A emoção do tênis feminino retorna a São Paulo com o SP Open 2025, torneio WTA 250 que acontece de 6 a 14 de setembro no Parque Villa-Lobos. Beatriz Haddad Maia, número 22 do mundo e principal favorita, estreia contra a italiana Miriana Tona, que se classificou pelo qualifying. O evento, que marca o retorno de um torneio de elite ao Brasil após nove anos, conta com sete brasileiras na chave principal de simples e duplas, incluindo confrontos nacionais como Carolina Meligeni contra Nauhany Silva. Realizado em quadras duras, o torneio promete agitar a capital paulista com jogos transmitidos pelo SporTV e ingressos esgotados para a quadra central. A competição distribui 250 pontos à campeã e reforça a relevância do tênis feminino no país.
A cerimônia de sorteio, realizada no sábado, 6 de setembro, no Ace Club, definiu os confrontos da primeira rodada, com destaque para a participação de jovens promessas e medalhistas olímpicas. Além de Bia, nomes como Laura Pigossi, medalhista em Tóquio 2020, e a jovem Nauhany Silva, de apenas 15 anos, atraem a atenção do público. O torneio, que sucede o US Open, é uma oportunidade para as brasileiras brilharem em casa.
- Principais confrontos brasileiros: Carolina Meligeni x Nauhany Silva, Laura Pigossi x Elizabeth Mandlik, Victoria Barros x Whitney Osuigwe, Luiza Fullana x Renata Zarazúa.
- Chave de duplas: Bia Haddad e Ana Candiotto enfrentam Laura Pigossi e Ingrid Martins.
- Transmissão: SporTV cobre o evento, com sessões às 15h e 17h30 de 8 a 11 de setembro.
Destaques da primeira rodada
A primeira rodada do SP Open 2025 promete emoções intensas, especialmente com os confrontos envolvendo as brasileiras. Beatriz Haddad Maia, principal cabeça de chave, enfrenta Miriana Tona, que venceu a holandesa Lian Tran em uma batalha de 2h41 no qualifying, com parciais de 7/6(4), 4/6 e 6/4. Bia, que abriu mão de um torneio em Cleveland para jogar em São Paulo, sua cidade natal, chega motivada para recuperar a confiança após uma temporada de resultados irregulares. A tenista, atual 22ª do ranking mundial, pode encarar Laura Pigossi na segunda rodada, caso ambas avancem.
Laura Pigossi, medalhista olímpica, enfrenta a americana Elizabeth Mandlik, filha da ex-campeã de Grand Slam Hana Mandlikova. O duelo é um dos mais aguardados, já que Pigossi tem experiência em torneios de alto nível e busca consolidar sua posição no ranking. Outra partida de destaque é entre Carolina Meligeni e Nauhany Silva, conhecida como Naná, uma jovem de 15 anos que faz sua estreia em um torneio WTA. A diferença de gerações adiciona um elemento especial ao confronto, com Meligeni destacando a importância de inspirar novas atletas.
- Bia Haddad x Miriana Tona: Principal favorita contra qualifier italiana.
- Laura Pigossi x Elizabeth Mandlik: Medalhista olímpica enfrenta filha de lenda do tênis.
- Carolina Meligeni x Nauhany Silva: Duelo de gerações entre experiência e juventude.
- Victoria Barros x Whitney Osuigwe: Jovem promessa brasileira contra americana ranqueada.
Chave de duplas agita o torneio
A chave de duplas do SP Open 2025 também reserva grandes momentos, com um confronto brasileiro logo na estreia. Beatriz Haddad Maia, ao lado de Ana Candiotto, enfrenta Laura Pigossi e Ingrid Martins na sessão noturna de segunda-feira, 8 de setembro, por volta das 17h30. O embate reúne algumas das principais tenistas do país, prometendo atrair grande público ao Parque Villa-Lobos.
Outra dupla de destaque é formada por Luisa Stefani, medalhista olímpica e ex-top 10 mundial, e a húngara Timea Babos, favoritas ao título. Elas estreiam contra Alicia Barnett (Grã-Bretanha) e Elixane Lechemia (França). A jovem dupla brasileira formada por Victoria Barros e Nauhany Silva, ambas de 15 anos, também chama atenção por ser a parceria mais jovem do torneio. A competição de duplas reforça o talento nacional e a conexão entre gerações no tênis brasileiro.
- Confronto brasileiro: Bia Haddad/Ana Candiotto x Laura Pigossi/Ingrid Martins.
- Favoritas: Luisa Stefani/Timea Babos enfrentam dupla britânica-francesa.
- Juventude em quadra: Victoria Barros e Nauhany Silva formam dupla promissora.
