A seleção brasileira de futebol encerra sua participação nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, enfrentando a Bolívia no Estádio Municipal de El Alto, localizado a 4.150 metros acima do nível do mar, em um confronto marcado por oito alterações na escalação promovidas pelo técnico Carlo Ancelotti, que visa testar opções e preservar jogadores para o futuro, enquanto a equipe já classificada busca manter o bom momento após a vitória por 3 a 0 sobre o Chile. O treinador italiano, em sua segunda convocação à frente do time, optou por um rodízio amplo, mantendo apenas Alisson no gol e Bruno Guimarães no meio-campo como remanescentes da partida anterior, com o objetivo de avaliar o desempenho em condições extremas de altitude, onde o ar rarefeito exige adaptações táticas e físicas, e a Bolívia, ainda na luta por uma vaga na repescagem, aposta no fator casa para surpreender. A viagem da delegação para Santa Cruz de La Sierra ocorre na tarde desta segunda-feira, com chegada tardia a El Alto para minimizar os efeitos da altura, e o jogo, às 20h30 no horário de Brasília, representa o primeiro teste de Ancelotti em tal ambiente, consultando atletas experientes para ajustar a estratégia.
Treinos fechados na Granja Comary, em Teresópolis, dominaram os últimos dias, com atividades táticas que priorizaram transições rápidas e posse de bola controlada, elementos essenciais para lidar com o cansaço induzido pela altitude.
Ancelotti destacou a importância de conhecer o elenco mais amplo, especialmente após elogiar a atitude defensiva nos três jogos sob seu comando, nos quais o Brasil não sofreu gols.
- Alisson permanece como titular absoluto no gol, garantindo estabilidade.
- Bruno Guimarães ancorará o meio, distribuindo passes com precisão.
- Wesley sentiu desconforto muscular, abrindo espaço para Vitinho na lateral direita.
- No ataque, o trio Samuel Lino, Luiz Henrique e Richarlison formará a frente ofensiva.
Essas movimentações refletem uma abordagem cautelosa, considerando que o Brasil ocupa a vice-liderança com 28 pontos, dez atrás da Argentina, e não corre riscos de desclassificação.
Altitude de El Alto impõe adaptações únicas à equipe brasileira
O Estádio Municipal de El Alto, segundo mais alto do mundo, transforma o confronto em um desafio fisiológico para o Brasil, onde Ancelotti planeja um jogo mais vertical para evitar o desgaste excessivo, priorizando contra-ataques rápidos em vez de pressão alta constante. A cidade boliviana, com sua localização elevada, já complicou visitas sul-americanas em edições anteriores das Eliminatórias, e o técnico italiano admitiu buscar conselhos de jogadores como Gabriel Magalhães, que enfrentou condições semelhantes na Europa. A delegação brasileira adotou protocolos de hidratação intensiva e chegada em cima da hora ao local, estratégia usada em viagens passadas para mitigar sintomas como falta de oxigênio e fadiga muscular.
Ancelotti, em coletiva de imprensa na Granja Comary, enfatizou que a altitude representa algo novo para ele pessoalmente, mas o Brasil acumula experiência em duelos semelhantes, com vitórias em La Paz no passado. A Bolívia, treinada por Antonio Carlos Zago, chega com 17 pontos na oitava posição, precisando de uma vitória e de um tropeço da Venezuela contra a Colômbia para sonhar com a repescagem intercontinental.
O retrospecto recente favorece o Brasil, que venceu os últimos cinco confrontos contra os bolivianos, incluindo um 5 a 1 na estreia das atuais Eliminatórias, mas o fator altitude equilibra as forças, como visto em empates históricos.
- Jogadores como Richarlison, com experiência em jogos europeus frios, adaptam-se bem a variações climáticas.
- A defesa, com Fabrício Bruno e Alexsandro, foca em bolas longas para explorar espaços.
- No meio, Andrey Santos e Lucas Paquetá trazem dinamismo para superar a lentidão causada pelo ar rarefeito.
- Luiz Henrique, do Zenit, pode ser peça-chave com sua velocidade nas alas.
Esses ajustes táticos visam preservar a invencibilidade de Ancelotti, com duas vitórias e um empate em seus primeiros jogos.
Jogadores de clubes brasileiros ganham destaque na escalação
Fabrício Bruno, zagueiro do Flamengo, surge como novidade na defesa ao lado de Alexsandro, do Palmeiras, formando uma dupla experiente em competições nacionais que Ancelotti testou nos treinos para garantir solidez contra os contra-ataques bolivianos. Esses atletas, acostumados ao calendário intenso do futebol brasileiro, representam a base que o treinador busca integrar ao elenco principal, especialmente com Marquinhos e Gabriel Magalhães poupados para evitar riscos na altitude. Samuel Lino, também rubro-negro, estreia como titular no ataque, substituindo opções mais desgastadas, e sua versatilidade como ponta pode explorar as fragilidades laterais da Bolívia.
Caio Henrique, lateral do Monaco, mantém a posição à esquerda, trazendo equilíbrio com subidas ao ataque, enquanto Vitinho, do Botafogo, assume a direita se Wesley não se recuperar totalmente do incômodo muscular sentido no treino de segunda-feira. Ancelotti elogiou a profundidade do elenco brasileiro, com nove novidades na convocação inicial, incluindo esses nomes de clubes locais, que ajudaram na vitória sobre o Chile com atuações sólidas.
A rotação permite avaliar cerca de 70 jogadores em potencial para a Copa de 2026, conforme revelado pelo italiano, priorizando aqueles que se adaptam a cenários adversos como o de El Alto.
