A seleção brasileira entra em campo nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, contra a Bolívia, em El Alto, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2026, com uma escalação completamente renovada. Sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, o time terá oito mudanças em relação à formação que enfrentou o Chile na última quinta-feira, incluindo a estreia do atacante do Flamengo, Samuel Lino. A partida, marcada para as 20h30 (horário de Brasília), será disputada na altitude de 4.150 metros, um desafio extra que influenciou as escolhas do treinador italiano. Já classificada para o Mundial, a Seleção ocupa o segundo lugar na tabela, enquanto a Bolívia, em oitavo, luta por uma vaga na repescagem. O jogo terá transmissão ao vivo pela Globo, sportv e ge tv. A estratégia de Ancelotti visa adaptar o time às condições adversas e dar oportunidade a novos jogadores, como Luiz Henrique e Richarlison, que completam o ataque.
O Brasil chega ao confronto com a confiança de quem já garantiu sua vaga na Copa do Mundo, mas sem a possibilidade de alcançar a liderança das Eliminatórias. Ancelotti, ciente do impacto da altitude, optou por uma abordagem diferente, priorizando jogadores com maior frescor físico e uma estratégia menos intensa em comparação ao jogo anterior. A ausência de Casemiro, suspenso, e Kaio Jorge, cortado por lesão, abriu espaço para novidades, como a convocação de Andreas Pereira.
- Principais mudanças na escalação: Samuel Lino, Luiz Henrique e Richarlison formam o ataque.
- Estratégia adaptada: Ancelotti planeja um jogo menos intenso devido à altitude de El Alto.
- Desfalques: Casemiro, suspenso, e Kaio Jorge, lesionado, estão fora do confronto.
A delegação brasileira embarcou para Santa Cruz de la Sierra, onde permanecerá até horas antes do jogo, subindo para El Alto apenas no momento da partida para minimizar os efeitos da altitude. A preparação incluiu consultas a jogadores e profissionais com experiência em jogos na Bolívia, um fator que Ancelotti destacou como essencial para o planejamento.
Estratégia na altitude
A altitude de El Alto, a 4.150 metros acima do nível do mar, é um dos maiores desafios para equipes visitantes na América do Sul. Ancelotti, que admitiu ter pouca experiência em jogos nessas condições, revelou que buscou orientações de membros da comissão técnica e jogadores que já enfrentaram a Bolívia em edições anteriores das Eliminatórias. A estratégia do treinador italiano passa por reduzir a intensidade do jogo, preservando a energia dos atletas.
O técnico enfatizou a necessidade de adaptar o estilo de jogo, evitando a pressão alta utilizada contra o Chile. “Na altitude, não se pode manter o mesmo ritmo. Precisamos jogar de forma diferente, com mais controle e menos desgaste físico”, explicou. A escalação reflete essa abordagem, com jogadores como Andrey Santos e Lucas Paquetá, conhecidos pela capacidade de cadenciar o jogo no meio-campo.
- Altitude como fator decisivo: A 4.150 metros, o Brasil priorizará posse de bola e menos correria.
- Experiência da comissão: Fisios e jogadores compartilharam dicas para lidar com as condições.
- Jogo controlado: Ancelotti planeja um ritmo mais lento para preservar o fôlego dos atletas.
- Substituições estratégicas: Vitinho e Jean Lucas foram testados para possíveis entradas.
O treinador também destacou a importância de observar novos jogadores em condições desafiadoras. A presença de Samuel Lino, Luiz Henrique e Richarlison no ataque sugere uma aposta em velocidade e criatividade, mesmo com a limitação imposta pelo ar rarefeito.
Estreia de Samuel Lino
Samuel Lino, atacante do Flamengo, é a grande novidade na escalação. Aos 25 anos, o jogador vive grande fase no clube carioca e ganha sua primeira oportunidade na seleção principal. Durante os treinos em Teresópolis, Lino se destacou pela versatilidade, atuando tanto pelos lados do campo quanto como referência ofensiva. Sua convocação reflete o momento de renovação promovido por Ancelotti, que busca mesclar jovens talentos com nomes experientes.
A estreia de Lino é aguardada com expectativa pelos torcedores, especialmente após suas atuações decisivas no Campeonato Brasileiro. “Ele tem qualidade para mudar o jogo, mesmo em condições difíceis como as da Bolívia”, afirmou um integrante da comissão técnica. Além de Lino, Luiz Henrique, do Botafogo, também terá a chance de mostrar seu potencial no ataque, enquanto Richarlison retorna ao time titular após um período de recuperação.
