A seleção brasileira enfrenta a Bolívia nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, em El Alto, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, com possíveis mudanças de última hora. O lateral-direito Wesley, jogador da Roma, sentiu um desconforto muscular na coxa direita durante o treino desta segunda-feira, 8 de setembro, na Granja Comary, em Teresópolis. A informação foi confirmada por fontes próximas à equipe técnica. Com isso, o técnico Carlo Ancelotti deve promover a entrada de Vitinho, do Flamengo, na lateral-direita, em um confronto crucial para a classificação brasileira. A alteração ocorre em meio a uma reformulação que pode incluir até oito mudanças na escalação titular em relação ao time que venceu o Chile por 3 a 0 na última quinta-feira, 4 de setembro, no Maracanã. A partida contra a Bolívia é vista como um teste importante para a equipe, que busca consolidar sua posição nas Eliminatórias.
O problema muscular de Wesley não é novidade no contexto da seleção, que já lidou com desfalques em outras ocasiões. O jogador, que vinha sendo observado por Ancelotti, estava cotado para ser substituído durante o jogo, mas a lesão pode antecipar a estreia de Vitinho como titular. A decisão reflete a estratégia do treinador de testar novos nomes em um momento de renovação do elenco.

- Principais mudanças na escalação: até oito jogadores diferentes em relação ao jogo contra o Chile.
- Jogo decisivo: vitória contra a Bolívia pode consolidar a liderança do Brasil nas Eliminatórias.
- Teste para Vitinho: jovem lateral do Flamengo tem chance de mostrar serviço em El Alto.
Reformulação tática sob comando de Ancelotti
A seleção brasileira chega ao confronto contra a Bolívia com uma escalação significativamente alterada. Após a vitória contra o Chile, Ancelotti promoveu testes táticos nos treinos de domingo e segunda-feira, definindo a provável formação com Alisson no gol, Vitinho na lateral-direita, Fabrício Bruno e Alexsandro na zaga, Caio Henrique na lateral-esquerda, Andrey, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá no meio-campo, além de Luiz Henrique, Samuel Lino e Richarlison no ataque. Apenas Alisson e Bruno Guimarães foram mantidos do time que jogou no Maracanã, sinalizando a intenção do treinador de avaliar novos jogadores em condições desafiadoras, como a altitude de El Alto.
A escolha por Vitinho, jovem destaque do Flamengo, reflete a confiança de Ancelotti em atletas que vêm se destacando no futebol brasileiro. O lateral, conhecido por sua versatilidade e capacidade ofensiva, terá a oportunidade de provar seu valor em um cenário competitivo. A reformulação também inclui nomes como Samuel Lino e Andrey, que buscam se firmar no elenco principal.
Desafios da altitude em El Alto
Jogar em El Alto, a mais de 4.000 metros acima do nível do mar, apresenta dificuldades únicas para qualquer equipe. A seleção brasileira, ciente do impacto da altitude, intensificou a preparação física e logística para minimizar os efeitos do ar rarefeito. Durante os treinos na Granja Comary, os jogadores passaram por simulações de condições adversas, incluindo exercícios específicos para adaptação respiratória.
- Altitude elevada: El Alto está entre as cidades mais altas do mundo, desafiando a resistência física.
- Preparação intensiva: treinos focaram em adaptação ao ambiente boliviano.
- Histórico: Brasil venceu a Bolívia em 2020, mas altitude sempre foi obstáculo.
- Estratégia: Ancelotti planeja rodízio para preservar energia dos jogadores.
A Bolívia, embora não seja uma potência no futebol sul-americano, costuma tirar proveito do fator casa. A seleção brasileira, no entanto, confia na experiência de jogadores como Alisson e Bruno Guimarães para manter a consistência defensiva e no ataque reformulado para buscar gols.
Impacto da lesão de Wesley no planejamento
O problema muscular de Wesley, ainda que não tenha gravidade confirmada, levanta questões sobre a profundidade do elenco na lateral-direita. O jogador da Roma, que vinha sendo testado por Ancelotti, era uma das opções para consolidar a posição, que já passou por mudanças frequentes nos últimos anos. A possível ausência do lateral abre espaço para Vitinho, mas também reacende o debate sobre a renovação na defesa brasileira.
Ancelotti, conhecido por sua habilidade em gerenciar elencos, já havia sinalizado que faria mudanças táticas para o duelo contra a Bolívia. A lesão de Wesley, porém, força uma adaptação não planejada. A equipe médica da seleção monitora o jogador, e exames adicionais devem determinar se ele estará apto para os próximos compromissos, incluindo os amistosos contra Coreia do Sul, em 10 de outubro, e Japão, em 14 de outubro.
Calendário apertado e próximos compromissos
Além do jogo contra a Bolívia, a seleção brasileira tem pela frente um calendário intenso. Os amistosos contra Coreia do Sul e Japão, marcados para outubro, servirão como preparação para as próximas rodadas das Eliminatórias. Ancelotti aproveita essas partidas para testar formações e dar minutos a jogadores menos utilizados, como Luiz Henrique e Caio Henrique, que buscam espaço no grupo.
- Amistoso contra Coreia do Sul: 10 de outubro, às 8h, teste contra adversário asiático.
- Jogo contra Japão: 14 de outubro, às 7h30, mais uma oportunidade de ajustes táticos.
- Foco nas Eliminatórias: Brasil busca liderança isolada na competição.
O técnico italiano, que assumiu a seleção em 2024, tem como objetivo principal construir um time competitivo para a Copa de 2026. A vitória contra o Chile e a reformulação para o jogo contra a Bolívia mostram sua abordagem pragmática, mesclando jogadores experientes com jovens talentos.
Expectativas para o desempenho de Vitinho
A possível estreia de Vitinho como titular é um dos pontos altos do confronto contra a Bolívia. O lateral do Flamengo, que se destacou no Brasileirão, tem características que agradam Ancelotti: velocidade, habilidade no apoio ao ataque e solidez defensiva. Sua convocação para a seleção já era aguardada por torcedores e analistas, e a lesão de Wesley pode acelerar sua consolidação no grupo.
O desempenho de Vitinho será observado de perto, especialmente por sua capacidade de atuar sob pressão em um ambiente desafiador como El Alto. A confiança depositada por Ancelotti no jogador reflete a aposta do treinador em nomes formados no futebol brasileiro, como Fabrício Bruno e Andrey, que também ganharam espaço na convocação.
Bolívia como adversário estratégico
A Bolívia, embora não esteja entre as favoritas nas Eliminatórias, apresenta um desafio particular pelo contexto geográfico e pela motivação de jogar em casa. O Brasil, líder da competição, precisa manter a concentração para evitar surpresas. Nos últimos confrontos, a seleção brasileira levou a melhor, mas a altitude e o apoio da torcida boliviana tornam o jogo imprevisível.
Ancelotti, ciente disso, trabalhou a parte tática para explorar os pontos fracos do adversário, como a defesa exposta em transições rápidas. Jogadores como Richarlison e Lucas Paquetá, conhecidos por sua capacidade de decisão, serão peças-chave para buscar a vitória fora de casa.