No meio-campo, Andrey Santos, do Nottingham Forest, preenche a vaga de Casemiro, suspenso por acúmulo de cartões, e sua juventude contrasta com a maturidade de Paquetá, criando um setor criativo.
- Fabrício Bruno destaca-se por sua leitura de jogo em duelos aéreos.
- Alexsandro contribui com saídas de bola limpas sob pressão.
- Samuel Lino adiciona dribles curtos para desequilibrar defesas compactas.
- Vitinho oferece suporte ofensivo com cruzamentos precisos.
- Caio Henrique equilibra defesa e ataque com sua inteligência tática.
Essas escolhas reforçam o compromisso de Ancelotti em construir um time versátil.
Ataque reformulado busca eficiência em condições extremas
O setor ofensivo passa por uma reformulação total com Ancelotti, trocando o quarteto usado contra o Chile por um trio mais compacto, composto por Samuel Lino, Luiz Henrique e Richarlison, visando maior mobilidade na altitude onde o esforço físico é multiplicado. Richarlison, do Tottenham, centraliza as ações como referência, aproveitando sua força física em pivôs e finalizações de média distância, enquanto Luiz Henrique, atuando no Zenit, usa sua velocidade para explorar contra-ataques, uma tática que Ancelotti planeja implementar para poupar energia. Samuel Lino, em sua estreia absoluta, posiciona-se como ala esquerdo, trazendo imprevisibilidade com cortes para dentro e assistências.
Essa configuração difere da anterior, onde quatro atacantes pressionavam alto, mas agora o foco recai em transições rápidas para evitar o colapso físico comum em El Alto, como ocorreu em derrotas passadas do Brasil na Bolívia. Ancelotti testou variações nos treinos, incluindo Jean Lucas no meio para dar fluidez, mas optou pela formação com Paquetá para criatividade. A Bolívia, com Lampe no gol e atacantes como Miguelito, aposta em bolas paradas, forçando a defesa brasileira a manter concentração.
O histórico de gols brasileiros contra bolivianos é favorável, com 24 vitórias em 33 jogos, mas a altitude já causou empates frustrantes, como em 2009.
Richarlison, com sua experiência em ligas europeias, comentou internamente sobre a necessidade de hidratação constante, alinhando-se aos preparos da comissão técnica.
- Luiz Henrique acelera pelas pontas em contra-ataques velozes.
- Richarlison finaliza com precisão em espaços curtos.
- Samuel Lino cria jogadas com dribles e passes decisivos.
- A formação 4-3-3 permite compactação defensiva rápida.
- Paquetá conecta meio e ataque com visão de jogo apurada.
Meio-campo equilibrado sustenta a estrutura tática
Bruno Guimarães emerge como o pilar central no meio-campo, distribuindo bolas com sua visão panorâmica e recuperando posse em momentos críticos, enquanto Ancelotti integra Andrey Santos para cobrir a ausência de Casemiro, criando um equilíbrio entre juventude e experiência. Lucas Paquetá, do West Ham, assume responsabilidade criativa, testado como titular após bom desempenho nos treinos, com passes filtrados que alimentam o ataque reformulado. Essa tríade deve priorizar marcação compacta para neutralizar o meio boliviano, liderado por Villamil e Matheus, que exploram transições rápidas em casa.
Ancelotti, em observações durante as atividades, ajustou posicionamentos para que o setor não se estenda demais, evitando contra-ataques perigosos da Bolívia, que marcou em 60% de seus jogos em El Alto nas Eliminatórias. A convocação recente trouxe opções como Joelinton, mas o foco recai em Paquetá para ditar o ritmo, especialmente com o Brasil controlando 65% de posse média sob o italiano.
A estratégia inclui rotações no segundo tempo para manter o fôlego, com Andreas Pereira, recém-convocado no lugar de Kaio Jorge lesionado, como opção de banco.
O meio-campo brasileiro acumulou 12 assistências nos últimos jogos, mostrando evolução sob Ancelotti.
- Bruno Guimarães intercepta bolas com eficiência defensiva.
- Andrey Santos adiciona energia em duelos físicos.
- Lucas Paquetá gera chances com chutes de fora da área.
- A compactação evita espaços para infiltrações adversárias.
- Substituições planejadas preservam intensidade ao longo dos 90 minutos.
Defesa renovada prioriza solidez em terreno hostil
A linha defensiva ganha nova configuração com Fabrício Bruno e Alexsandro no centro, duo que Ancelotti elogiou por sua comunicação e posicionamento, essencial para conter os avanços bolivianos na altitude onde erros são punidos rapidamente. Alisson, no gol, permanece como âncora, com sua experiência em jogos de alta pressão garantindo segurança em saídas de bola. Vitinho e Caio Henrique nas laterais completam o quarteto, com o botafoguense testado após o problema de Wesley, focando em cruzamentos curtos para evitar exposição.
Essa montagem difere da usada contra o Chile, poupando Marquinhos e Gabriel Magalhães para descanso, e reflete a rotação ampla de Ancelotti, que visa avaliar 24 jogadores convocados nesta Data Fifa. A Bolívia, com 17 pontos, depende de sua defesa organizada para segurar o Brasil, mas vulnerabilidades em bolas aéreas foram exploradas em treinos brasileiros.
Ancelotti consultou seu filho Davide, técnico do Botafogo, sobre experiências em Quito, incorporando dicas para oxigenação.
A defesa brasileira manteve o zero no gol nos três jogos de Ancelotti, com média de 4 desarmes por partida.
- Fabrício Bruno cobre espaços com antecipações precisas.
- Alexsandro organiza a linha em zonas de marcação.
- Vitinho apoia o ataque sem negligenciar o retorno.
- Caio Henrique neutraliza pontas adversárias velozes.
- Alisson intervém em finalizações de longa distância.

