 na ausência de Neymar e Rodrygo em convocações anteriores, agora tem a chance de consolidar seu papel como referência criativa da seleção. O jogador do Real Madrid, que acumula 13 gols e 10 assistências na atual temporada do Campeonato Espanhol, é peça central no esquema de Ancelotti. Sua versatilidade permite atuar tanto como ponta quanto como articulador central, posição que ele ocupará contra o Chile. A escolha reflete a confiança do treinador em sua capacidade de ditar o ritmo do jogo.

O jogador, nascido em Porto Alegre, vive um momento de afirmação. Após superar críticas na temporada passada, ele se tornou um dos principais nomes do Real Madrid, com atuações decisivas na Liga dos Campeões. Na seleção, sua missão será conectar o meio-campo com o ataque, aproveitando a velocidade de Gabriel Martinelli e Estêvão nas pontas. A responsabilidade é grande, mas Raphinha parece pronto para o desafio, especialmente no Maracanã, onde a torcida espera um futebol ofensivo e vibrante.

  • Destaques de Raphinha na temporada: 13 gols e 10 assistências no Espanhol.
  • Papel tático: articulador central, com liberdade para criar.
  • Experiência prévia: já usou a camisa 10 em convocações passadas.
  • Expectativa: liderar a criação de jogadas no Maracanã.

João Pedro no comando do ataque

João Pedro, de 23 anos, é a grande novidade no ataque brasileiro. O jogador do Chelsea, eleito o melhor do mês de agosto pelos torcedores do clube inglês, assume a camisa 9 em um momento de ascensão. Sua atuação na conquista do Mundial de Clubes pelo Chelsea, com gols e assistências decisivas, o credenciou para ser titular contra o Chile. Ancelotti destacou a versatilidade do atacante, que pode atuar como centroavante ou como um “falso 9”, recuando para participar da construção das jogadas.

Nascido em Ribeirão Preto, João Pedro tem se destacado na Premier League pela capacidade de finalização e pela inteligência tática. No Brasil, ele terá ao seu lado Martinelli e Estêvão, dois companheiros de liga inglesa, o que pode facilitar a sintonia em campo. A escolha por João Pedro também sinaliza a preferência de Ancelotti por jogadores em alta, deixando de lado nomes como Neymar, que não foi convocado por questões técnicas e físicas.

João Pedro seleção – Foto: Instagram

O confronto contra o Chile será um teste para João Pedro mostrar que pode ser uma solução a longo prazo para o ataque brasileiro. Com a Copa do Mundo se aproximando, o jogador sabe que cada partida é uma oportunidade de conquistar a confiança do treinador e da torcida.

Ancelotti e a nova cara da seleção

Carlo Ancelotti, em sua primeira passagem pelo Maracanã como técnico da seleção, aposta em uma formação que equilibra solidez defensiva e criatividade ofensiva. A dupla de volantes formada por Casemiro e Bruno Guimarães, ambos com experiência em grandes clubes europeus, garante proteção à defesa, liderada por Marquinhos e Gabriel Magalhães. Na lateral, Wesley, da Roma, ganhou a disputa com Vanderson, enquanto Douglas Santos, do Zenit, completa o setor defensivo.

O treinador italiano, conhecido por sua capacidade de adaptar esquemas táticos, optou por um 4-2-3-1 que dá liberdade aos jogadores de frente. Durante os treinos, Ancelotti enfatizou a importância de intensidade e transições rápidas, características que marcaram suas equipes em clubes como Real Madrid e Milan. A ausência de Neymar, uma decisão que gerou debates, reflete a intenção de construir um time menos dependente de individualidades e mais focado no coletivo.

  • Formação tática: 4-2-3-1, com ênfase em transições rápidas.
  • Filosofia de Ancelotti: intensidade e equilíbrio entre defesa e ataque.
  • Ausências notáveis: Neymar e Rodrygo, por questões técnicas e físicas.
  • Destaque defensivo: dupla Marquinhos e Gabriel Magalhães.

Expectativas no Maracanã

O Maracanã, palco histórico do futebol mundial, será o cenário perfeito para o Brasil testar sua nova formação. Com mais de 60 mil ingressos vendidos, a torcida promete transformar o estádio em um caldeirão. O jogo contra o Chile, embora não tenha impacto direto na classificação brasileira, é visto como uma oportunidade de consolidar a identidade da equipe sob o comando de Ancelotti.

A torcida brasileira, conhecida por sua paixão, espera um desempenho convincente, especialmente após empates recentes contra Venezuela e Uruguai nas Eliminatórias. A pressão por um futebol vistoso é alta, e jogadores como Raphinha e João Pedro sabem que precisam entregar resultados. O Chile, apesar da posição incômoda na tabela, tem tradição em confrontos contra o Brasil e pode oferecer resistência, especialmente com jogadores experientes como Alexis Sánchez.

  • Público esperado: mais de 60 mil torcedores no Maracanã.
  • Histórico recente: empates contra Venezuela e Uruguai.
  • Adversário: Chile, lanterna, mas com jogadores como Alexis Sánchez.
  • Objetivo: consolidar identidade tática e agradar a torcida.

Preparação e ambiente da seleção

A preparação para o jogo foi marcada por um ambiente positivo no centro de treinamento da CBF. Ancelotti destacou a união do grupo, facilitada pela proximidade cultural e linguística dos jogadores. O treinador, que faz sua estreia no Maracanã, elogiou a estrutura do CT e a dedicação dos atletas, que aproveitaram os dias de treino para aprimorar a parte tática.

A escolha por manter a escalação treinada ao longo da semana mostra a confiança de Ancelotti no planejamento. Além disso, a ausência de polêmicas na convocação, como a não inclusão de Neymar, foi bem recebida pelos jogadores, que veem na decisão uma oportunidade para novos nomes brilharem. A expectativa é que o Brasil apresente um futebol mais dinâmico, com transições rápidas e maior participação dos jogadores de meio-campo.

  • Ambiente no CT: positivo, com união entre os jogadores.
  • Treinos: foco em transições rápidas e intensidade.
  • Declaração de Ancelotti: Maracanã é o “templo do futebol mundial”.
  • Ausência de polêmicas: decisão por não convocar Neymar bem aceita.

Histórico contra o Chile

O confronto entre Brasil e Chile tem um histórico rico, com duelos marcantes em Copas do Mundo e Eliminatórias. Nos últimos cinco encontros, o Brasil venceu quatro, com uma derrota em 2015, em Santiago. No Maracanã, a seleção brasileira tem um retrospecto favorável, com vitórias expressivas em jogos anteriores.

Para o jogo desta quinta-feira, a expectativa é que o Brasil explore a fragilidade defensiva do Chile, que sofreu gols em todas as partidas das Eliminatórias até agora. Ancelotti, no entanto, alertou para a importância de manter a concentração, especialmente contra um adversário que, mesmo em má fase, pode surpreender.

  • Retrospecto recente: 4 vitórias brasileiras nos últimos 5 jogos.
  • Última derrota: 2015, por 2 a 0, em Santiago.
  • Ponto fraco do Chile: defesa vulnerável nas Eliminatórias.
  • Alerta de Ancelotti: concentração para evitar surpresas.
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