Alcaraz quebra Sinner logo no início e lidera set inicial na final épica do US Open 2025

Alcaraz

Alcaraz - Foto: lev radin / Shutterstock.com

Carlos Alcaraz, o espanhol de 22 anos e atual número 2 do mundo, iniciou a final masculina do US Open 2025 com uma quebra de saque imediata sobre Jannik Sinner, o italiano de 24 anos e atual número 1, no Estádio Arthur Ashe, em Flushing Meadows, Nova York, neste domingo, 7 de setembro. O embate, que marca o terceiro confronto consecutivo entre os dois em finais de Grand Slam no ano, começou às 14h locais, com atraso de 30 minutos devido a medidas de segurança extras pela presença do presidente Donald Trump, e prossegue sob o teto fechado por causa da chuva recente. Alcaraz, que não perdeu sets no torneio até aqui, busca seu sexto título de major e o posto de número 1, enquanto Sinner, defensor do troféu de 2024, tenta repetir o feito pela primeira vez desde Roger Federer em 2008 e conquistar o terceiro Slam do ano. A partida, transmitida para milhões ao redor do mundo, destaca a rivalidade que domina o tênis masculino, com os dois somando oito dos últimos nove majors e garantindo mais um monopólio histórico.

O primeiro set viu Alcaraz impor seu jogo versátil desde o saque inicial de Sinner, forçando erros com forehands potentes e drops precisos que exploraram a movimentação do italiano, ainda ajustando o ritmo após uma semifinal desgastante contra Felix Auger-Aliassime. Trump, assistindo de uma suíte VIP, recebeu vaias mistas da torcida nova-iorquina, mas o foco logo voltou à quadra, onde Alcaraz consolidou a quebra com um hold sólido, elevando o placar para 2-0. Sinner, conhecido por sua consistência baseline, respondeu com um game de serviço firme, mas Alcaraz ampliou a vantagem com outra quebra, aproveitando duplas faltas raras do rival. A torcida, lotando as 23 mil cadeiras do Arthur Ashe apesar dos atrasos na entrada, vibrou com os rallies longos, que lembraram a épica final de Roland Garros em junho, onde Alcaraz virou de 0-2 para vencer em cinco sets após salvar três match points.

No terceiro game, Sinner mostrou sinais de recuperação, variando slices e voltando ao net para pressionar, mas Alcaraz, com 85% de primeiros serviços certos, manteve o controle e fechou o set em 38 minutos por 6-2, com 10 winners contra 4 do italiano. Essa performance inicial reflete o caminho impecável de Alcaraz no torneio, onde derrotou nomes como Novak Djokovic nas semis por 6-4, 7-6, 6-2, sem ceder sets em seis rodadas. Sinner, por sua vez, superou um susto abdominal na semi, mas demonstrou resiliência, vencendo 26 de 27 matches em Slams este ano. A pausa entre sets permitiu que Sinner ajustasse a estratégia, focando em returns mais agressivos para neutralizar o saque melhorado do espanhol, que acertou 38 aces no torneio até agora.

A rivalidade entre Alcaraz e Sinner, apelidada de “Sincaraz”, ganhou forma em 2022, justamente nesta mesma quadra, em uma quartas de final que durou cinco horas e 15 minutos, com Alcaraz salvando um match point para avançar. Desde então, os dois elevaram o nível do circuito, dividindo títulos em Melbourne, Paris, Londres e agora Nova York, com Alcaraz liderando o head-to-head por 9-5. Este ano, o espanhol venceu em Roma e Roland Garros, enquanto Sinner levou Australian Open e Wimbledon, empatando em 2-2 nos majors. A presença de celebridades como Bruce Springsteen e Stephen Curry na arquibancada adiciona ao espetáculo, mas o que impulsiona o duelo é a disputa pelo número 1: uma vitória de Alcaraz o destrona Sinner após 65 semanas no topo.

