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Seleção brasileira: Vitinho do Botafogo vira titular contra Bolívia em El Alto com mudanças de Ancelotti

Vitinho
Vitinho - Foto: Instagram Vitinho - Foto: Instagram

Vitinho, lateral-direito do Botafogo, assume a titularidade na defesa da seleção brasileira para o confronto contra a Bolívia, nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, em El Alto, pela última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. O jogador substitui Wesley, da Roma, que sentiu um incômodo muscular durante o treino na Granja Comary, em Teresópolis, e fica no banco de reservas. O técnico Carlo Ancelotti promove nove alterações no time em relação à vitória por 3 a 0 sobre o Chile, na última quinta-feira, no Maracanã, visando testar novos nomes e adaptar a estratégia à altitude de 4.150 metros acima do nível do mar, que exige maior frescor físico dos atletas. A seleção, já classificada para o Mundial nos Estados Unidos, México e Canadá, ocupa o segundo lugar na tabela com 28 pontos e busca encerrar a campanha sem perder pontos, evitando a pior marca histórica em Eliminatórias.

O jogo, marcado para as 20h30 de Brasília, no Estádio Hernando Siles, terá transmissão ao vivo pela Globo, SporTV e ge.globo, com a Bolívia, em oitavo com 13 pontos, lutando pela repescagem contra a Venezuela. Ancelotti, em sua quarta partida no comando, enfatiza a importância de observar jogadores com menos minutos para construir o elenco futuro, considerando o fator altitude que reduz a capacidade pulmonar e aumenta o risco de fadiga. A delegação chegou a El Alto poucas horas antes da bola rolar, após se concentrar em Santa Cruz de la Sierra para minimizar os efeitos do oxigênio rarefeito, e o italiano confia na experiência de auxiliares e atletas que já enfrentaram condições semelhantes em jogos passados.

A escalação confirmada reflete a visão de Ancelotti de rodar o elenco, com apenas o goleiro Alisson e o volante Bruno Guimarães mantidos como titulares do duelo anterior. Vitinho, de 26 anos, estreia como titular pela amarelinha após ser convocado como substituto de Vanderson, do Monaco, lesionado na panturrilha. O lateral alvinegro, que atuou 42 jogos pelo Botafogo em 2025 com dois gols e duas assistências, ganha oportunidade para mostrar sua versatilidade defensiva e ofensiva, especialmente em uma posição que tem sido carente na seleção. A partida representa um marco para o jogador, que evoluiu de atacante para lateral-direito sob o comando de Davide Ancelotti, filho do técnico, no Botafogo, e agora enfrenta o desafio de atuar em um ambiente hostil, onde o Brasil tem apenas duas vitórias acima de 2.500 metros desde 2001.

  • Alisson no gol, capitão e único remanescente absoluto da linha anterior;
  • Vitinho na lateral direita, substituindo Wesley e trazendo solidez com 154 duelos ganhos no Brasileirão;
  • Fabrício Bruno e Alexsandro na zaga central, priorizando dupla experiente no futebol brasileiro e europeu;
  • Caio Henrique na esquerda, com Andrey Santos e Lucas Paquetá completando o meio ao lado de Bruno Guimarães;
  • Ataque com Luiz Henrique, Samuel Lino e Richarlison, formando trio veloz para explorar contra-ataques.

Essa formação em 4-3-3 busca equilíbrio entre defesa sólida e transições rápidas, adaptada ao cansaço imposto pela altitude.

Mudanças táticas para superar a altitude em El Alto

Carlo Ancelotti ajusta o esquema para o confronto em El Alto, priorizando jogadores com maior resistência aeróbica e reduzindo a intensidade de pressão alta vista contra o Chile. O técnico italiano, em sua primeira experiência com altitude desde o Mundial de Clubes de 1986 no México, consulta fisiatras e atletas veteranos para definir a rotação. A estratégia envolve mais posse de bola no meio-campo e menos corridas longas, já que o ar rarefeito diminui a oxigenação em até 30%, segundo estudos da FIFA sobre jogos em grandes altitudes. Ancelotti testou variações no treino de segunda-feira, incluindo Jean Lucas como opção no meio, mas optou por Paquetá para criatividade. A chegada tardia à Bolívia, com concentração em nível do mar até poucas horas do apito inicial, visa preservar a energia dos convocados.

O Brasil, invicto sob Ancelotti com três jogos e zero gols sofridos, usa esse duelo para avaliar respostas físicas em condições extremas. Vitinho, por exemplo, já atuou em Quito a 2.850 metros pela Libertadores com o Botafogo, marcando um gol contra a LDU, e traz dados positivos de recuperação rápida. A comissão técnica monitora hidratação e suplementação de oxigênio portátil no banco, prática comum em visitas andinas. Essa abordagem coletiva, com ênfase em passes curtos e posicionamento, difere da partida no Maracanã, onde a equipe pressionou com quatro atacantes.

Samuel Lino, do Flamengo, faz sua estreia absoluta pela seleção no ataque, ao lado de Luiz Henrique, do Zenit, que retorna após lesão. Richarlison, do Tottenham, centraliza o trio ofensivo, com histórico de 20 gols em 40 jogos pela amarelinha. Esses nomes surgem para testar combinações que possam evoluir até o Mundial, considerando o calendário apertado de clubes europeus.

Destaques dos novos titulares na formação de Ancelotti

Vitinho surge como peça-chave na lateral direita, com sua capacidade de corte de bola e avanço pelo flanco direito, acumulada em 83 interceptações pelo Botafogo nesta temporada. O jogador, convocado inicialmente por corte de Vanderson, treinou entre os titulares desde domingo e impressionou pela consistência em exercícios táticos. Andrey Santos, do Chelsea, assume a vaga de Casemiro, suspenso por cartão amarelo contra o Chile, e traz dinamismo com 73 desarmes em empréstimos recentes.

