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Carros elétricos: BYD mantém liderança, enquanto GAC e Geely ganham espaço

Concessionária BYD
Concessionária BYD - Foto: winhorse/ Istockphoto.com Concessionária BYD - Foto: winhorse/ Istockphoto.com

Mercado de carros elétricos no Brasil em agosto de 2025 registra crescimento e diversificação, com a BYD mantendo liderança absoluta ao emplacar 5.649 unidades, equivalente a 74,4% do segmento, segundo a Fenabrave. Marcas como Volvo, GWM, Chevrolet e estreantes como GAC, Geely, Zeekr e Omoda Jaecoo ganham espaço, apesar de redes menores de concessionárias. O mês totalizou 7.603 veículos 100% elétricos vendidos, representando 4,4% do mercado automotivo nacional. A ascensão de novas marcas reflete a competitividade crescente e a busca por inovação no setor, impulsionada por preços mais acessíveis e ampliação de portfólios. O movimento ocorre em um cenário de expansão da infraestrutura de recarga e incentivos fiscais, que estimulam a adoção de elétricos no país.

A força da BYD no mercado brasileiro de veículos elétricos é inquestionável. A montadora chinesa, presente em mais de 190 concessionárias no país, consolidou sua posição com modelos como o Dolphin Mini, que sozinho emplacou 3.300 unidades em agosto. A combinação de preços competitivos, tecnologia avançada e uma rede de distribuição robusta mantém a marca à frente de concorrentes. O crescimento do segmento, que atingiu 44.887 unidades no acumulado de 2025, reforça a relevância dos elétricos no Brasil.

Por outro lado, a chegada de novas marcas está transformando o cenário. Fabricantes como GAC, Geely e Omoda Jaecoo, apesar de redes menores, começam a conquistar consumidores com modelos que oferecem bom custo-benefício e pacotes tecnológicos completos. A diversificação do mercado indica uma mudança de comportamento do consumidor brasileiro, que busca opções mais sustentáveis e acessíveis.

  • Principais destaques do mercado em agosto
    • BYD liderou com 5.649 unidades, sendo o Dolphin Mini o mais vendido.
    • Volvo emplacou 375 unidades, com destaque para o EX30.
    • GWM registrou 320 unidades do Ora 03, consolidando sua presença.
    • Chevrolet surpreendeu com 317 unidades, impulsionada pelo Spark EUV.

Liderança consolidada da BYD

A BYD mantém sua hegemonia no mercado de elétricos com uma estratégia que combina diversidade de modelos e preços atrativos. O Dolphin Mini, com 3.300 unidades vendidas, é o carro elétrico mais popular do Brasil, seguido pelo Dolphin (1.311) e Yuan Pro (657). A marca chinesa, que já emplacou 105.330 veículos entre agosto de 2024 e agosto de 2025, cresceu 74% no período, segundo dados da própria empresa. A produção local em Camaçari (BA) e a expansão da rede de concessionárias fortalecem sua posição. A BYD também se destaca no varejo, ocupando o terceiro lugar no Nordeste e o quarto no Sul do Brasil, com market shares de 9,7% e 8,2%, respectivamente. O foco em tecnologia, como baterias de longa autonomia, e a oferta de modelos híbridos plug-in complementam sua estratégia.

Além disso, a BYD investe em inovação. Seus veículos oferecem autonomia média de 400 a 520 km, atendendo às necessidades de consumidores urbanos e rodoviários. A redução de custos de produção e a isenção de impostos em alguns estados, como São Paulo, tornam os modelos ainda mais competitivos. A marca planeja lançar novos veículos, como os híbridos Song Pro e King, até 2026, ampliando sua oferta no mercado brasileiro.

byd
byd – Foto: Divulgação

Ascensão de novas marcas

Embora a BYD domine, marcas emergentes estão ganhando espaço. A GAC, por exemplo, emplacou 242 unidades, com destaque para o Aion V (128) e Aion Y (70). A fabricante chinesa aposta em SUVs elétricos com design moderno e pacotes de equipamentos completos, como sistemas avançados de assistência ao motorista. A Geely, com 159 unidades do EX5, também se destaca no segmento de SUVs, competindo diretamente com modelos premium. A Omoda Jaecoo, com 85 unidades do E5, e a Zeekr, com 60 unidades do recém-lançado 7X, mostram que o mercado está se diversificando, mesmo com redes de concessionárias ainda em formação.

