CBF escalou Rafael Klein para apitar clássico entre Cruzeiro e Atlético na Copa do Brasil

Cruzeiro x Atlético Mineiro

Cruzeiro x Atlético Mineiro - Foto: Gustavo Aleixo/ CEC

A Confederação Brasileira de Futebol anunciou nesta segunda-feira, 8 de setembro de 2025, a escalação do árbitro Rafael Rodrigo Klein, do Rio Grande do Sul, para o clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, válido pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. O confronto ocorre na quinta-feira, 11 de setembro, às 19h30, no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, com a Raposa defendendo a vantagem de 2 a 0 conquistada na partida de ida, disputada na Arena MRV. Klein, de 35 anos e integrante do quadro da Fifa desde 2024, assume o apito em um duelo que define a vaga na semifinal do torneio nacional, onde o vencedor enfrentará o classificado entre Corinthians e Athletico-PR. A escolha do árbitro gaúcho, que nunca comandou um clássico mineiro antes, busca neutralidade em um dos jogos mais aguardados da competição, com expectativa de casa cheia no Mineirão e torcida única celeste. O trabalho de Klein, conhecido por sua rigidez disciplinar, pode influenciar o equilíbrio em um embate marcado por intensidade e rivalidade histórica entre os gigantes de Minas Gerais.

O anúncio da CBF reforça a importância do clássico para os dois clubes, que já acumularam cerca de R$ 13,9 milhões em premiações ao longo da campanha na Copa do Brasil.

  • Cruzeiro avançou com vitórias sobre Vila Nova e CRB nas fases anteriores.
  • Atlético-MG eliminou Tocantinópolis, Manaus, Maringá e Flamengo nos pênaltis nas oitavas.

Essa partida representa não apenas uma disputa por classificação, mas também um capítulo a mais na rica história de confrontos entre as equipes.

Rafael Klein surge como figura central nessa decisão, trazendo experiência acumulada em competições nacionais e internacionais.

Trajetória do árbitro gaúcho no futebol brasileiro

Rafael Rodrigo Klein, natural de Poço das Antas, no Rio Grande do Sul, construiu uma carreira ascendente nos últimos anos, passando de árbitro estadual para o quadro nacional da CBF em 2021 e alcançando o status de Fifa em 2024. Professor de educação física de formação, ele iniciou sua trajetória em jogos profissionais em 2014, atuando inicialmente no Campeonato Gaúcho, onde foi eleito o melhor árbitro em 2023 após comandar 36 partidas pela CBF naquele ano, incluindo 23 no Brasileirão Série A. Sua promoção à Fifa veio após testes físicos rigorosos e avaliações técnicas, marcando um momento de reconhecimento pela consistência em decisões sob pressão. Em 2024, Klein apitou a final da Copa do Brasil entre Flamengo e Atlético-MG, no jogo de ida, e foi eleito o melhor árbitro do Brasileirão pela CBF, destacando-se em 21 jogos com média de 5,16 cartões amarelos por partida e apenas 0,26 vermelhos, números que refletem um estilo equilibrado, mas firme na manutenção da ordem.

No cenário internacional, ele já atuou em Eliminatórias da Copa do Mundo, como no duelo entre Paraguai e Argentina, e na Copa Sul-Americana, demonstrando capacidade para lidar com audiências globais. Sua abordagem enfatiza a transparência e o respeito mútuo entre jogadores e comissão técnica, como ele mesmo destacou em entrevistas passadas, priorizando a evolução constante para contribuir com o futebol brasileiro. Em 2025, Klein já comandou dez jogos no Brasileirão, incluindo vitórias do Cruzeiro sobre Vasco e Fluminense, e empates do Atlético-MG contra Corinthians e a classificação nos pênaltis sobre o Flamengo na Copa do Brasil.

Esses números mostram um árbitro que não foge de lances polêmicos, com cinco pênaltis marcados em jogos recentes, quatro a favor de equipes como o Flamengo em duelos anteriores.

Para o clássico mineiro, sua estreia no confronto adiciona um elemento de imprevisibilidade, já que Klein nunca apitou um Mineirão lotado com tamanha carga emocional.

Histórico de confrontos na Copa do Brasil

O clássico mineiro pela Copa do Brasil carrega memórias marcantes para torcedores de ambos os lados, com apenas três edições anteriores registradas na competição. A primeira ocorreu na final de 2014, quando o Atlético-MG conquistou o bicampeonato nacional ao vencer por 2 a 0 na ida, no Independência, com gols de Luan e Dátolo, e por 1 a 0 na volta, no Mineirão, com Diego Tardelli decidindo. Esse título consolidou o Galo como força em mata-matas, eliminando o Cruzeiro em uma disputa acirrada que elevou a rivalidade a novos patamares. Cinco anos depois, em 2019, as equipes se reencontraram nas quartas de final, e a Raposa se vingou com autoridade: 3 a 0 no Mineirão, gols de Pedro Rocha, Thiago Neves e Robinho, seguido de derrota por 2 a 0 no Independência, mas avanço pelo agregado.

Esses duelos somam quatro jogos, com duas vitórias para cada lado, 7 gols do Cruzeiro e 5 do Atlético-MG, evidenciando o equilíbrio histórico. Na edição de 2025, o confronto ganha contornos especiais pela vantagem celeste após a ida, forçando o Galo a buscar uma reviravolta inédita em casa do rival. A CBF optou por torcida única no Mineirão para garantir segurança, medida adotada em clássicos recentes para evitar incidentes, o que deve criar uma atmosfera ainda mais intensa para os mais de 60 mil esperados.