Fabrício Bruno, zagueiro do Flamengo, e Alexsandro, do Lille, formam a dupla defensiva, com o primeiro destacando-se por 199 ações defensivas no Brasileirão e o segundo por leitura de jogo na Ligue 1. Caio Henrique, do Monaco, fecha a linha de quatro, com experiência em jogos europeus de alta intensidade. No meio, Lucas Paquetá, do West Ham, ganha minutagem após entrar bem contra o Chile, com visão para lançamentos que podem explorar a velocidade de Samuel Lino.

Esses atletas representam uma mistura de futebol brasileiro e europeu, com média de idade de 25 anos no setor defensivo, alinhada à renovação promovida por Ancelotti desde sua chegada em julho.

  • Vitinho: 26 anos, Botafogo, 42 jogos em 2025, foco em duelos aéreos;
  • Andrey Santos: 20 anos, Chelsea, empréstimo recente ao Nottingham Forest, 154 ações defensivas;
  • Samuel Lino: 25 anos, Flamengo, estreia, 15 gols na temporada;
  • Luiz Henrique: 24 anos, Zenit, retorno após lesão, velocidade em contra-ataques;
  • Richarlison: 28 anos, Tottenham, 20 gols pela seleção, referência no ataque.

Preparação física e logística para o desafio andino

A comissão técnica da seleção adota medidas específicas para mitigar os efeitos da altitude, com sessões de crioterapia e análise de dados biométricos desde a concentração em Teresópolis. Ancelotti, que comandou o Real Madrid em vitórias europeias, adapta o plano com base em relatos de ex-jogadores como Ronaldinho Gaúcho, que brilhou em La Paz em 2007. A viagem inclui voo para Santa Cruz de la Sierra, a 416 metros, onde o grupo se recupera até o deslocamento final de 30 minutos para El Alto, evitando exposição prolongada ao hipóxia. Fisiatras monitoram saturação de oxigênio, visando manter acima de 85% durante o jogo.

Bruno Guimarães, único titular remanescente no meio, compartilha experiências de jogos na Premier League sob fadiga, ajudando na orientação coletiva. Alisson, no gol, assume a faixa de capitão pela terceira vez, com 55 jogos pela seleção e liderança em defesas cruciais. A ausência de Casemiro força maior responsabilidade no setor de contenção, com Andrey Santos escalado para roubar bolas e distribuir. Kaio Jorge, cortado por lesão no joelho, deu lugar a Andreas Pereira, do Fulham, que fica como opção no banco para meia-armador.

O histórico do Brasil em El Alto mostra empates recentes, como o 1 a 1 em 2020, mas vitórias em 1993 e 2009 com Neymar jovem. Ancelotti busca repetir a solidez defensiva, com zero gols sofridos em seus três jogos iniciais.

Jogadores bolivianos e motivação local no Hernando Siles

A Bolívia, treinada por Oscar Villegas, aposta em Marcelo Moreno Martins, de 37 anos, como artilheiro com 31 gols pela seleção, para liderar o ataque em casa. O estádio, com capacidade para 41 mil torcedores, fica lotado, criando pressão extra com cânticos e altitude favorável aos locais, que treinam regularmente acima de 3.600 metros. Jogadores como Miguelito, do América-MG, e Carmelo Algarañaz formam o trio ofensivo, com foco em bolas longas para explorar erros brasileiros.

Villegas promoveu testes na semana, escalando Lampe no gol, Haquín na zaga e Vaca Moreno no meio, visando contra-ataques rápidos. A equipe, com apenas uma vitória em 17 jogos das Eliminatórias, precisa de triunfo e tropeço venezuelano para repescagem. O Brasil, com 70% de posse média nos jogos de Ancelotti, planeja controlar o ritmo para neutralizar o ímpeto inicial boliviano.

Andreas Pereira, convocado às pressas, traz 12 gols pelo Fulham em 2025 e pode entrar para adicionar precisão em chutes de média distância. A rotação permite que Ancelotti observe 22 jogadores de linha nesta Data FIFA, construindo base para amistosos em outubro contra Coreia do Sul e Japão.

Estratégia ofensiva com trio renovado no ataque

O ataque brasileiro ganha frescor com Samuel Lino, que marcou 15 gols pelo Flamengo em 2025 e estreia com velocidade pelas pontas. Luiz Henrique, recuperado de lesão muscular, adiciona dribles e assistências, com seis na Liga Russa pelo Zenit. Richarlison, centralizado, pressiona zagueiros bolivianos com sua movimentação, registrando 10 gols pelo Tottenham na temporada. Ancelotti testa esse trio em 4-3-3 para explorar flancos, com Paquetá como armador atrás.

A transição defensiva-ofensiva depende de Bruno Guimarães, com 90% de passes certos na seleção, e Andrey Santos recuperando posse. Vitinho apoia pelo direito, com cruzamentos precisos vistos em 23 passes decisivos pelo Botafogo. A altitude favorece contra-ataques curtos, evitando esforços prolongados.

  • Samuel Lino: Estreia, 25 anos, Flamengo, foco em infiltrações;
  • Luiz Henrique: 24 anos, Zenit, 6 assistências, retorno importante;
  • Richarlison: 28 anos, Tottenham, liderança no pivô;
  • Paquetá: West Ham, criatividade com 8 gols na Premier League;
  • Bruno Guimarães: Newcastle, âncora com 85% desarmes.
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