  • Marcas emergentes em agosto
    • GAC: 242 unidades, com foco em SUVs como Aion V e Aion Y.
    • Geely: 159 unidades do EX5, mirando o segmento premium.
    • Omoda Jaecoo: 85 unidades do E5, com estratégia de entrada agressiva.
    • Zeekr: 60 unidades do 7X, apostando em design e tecnologia.

A entrada dessas marcas reflete a crescente demanda por veículos elétricos no Brasil. A infraestrutura de recarga, com mais de 1.200 pontos públicos em 2025, e incentivos fiscais, como isenção de IPVA em alguns estados, facilitam a adoção. No entanto, a menor capilaridade das redes de concessionárias dessas marcas, em comparação com a BYD, ainda é um obstáculo a ser superado.

Volvo e Chevrolet na disputa pelo segmento premium

A Volvo, com 375 unidades vendidas, mantém a segunda posição no ranking. O EX30, com 199 unidades, é o carro-chefe da marca sueca, que investe em modelos compactos premium com design sofisticado e tecnologia de ponta. A Volvo foi uma das primeiras a adotar uma estratégia de eletrificação completa, o que a posiciona como uma concorrente forte no segmento de luxo. A marca também se beneficia de uma rede consolidada de concessionárias e de uma reputação sólida em segurança veicular.

A Chevrolet, por sua vez, surpreendeu ao emplacar 317 unidades, impulsionada pelo Spark EUV, que vendeu 254 unidades em pré-venda. A redução de preços de modelos como o Equinox EV, anunciada recentemente, ainda não se refletiu em números expressivos, mas indica uma estratégia agressiva para competir com a BYD no segmento de entrada. A General Motors aposta em modelos acessíveis para atrair consumidores que buscam alternativas aos líderes chineses.

  • Destaques do segmento premium
    • Volvo EX30: 199 unidades, com foco em design e segurança.
    • Chevrolet Spark EUV: 254 unidades, sucesso na pré-venda.
    • BMW: 59 unidades, com modelos de nicho no mercado de luxo.

Crescimento do mercado e infraestrutura

O mercado de elétricos no Brasil cresceu 6,3% em agosto, com 20.222 unidades de veículos eletrificados (elétricos e híbridos) vendidas, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Os elétricos puros representaram 38% desse total, um salto significativo em relação aos 0,5% de participação há dois anos. A expansão da infraestrutura de recarga, com estações rápidas em rodovias e centros urbanos, é um fator determinante. Além disso, incentivos fiscais, como a redução de IPI e isenção de IPVA em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, estimulam a demanda.

A diversificação do mercado também é impulsionada pela entrada de novos modelos. A Zeekr, por exemplo, lançou o 7X, um SUV com autonomia de até 600 km, enquanto a Omoda Jaecoo aposta no E5, que combina preço acessível e design atraente. Essas novidades ampliam as opções para o consumidor brasileiro, que agora pode escolher entre compactos, SUVs e modelos premium.

Perspectivas para o futuro do segmento

A competição no mercado de elétricos está apenas começando. A BYD, com sua produção local e expansão planejada, deve manter a liderança, mas marcas como GAC, Geely e Omoda Jaecoo estão investindo em redes de concessionárias e novos modelos para ganhar espaço. A Volvo e a Chevrolet, por sua vez, apostam em estratégias distintas: a primeira no mercado premium, e a segunda em preços competitivos. A chegada de novos players, como a Zeekr, indica que o setor está se tornando mais dinâmico, com benefícios para o consumidor.

  • Tendências para o mercado de elétricos
    • Expansão da infraestrutura de recarga, com previsão de 2.000 pontos até 2026.
    • Lançamento de novos modelos por marcas emergentes.
    • Aumento da produção local, com fábricas como a da BYD em Camaçari.
    • Incentivos fiscais ampliando a acessibilidade dos elétricos.

A consolidação do segmento de elétricos no Brasil reflete uma mudança estrutural no mercado automotivo. A participação de 4,4% dos elétricos no total de vendas de automóveis em agosto, contra 0,5% há dois anos, mostra um crescimento exponencial. Com a entrada de novas marcas e o fortalecimento da infraestrutura, o setor promete continuar em expansão, oferecendo mais opções e acessibilidade aos consumidores.

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