- Perfil de Samuel Lino: Atacante veloz, com habilidade para dribles e finalizações.
- Momento no Flamengo: Artilheiro e líder em assistências no Brasileirão 2025.
- Renovação no ataque: Luiz Henrique e Richarlison completam o trio ofensivo.
O desempenho do trio ofensivo será crucial para superar a defesa boliviana, que, apesar da posição na tabela, costuma ser sólida em casa, aproveitando o fator altitude.
Reformulação na escalação
Além de Samuel Lino, Ancelotti promoveu mudanças significativas em todos os setores do campo. No gol, Alisson segue como titular absoluto, enquanto Wesley, na lateral direita, e Bruno Guimarães, no meio-campo, são os únicos remanescentes da escalação contra o Chile. A defesa contará com Fabrício Bruno e Alex, enquanto Caio Henrique assume a lateral esquerda. No meio, Andrey Santos e Lucas Paquetá completam o setor, trazendo dinamismo e visão de jogo.
A reformulação tem como objetivo dar rodagem a jogadores menos utilizados na campanha das Eliminatórias e testar novas opções táticas. Durante os treinos, Ancelotti experimentou substituições, como Vitinho na lateral direita e Jean Lucas no meio-campo, sinalizando que pode fazer ajustes ao longo da partida. A ausência de Casemiro, peça-chave no esquema habitual, aumenta a responsabilidade de Bruno Guimarães, que deve atuar como o principal organizador do time.
- Nova defesa: Fabrício Bruno e Alex formam a zaga titular pela primeira vez.
- Meio-campo renovado: Andrey Santos ganha chance ao lado de Paquetá e Guimarães.
- Testes táticos: Vitinho e Jean Lucas podem entrar para manter o ritmo do jogo.
- Papel de Guimarães: Volante será o líder técnico na ausência de Casemiro.
As mudanças refletem a confiança de Ancelotti na profundidade do elenco brasileiro, mesmo em um jogo sem impacto direto na classificação para a Copa do Mundo.
Desafios da Bolívia
A Bolívia, apesar da oitava colocação nas Eliminatórias, é um adversário respeitado em casa, especialmente por causa da altitude. A equipe comandada por Óscar Villegas aposta em jogadores experientes, como Marcelo Moreno, e jovens promissores, como Miguel Terceros, para surpreender o Brasil. A estratégia boliviana deve incluir pressão inicial e bolas aéreas, aproveitando o desgaste físico dos adversários.
O Brasil, por sua vez, planeja neutralizar essas investidas com um jogo de passes curtos e maior controle de bola. A preparação em Santa Cruz de la Sierra, onde a delegação ficará até horas antes do jogo, visa minimizar os efeitos da altitude. “Estamos acostumados a jogar lá, mas cada partida é única. A altitude sempre complica”, afirmou um jogador da seleção.
- Força boliviana: Marcelo Moreno é a referência no ataque, com apoio de Terceros.
- Jogo em casa: Bolívia usa altitude e bolas aéreas para pressionar adversários.
- Preparação brasileira: Estadia em Santa Cruz visa reduzir impacto físico.
Expectativas para o jogo
A partida contra a Bolívia marca o encerramento da participação brasileira nas Eliminatórias Sul-Americanas. Apesar de já estar classificada, a Seleção busca manter a invencibilidade fora de casa e consolidar o trabalho de Ancelotti, que assumiu o comando em 2023. O treinador italiano vê o jogo como uma oportunidade para avaliar o elenco em condições extremas e preparar o time para os desafios da Copa do Mundo de 2026.
Para os torcedores, a expectativa é ver como os novos jogadores, especialmente Samuel Lino, se adaptarão ao cenário internacional. A transmissão ao vivo pela Globo e sportv aumenta a visibilidade do confronto, que promete ser um teste de resistência e estratégia para o Brasil.
- Objetivo brasileiro: Manter invencibilidade e testar novos talentos.
- Foco de Ancelotti: Avaliar elenco em condições adversas para o Mundial.
- Interesse do público: Estreia de Lino e desempenho na altitude atraem atenção.
A combinação de mudanças táticas, estreias e o desafio da altitude torna o duelo um capítulo importante na preparação da seleção para o futuro.