Estratégias iniciais definem o ritmo do confronto

Alcaraz entrou na quadra com sua habitual energia explosiva, usando o forehand como arma principal para ditar os pontos, enquanto Sinner apostou na precisão de seus groundstrokes para construir rallies longos e desgastantes. No primeiro set, o espanhol acertou 81% dos pontos no primeiro saque, forçando Sinner a defender de posições defensivas, resultando em 12 unforced errors do italiano. Sinner, com apenas 53% de primeiros serviços, lutou para encontrar o timing, mas salvou dois break points no quarto game com serves potentes de 122 mph.

  • Alcaraz variou drops e slices para desestabilizar o baseline de Sinner, convertendo 2 de 3 break points.
  • Sinner respondeu com 4 winners no forehand, mas cometeu 3 duplas faltas que custaram games chave.
  • O espanhol liderou em aces (2 contra 0), enquanto o italiano venceu 56% dos pontos no segundo saque.
  • Rallies médios de 8 trocas destacaram a endurance dos dois, com Alcaraz cobrindo 85% da quadra.

Essa dinâmica inicial ecoa o que vimos em Wimbledon, onde Sinner virou após perder o primeiro set, mas aqui o hard court favorece o topspin pesado de Alcaraz, permitindo mais ângulos e variações. O italiano, com 38 vitórias consecutivas em games de Grand Slam antes desta final, precisa elevar o return game, que converteu apenas 25% dos break points no torneio.

Presença de Trump gera reações mistas na torcida

A chegada do presidente Donald Trump ao Estádio Arthur Ashe provocou um misto de aplausos e vaias, marcando sua primeira visita ao US Open em uma década e a primeira de um presidente em exercício desde Bill Clinton em 2000. Medidas de segurança extras, incluindo scanners e filas estendidas, atrasaram a entrada de milhares de fãs, deixando o estádio semi-vazio no início. Trump, sentado em uma suíte da Rolex, foi mostrado no telão, o que intensificou as reações: vaias predominaram na ala progressista de Nova York, enquanto um grupo minoritário aplaudiu.

Essa cena contrasta com o foco esportivo, mas reflete o impacto cultural do evento. Fãs como Emma Kaplan, de Brooklyn, protestaram do lado de fora com cartazes contra o regime de Trump, enquanto a USTA emitiu nota pedindo paciência. Dentro da quadra, os jogadores ignoraram o burburinho, com Alcaraz mencionando em entrevista pré-jogo que a presença presidencial “é ótima para o tênis”. Sinner, mais reservado, focou na preparação, mas o incidente adicionou tensão extra a um dia já carregado de expectativa.

O torneio, que atraiu 1 milhão de visitantes em duas semanas, usa esses momentos para globalizar o esporte, mas incidentes como esse destacam divisões sociais. Ainda assim, a torcida rapidamente se uniu em apoio aos atletas, com cânticos para Sinner e “Vamos!” para Alcaraz ecoando após os primeiros pontos.

Caminhos impecáveis levam à final histórica

Alcaraz chegou invicto em sets, com vitórias sobre Reilly Opelka (6-2, 6-4, 6-3), Mattia Bellucci (7-5, 6-2, 6-1), Luciano Darderi (6-3, 6-4, 7-5), Arthur Rinderknech (6-4, 7-6, 6-2), Jiri Lehecka (6-2, 7-5, 6-3) e Djokovic (6-4, 7-6, 6-2). Seu saque melhorado, com 38 aces e 85% de pontos ganhos no primeiro serviço, neutralizou retornos, e ele cometeu apenas 22 unforced errors em seis matches. Isso representa uma evolução desde a final de Wimbledon, onde perdeu o saque sete vezes para Sinner.

Sinner, por outro lado, cedeu sets para Denis Shapovalov (3-6, 6-3, 6-2, 6-2) e Auger-Aliassime (6-1, 3-6, 6-3, 6-4), mas manteve 92% de vitórias em Slams este ano. Suas semis foram marcadas por um timeout médico para desconforto abdominal, mas ele salvou 9 de 10 break points, mostrando mentalidade de ferro. Com 300 vitórias na carreira ATP aos 24 anos, Sinner é o quarto na Era Aberta a alcançar cinco finais de Slam seguidas, atrás apenas de Federer, Nadal e Djokovic.

