Copa do Mundo

Brasil resiste à pressão boliviana em El Alto com cilindro de oxigênio no banco de reservas pelas Eliminatórias da Copa do Mundo

cilindro de oxigenio para seleção brasileira
cilindro de oxigenio para seleção brasileira - GE TV cilindro de oxigenio para seleção brasileira - GE TV

Em El Alto, na Bolívia, a seleção brasileira enfrenta um desafio intenso contra os donos da casa pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, às 20h30 desta terça-feira, 9 de setembro de 2025. Com o jogo ainda em andamento, a Bolívia domina os primeiros 31 minutos do primeiro tempo, aproveitando a altitude de 4.150 metros do Estádio Municipal de El Alto para pressionar o Brasil. A equipe boliviana criou chances claras, com destaque para Miguelito e Haquín, enquanto o Brasil, com cilindros de oxigênio à disposição no banco, luta para se adaptar ao ambiente e segurar o empate sem gols. O técnico Carlo Ancelotti optou por uma estratégia defensiva, priorizando um bloco compacto, mas a seleção brasileira enfrenta dificuldades para criar jogadas ofensivas. A Bolívia busca uma vitória para manter viva a esperança de vaga na repescagem, enquanto o Brasil tenta reverter o cenário adverso.

A partida começou com o Brasil tentando impor seu jogo pela esquerda, mas logo a Bolívia assumiu o controle. A seleção da casa explora a velocidade e os erros brasileiros, especialmente na saída de bola. O estádio lotado e o ambiente hostil intensificam a pressão sobre os visitantes, que ainda não encontraram ritmo.

  • Principais momentos até agora:
    • Bolívia cria chances perigosas com Miguelito e Haquín.
    • Alisson faz defesas cruciais, segurando o empate.
    • Brasil tenta controlar a posse, mas erra passes decisivos.

Bolívia aproveita a altitude para dominar

A altitude de El Alto, a mais de 4.000 metros acima do nível do mar, é um fator determinante no jogo. A Bolívia, acostumada às condições extremas, usa a velocidade e a intensidade para encurralar o Brasil. Logo aos 6 minutos, o zagueiro Haquín arriscou um chute de longe, exigindo uma grande defesa de Alisson. A seleção brasileira, por outro lado, sofre com a falta de oxigenação, o que afeta o desempenho físico e técnico dos jogadores.

O técnico Carlo Ancelotti, ciente do desafio, trouxe cilindros de oxigênio para o banco de reservas, uma medida comum em jogos na altitude. Alexsandro, zagueiro brasileiro, relatou sentir a cabeça “palpitar” ao chegar à cidade, evidenciando o impacto do ambiente. A estratégia brasileira é manter um bloco defensivo compacto, evitando pressão alta para poupar energia, mas isso tem limitado as ações ofensivas.

Minutagem dos principais lances

A partida tem sido marcada por momentos intensos, com a Bolívia criando as melhores oportunidades. Abaixo, os principais lances até os 31 minutos do primeiro tempo:

  • 6’: Haquín arrisca chute de longe e obriga Alisson a fazer grande defesa.
  • 7’: Enzo Monteiro desperdiça chance clara ao errar finalização após cruzamento de Medina.
  • 11’: Miguelito cobra falta direta, mas a bola vai para fora, assustando a defesa brasileira.
  • 16’: Contra-ataque boliviano termina com finalização de Miguelito, defendida por Alisson.
  • 25’: Miguelito avança em velocidade, dribla Alexsandro e chuta rasteiro, mas a bola passa perto do gol.

O Brasil, por sua vez, teve dificuldades para criar. Samuel Lino, pela esquerda, conseguiu um escanteio aos 2 minutos, mas a jogada não resultou em perigo. Lucas Paquetá tentou um chute de longe aos 15 minutos, mas sem força.

Estratégia brasileira na adversidade

Ancelotti escalou o Brasil com Alisson, Vitinho, Fabrício Bruno, Alexsandro, Caio Henrique, Andrey Santos, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Samuel Lino, Luiz Henrique e Richarlison. A ausência de Casemiro, suspenso, e outros desfalques, como Alex Sandro e Joelinton, obrigou mudanças na formação. O técnico optou por um meio-campo mais robusto, com Bruno Guimarães e Andrey Santos, para tentar controlar o jogo, mas os erros de passe têm comprometido a estratégia.

A Bolívia, comandada por Miguelito, mantém a posse de bola e explora as laterais. O lateral Medina e o atacante Enzo Monteiro também se destacam, aproveitando falhas na saída de bola brasileira. O Brasil, por outro lado, conseguiu reter a posse por mais de um minuto apenas aos 22 minutos, mas sem efetividade. Luiz Henrique tentou um drible na área, mas foi desarmado.