Importância do SP Open para o tênis brasileiro
O SP Open 2025 marca o retorno de um torneio WTA 250 ao Brasil após um hiato de nove anos, desde as edições do Rio Open e do WTA de Florianópolis em 2016. Realizado no Parque Villa-Lobos, o evento é o primeiro de nível WTA em São Paulo desde 2000, quando o Brasil Open foi disputado na cidade. A escolha das quadras duras alinha o torneio ao calendário pós-US Open, atraindo jogadoras que buscam pontos importantes no ranking.
Além de Bia Haddad, o torneio conta com nomes internacionais como a argentina Solana Sierra, a filipina Alexandra Eala e a australiana Ajla Tomljanovic, todas no top 100. A presença de jovens como Nauhany Silva e Victoria Barros, ambas com convites para a chave principal, reforça o objetivo do evento de promover o desenvolvimento do tênis feminino no Brasil. A quadra central, batizada em homenagem a Maria Esther Bueno, maior tenista brasileira da história, simboliza a valorização do esporte no país.
O torneio também tem impacto econômico e social, com geração de empregos e aumento de receita para a cidade, segundo a prefeitura de São Paulo. Com ingressos esgotados para a quadra central, o público demonstra grande interesse, e o Espaço Boulevard oferece experiências gastronômicas e interativas para os espectadores com ingressos Ground Pass, a partir de R$ 15.
Jovens promessas em destaque
Nauhany Silva e Victoria Barros, ambas de 15 anos, são os grandes destaques da nova geração do tênis brasileiro. Naná, como é conhecida, faz sua estreia em um torneio WTA contra Carolina Meligeni, enquanto Victoria enfrenta Whitney Osuigwe. As duas já possuem pontos no ranking WTA, conquistados em torneios ITF, e são vistas como futuras estrelas do esporte.
Luiza Fullana, outra brasileira na chave principal, enfrenta a mexicana Renata Zarazúa, cabeça de chave número 5, que vem de uma vitória expressiva contra Madison Keys no US Open. Ana Candiotto, convidada da organização, encara a ucraniana Valeriya Strakhova. A presença de tantas brasileiras na chave principal demonstra o potencial do país para formar novas atletas de elite.
- Nauhany Silva: Estreia aos 15 anos contra Carolina Meligeni.
- Victoria Barros: Enfrenta Whitney Osuigwe em sua primeira WTA.
- Luiza Fullana: Desafia Renata Zarazúa, embalada pelo US Open.
- Ana Candiotto: Convidada enfrenta Valeriya Strakhova na estreia.
Estrutura e organização do torneio
O SP Open 2025 é organizado pela IMM, em parceria com o Instituto Carioca de Tênis, e conta com patrocínios de marcas como Claro, Heineken 0.0 e ALLOS. O evento, apoiado pelo Ministério do Esporte via Lei de Incentivo ao Esporte, oferece uma premiação superior a US$ 275 mil, com a campeã de simples garantindo US$ 36.300. As partidas são disputadas em quadras duras, com a fase de qualifying nos dias 6 e 7 de setembro e a chave principal de 8 a 14 de setembro.
A quadra central Maria Esther Bueno, inaugurada com uma cerimônia em homenagem à lendária tenista, é o principal palco do torneio. As sessões noturnas, a partir das 17h30, devem atrair grande público, especialmente para os confrontos brasileiros. A transmissão pelo SporTV garante visibilidade nacional, enquanto o Espaço Boulevard, com ativações de patrocinadores, complementa a experiência dos torcedores.
- Premiação: US$ 36.300 para a campeã de simples.
- Transmissão: SporTV, com sessões às 15h e 17h30 de 8 a 11 de setembro.
- Estrutura: Quadra central Maria Esther Bueno e Espaço Boulevard.
- Patrocínios: Claro, Heineken 0.0, ALLOS, entre outros.
Expectativas para as brasileiras
As expectativas para as brasileiras no SP Open 2025 são altas, especialmente para Beatriz Haddad Maia, que busca um título em casa para recuperar a confiança após uma temporada com derrotas precoces em torneios como Wimbledon e Cincinnati. Laura Pigossi, com sua experiência olímpica, também é uma forte candidata a avançar na chave. As jovens Nauhany Silva e Victoria Barros, apesar da inexperiência, têm a chance de surpreender e ganhar visibilidade.
O torneio é uma oportunidade única para o tênis brasileiro mostrar sua força em casa. Com sete atletas na chave principal de simples e duplas competitivas, o Brasil tem potencial para marcar presença nas fases finais. A combinação de experiência, juventude e apoio da torcida pode fazer a diferença no Parque Villa-Lobos.