Rafael Klein – Foto: A.PAES / Shutterstock.com
  • Em 2014, o Atlético-MG usou a solidez defensiva para conter o ataque cruzeirense.
  • Já em 2019, o Cruzeiro explorou erros do Galo em transições rápidas.
  • Ambas as eliminatórias foram decididas por margens estreitas, sem prorrogações.

O retrospecto reforça que esses jogos transcendem o torneio, influenciando o moral das equipes no restante da temporada.

Desempenho de Klein com os times mineiros em 2025

Nesta temporada, Rafael Klein já cruzou o caminho de Cruzeiro e Atlético-MG em quatro ocasiões, todas sem polêmicas graves que alterassem resultados decisivos. Pelo lado celeste, ele apitou duas vitórias no Brasileirão: 1 a 0 sobre o Vasco, no Parque do Sabiá, em Uberlândia, onde o gol solitário veio de uma cobrança de falta precisa, e 2 a 0 contra o Fluminense, no Maracanã, com destaque para a defesa sólida da Raposa. Esses foram os primeiros triunfos do Cruzeiro em jogos sob seu comando, contrastando com empates e derrotas em cinco duelos anteriores, como a eliminação precoce para o Sousa em 2024. Para o Atlético-MG, Klein esteve em campo no empate sem gols com o Corinthians, na Arena MRV, pela Série A, em maio, e na classificação nos pênaltis sobre o Flamengo, nas oitavas da Copa do Brasil, após 0 a 0 no tempo normal.

No jogo contra o Timão, houve reclamações corintianas por uma não expulsão de Lyanco em lance sobre Hernández, mas a decisão foi mantida pelo VAR, sem interferência direta de Klein. Sua média de cartões nesses confrontos fica em torno de quatro amarelos por partida, com foco em faltas táticas, o que pode impactar o estilo agressivo do clássico mineiro.

O árbitro gaúcho, que em 2024 foi criticado em um Corinthians x São Paulo por critérios de expulsão, mostrou evolução em 2025, com menos intervenções controversas em jogos de alto calibre.

Para Cruzeiro e Atlético, esses precedentes sugerem equilíbrio, mas o fator casa no Mineirão pode testar a neutralidade de Klein em um ambiente hostil.

Expectativas para o duelo no Mineirão

Com a vantagem de dois gols, o Cruzeiro entra como favorito no jogo de volta, podendo se classificar até com derrota por 1 a 0, enquanto o Atlético-MG precisa de uma vitória por três gols para avançar diretamente ou por dois para forçar pênaltis. O técnico Leonardo Jardim, do time celeste, planeja uma postura defensiva compacta, explorando contra-ataques com Matheus Pereira e Kaio Jorge, artilheiro com 15 gols no Brasileirão. Do outro lado, Cuca, comandante alvinegro, aposta em Hulk como referência ofensiva, buscando bolas longas e pressão alta para reverter o placar, similar à estratégia usada na Sul-Americana. A pausa para Data Fifa permitiu ajustes, com retornos como o de Junior Alonso no Galo e reforços no meio-campo da Raposa.

O Mineirão, reformado desde 2014, deve registrar público próximo ao recorde de 61.584 torcedores em um clássico de 2024, impulsionado pela venda antecipada de ingressos. A premiação de R$ 9,92 milhões para semifinalistas adiciona motivação financeira, somando-se aos R$ 77,18 milhões totais para o campeão.

  • Cruzeiro: Foco em posse de bola e transições rápidas para explorar espaços.
  • Atlético-MG: Ênfase em bolas paradas e intensidade no segundo tempo.
  • Árbitro Klein: Provável aplicação rigorosa em faltas laterais, comuns no clássico.

Esse embate promete tensão desde o apito inicial, com Klein no centro das atenções para manter o fair play.

Premiações e impacto na temporada

A Copa do Brasil de 2025 distribui mais de R$ 500 milhões em premiações, com reajuste de 5% em relação ao ano anterior, incentivando clubes como Cruzeiro e Atlético-MG a investirem em campanhas longas. Os classificados às quartas já receberam R$ 4,74 milhões cada, e o avanço à semifinal garante mais R$ 9,92 milhões, totalizando cerca de R$ 24 milhões para quem chegou desde a primeira fase, como o Galo. Para o Cruzeiro, que entrou na terceira fase, o montante acumulado chega a R$ 10,69 milhões até aqui, com potencial para superar R$ 77 milhões em caso de título, além da vaga na Libertadores 2026. Esses valores representam um alívio financeiro significativo, especialmente para o Atlético-MG, que equilibra despesas na Sul-Americana.

O torneio também influencia o calendário, com semifinais previstas para outubro e final em novembro, coincidindo com o Brasileirão. Para os mineiros, uma semifinal contra Corinthians ou Athletico-PR traria novos desafios, mas o foco imediato é o clássico, onde a vitória pode impulsionar a confiança no campeonato nacional, onde o Cruzeiro ocupa a terceira posição com 41 pontos.

Klein, ao apitar esse jogo, contribui para a integridade da competição, alinhando-se à meta da CBF de elevar o nível da arbitragem brasileira.

A expectativa de público e audiência reforça o clássico como um dos eventos esportivos do mês, unindo fãs em torno da paixão pelo futebol mineiro.

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