Desafios físicos e táticos em El Alto

O ambiente em El Alto é um adversário à parte. A baixa densidade de oxigênio reduz a capacidade física dos jogadores, especialmente os brasileiros, que não estão habituados a essas condições. A seleção trouxe preparadores físicos e médicos especializados para minimizar os efeitos da altitude, mas o impacto é visível. Alexsandro, por exemplo, precisou de atendimento médico aos 29 minutos após sentir desconforto.

A Bolívia, por sua vez, parece à vontade. A equipe da casa troca passes curtos e rápidos, aproveitando a lentidão dos brasileiros na recomposição defensiva. A pressão constante dos bolivianos força o Brasil a jogar em bloco baixo, uma tática incomum para a seleção, que geralmente prioriza o ataque.

  • Fatores que favorecem a Bolívia:
    • Adaptação à altitude de 4.150 metros.
    • Velocidade nas transições ofensivas.
    • Apoio da torcida local, que lota o estádio.
    • Exploração de erros na saída de bola brasileira.

Contexto da partida na competição

A Bolívia precisa da vitória para manter viva a esperança de uma vaga na repescagem para a Copa do Mundo de 2026. Com apenas 18 pontos, a equipe está em 8º lugar nas Eliminatórias, enquanto o Brasil, com 29 pontos, ocupa a 2ª posição. O resultado parcial do outro jogo da rodada, com a Venezuela vencendo a Colômbia por 2 a 1, reduz as chances bolivianas, mas uma vitória contra o Brasil pode mudar o cenário.

O Brasil, apesar da posição confortável, busca manter a regularidade. A seleção tem média de 5,9 finalizações por jogo, mas até os 31 minutos, não conseguiu criar chances claras. A Bolívia, com média de 3,9 finalizações, já superou esse número apenas no primeiro tempo, mostrando eficiência no ataque.

Destaques individuais no confronto

Miguelito é o grande nome da Bolívia até agora. O meia-atacante, com liberdade para flutuar pelas laterais, criou as melhores chances do time. Sua velocidade e habilidade no um contra um têm colocado a defesa brasileira em apuros. Haquín, zagueiro, também surpreendeu ao arriscar chutes de longa distância, aproveitando o espaço cedido pelo Brasil.

Pelo lado brasileiro, Alisson é o destaque. O goleiro fez pelo menos duas defesas difíceis, evitando que a Bolívia abrisse o placar. Bruno Guimarães também mostrou qualidade ao aplicar um drible desconcertante aos 12 minutos, mas não conseguiu dar sequência à jogada.

  • Jogadores para ficar de olho:
    • Miguelito (Bolívia): Líder das ações ofensivas, com dribles e finalizações.
    • Alisson (Brasil): Seguro nas defesas, evita o pior para o Brasil.
    • Bruno Guimarães (Brasil): Tenta organizar o meio-campo, mas sofre com a pressão.

Pressão boliviana e chances perdidas

A Bolívia desperdiçou oportunidades claras, especialmente com Enzo Monteiro, que errou uma finalização aos 7 minutos após cruzamento preciso de Medina. Aos 25 minutos, Miguelito teve outra chance em um mano a mano com Alexsandro, mas o chute saiu rente à trave. Essas falhas mantêm o Brasil no jogo, mas também mostram a fragilidade defensiva dos visitantes.

O Brasil, por sua vez, tenta responder com transições rápidas, mas a falta de precisão nos passes dificulta a criação. Samuel Lino e Luiz Henrique, pelas pontas, têm dificuldade para superar a marcação boliviana. Richarlison, isolado no ataque, ainda não foi acionado com qualidade.

Adaptação tática e o que esperar

Ancelotti, conhecido por sua capacidade de ajustar equipes em situações adversas, deve buscar alternativas no segundo tempo, caso o jogo continue disputado. A entrada de jogadores mais rápidos ou a mudança para um esquema com maior posse de bola podem ser opções. A Bolívia, por outro lado, deve manter a intensidade, sabendo que a fadiga brasileira pode aumentar com o passar do tempo.

A torcida boliviana, vibrante, é um fator extra. O Estádio Municipal de El Alto está lotado, e o apoio dos torcedores impulsiona a equipe da casa. O Brasil precisa superar não apenas o adversário, mas também o ambiente hostil e as condições climáticas.

  • Estratégias possíveis para o Brasil:
    • Reforçar o meio-campo com jogadores mais técnicos.
    • Explorar contra-ataques com Samuel Lino e Luiz Henrique.
    • Ajustar a marcação para neutralizar Miguelito.
To Top