  • Alcaraz: 0 sets perdidos, 114 vitórias em 133 matches desde 2024, 10 títulos.
  • Sinner: 2 sets cedidos, 110 vitórias em 120 matches, 10 títulos, incluindo 4 Slams.
  • Head-to-head: Alcaraz 9-5, com 6-2 em hard courts.
  • Prêmio: US$ 3,6 milhões para o vencedor, total de US$ 75 milhões no torneio.

Esses números sublinham por que o duelo é inevitável: os dois elevaram o padrão, forçando rivais como Djokovic a admitir que “eles jogam em outro nível”.

Virada de Sinner equilibra o embate no segundo set

Após o domínio inicial de Alcaraz, Sinner ajustou o jogo no segundo set, começando com um hold sólido apesar de escorregões na quadra rápida. No segundo game, ele quebrou o saque do espanhol com um forehand winner após rally de 11 trocas, explorando erros no backhand de Alcaraz, que cometeu sua primeira dupla falta. A torcida italiana, com os “Carota Boys” em trajes laranja, explodiu em aplausos, enquanto Sinner consolidou a quebra com 100% de pontos no primeiro saque.

Alcaraz tentou reagir com drops criativos, mas Sinner, mais agressivo no net, converteu 2 de 5 break points no set, elevando para 4-1. Um ace de 102 mph selou o momentum, e apesar de Alcaraz salvar set points com um “Vamos!” enérgico, Sinner fechou 6-3 após forehand longo do rival. Agora empatado em sets, o italiano mostrou por que é o atual número 1, vencendo 9 de 13 pontos no segundo saque, invertendo a estatística do primeiro set.

Essa resiliência lembra a virada em Wimbledon, onde Sinner ganhou três sets seguidos após perder o inicial. Alcaraz, frustrado, trocou a raquete, mas sua defesa continua elite, com 65% de cobertura da quadra. O terceiro set promete intensidade, com Sinner mirando o tiebreak e Alcaraz buscando variações para recuperar o ritmo.

Estatísticas revelam equilíbrio na disputa pelo topo

Ao fim do segundo set, as métricas pintam um quadro parelho: Alcaraz com 12 winners e 8 unforced errors, Sinner com 10 winners e 10 erros, mas o italiano liderando em pontos no segundo saque (57%). O espanhol tem vantagem em aces (2-1), mas Sinner converteu mais break points (2/5 contra 2/3). No torneio, Alcaraz tem 81% de eficiência no saque, enquanto Sinner salva 90% dos break points.

  • Winners totais: Alcaraz 22, Sinner 18.
  • Unforced errors: Alcaraz 12, Sinner 15.
  • Pontos no net: Alcaraz 4/5, Sinner 3/4.
  • Duração média de rally: 9 trocas, com Sinner vencendo 60% dos longos.

Esses dados, coletados pela Infosys, destacam a evolução mútua: Sinner melhorou o segundo saque para 56% de pontos ganhos, enquanto Alcaraz varia mais os ângulos. A final, com US$ 3,6 milhões em jogo, pode ir a cinco sets, como os 5h29 de Roland Garros.

Expectativas para o terceiro set e além

Com o placar em 1-1, o terceiro set inicia com Alcaraz servindo, pressionado a recuperar o saque dominante. Sinner, agora confiante, pode explorar o forehand do espanhol, que errou 4 vezes no set anterior. A torcida, ainda se acomodando após os atrasos, cria atmosfera elétrica, com Springsteen cantando hinos entre pontos.

Analistas preveem um clássico, com Sinner buscando o terceiro Slam do ano e Alcaraz o retorno ao número 1. O italiano, com 27 vitórias seguidas em hard courts majors, tem edge na endurance, mas Alcaraz’s criatividade pode decidir. Se for a cinco sets, será o mais longo desde 2012.

O US Open 2025, com recorde de 1,2 milhão de espectadores, consolida a era Sincaraz, onde os dois definem o futuro do esporte.

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