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Brasil domina Japão e leva bronze em jogo eletrizante no Mundial de vôlei

Final do Campeonato Mundial de vôlei Brasil x Japão
Final do Campeonato Mundial de vôlei Brasil x Japão - Foto: Instagram Final do Campeonato Mundial de vôlei Brasil x Japão - Foto: Instagram

O Brasil conquistou a medalha de bronze no Mundial feminino de vôlei ao derrotar o Japão por 3 sets a 2, em um confronto eletrizante na manhã de 7 de setembro de 2025, em Bangkok, Tailândia. Com parciais de 25/12, 25/17, 19/25, 27/29 e 18/16, a seleção comandada por José Roberto Guimarães assegurou sua sexta medalha na história do torneio, consolidando sua tradição no voleibol mundial. A capitã Gabi Guimarães foi o grande destaque, anotando 35 pontos e liderando o time em momentos decisivos. A vitória veio após uma semifinal acirrada contra a Itália, que acabou avançando para a final contra a Turquia. O resultado reforça a consistência da equipe brasileira, que dominou os dois primeiros sets, enfrentou resistência japonesa, mas selou o triunfo no tie-break.

A partida marcou o encerramento da campanha brasileira no campeonato, que teve 32 seleções pela primeira vez, ampliando a competição. Gabi, eleita a melhor ponteira do torneio, foi peça-chave, enquanto o bloqueio brasileiro, liderado por Júlia Kudiess, também se destacou. A final, disputada no mesmo dia, coroou a Itália como campeã contra a Turquia.

  • Desempenho brasileiro: O Brasil venceu seis de seus sete jogos no torneio, com apenas uma derrota para a Itália na semifinal.
  • Histórico de medalhas: A seleção soma agora quatro pratas (1994, 2006, 2010, 2022) e dois bronzes (2014, 2025).
  • Destaque individual: Gabi Guimarães liderou a pontuação do jogo com 35 pontos, sendo 33 de ataque.

A conquista veio após uma campanha sólida, com o Brasil enfrentando adversários como a República Dominicana e a China nas fases anteriores, mostrando força coletiva e individual.

Domínio inicial e resistência japonesa

O jogo contra o Japão começou com o Brasil impondo seu ritmo. No primeiro set, a seleção verde-amarela aproveitou erros adversários e a precisão de Gabi no ataque para fechar em 25/12. A eficiência no saque e no bloqueio, com cinco pontos de Júlia Kudiess, foi crucial. No segundo set, a superioridade continuou, com Gabi novamente brilhando, marcando sete pontos, e o Brasil vencendo por 25/17. A equipe demonstrou consistência, explorando a defesa japonesa e mantendo a agressividade no ataque.

Porém, o Japão reagiu no terceiro set. Com a ponteira Yoshino Sato inspirada, marcando oito pontos, as japonesas abriram uma vantagem de até oito pontos e venceram por 25/19, reduzindo a diferença no placar. O quarto set foi o mais equilibrado, com o Brasil começando bem, mas sofrendo com instabilidades. O Japão, liderado por Yoshino e Mayu Ishikawa, virou o jogo e venceu por 29/27, forçando o tie-break.

No set decisivo, Gabi assumiu a responsabilidade, liderando o ataque com 13 pontos em contra-ataques e recepção impecável, sem erros no passe. O Brasil fechou o jogo em 18/16, garantindo o bronze em uma partida que exigiu superação.

Destaques individuais no confronto

A atuação brasileira foi marcada por performances individuais notáveis, com Gabi Guimarães se destacando como a maior pontuadora do campeonato. Sua versatilidade no ataque e na recepção foi essencial para a vitória. Além dela, outros nomes brilharam:

  • Gabi Guimarães: 35 pontos, com 33 de ataque, 1 bloqueio e 1 ace, além de 72% de recepções positivas.
  • Júlia Kudiess: Cinco bloqueios, consolidando a defesa brasileira.
  • Diana e Rosamaria: Três bloqueios cada, contribuindo para a solidez do fundamento.
  • Yoshino Sato (Japão): 34 pontos, sendo a principal arma ofensiva das japonesas.
  • Mayu Ishikawa (Japão): 23 pontos, complementando a força ofensiva adversária.

O Brasil se beneficiou de um jogo coletivo forte, com 52% de eficiência no ataque e uma defesa que gerou oportunidades de contra-ataque. A capacidade de se recuperar após a perda de dois sets foi um diferencial, mostrando resiliência em momentos críticos.

Trajetória brasileira no Mundial

A campanha do Brasil no Mundial de 2025 começou em 22 de agosto, com jogos em quatro cidades da Tailândia: Bangkok, Nakhon Ratchasima, Chiang Mai e Phuket. A competição, que passou a ser bienal e incluiu 32 seleções, trouxe desafios inéditos. O Brasil avançou com vitórias sólidas nas fases iniciais, incluindo um triunfo por 3 sets a 1 contra a China e uma vitória convincente contra a República Dominicana.

Na semifinal, a seleção enfrentou a Itália, atual campeã olímpica e da Liga das Nações. Apesar de um jogo disputado, decidido por apenas dois pontos no tie-break, o Brasil acabou superado. A derrota, no entanto, não abalou a determinação da equipe, que voltou focada para a disputa do terceiro lugar.

  • Fases iniciais: O Brasil venceu cinco jogos consecutivos, com destaque para a eficiência no bloqueio.
  • Semifinal: Derrota apertada para a Itália, em um jogo elogiado por Zé Roberto como “impressionante”.
  • Disputa pelo bronze: Vitória contra o Japão, com Gabi liderando a pontuação geral do torneio.

A campanha reforçou a posição do Brasil como uma das potências do voleibol feminino, mantendo-se entre as quatro melhores equipes do mundo.

Final entre Itália e Turquia

A final do Mundial, disputada às 9h30 de 7 de setembro, colocou a Itália contra a Turquia, em um confronto que prometia equilíbrio. A Itália, liderada por Paola Egonu e Alessia Orro, venceu por 3 sets a 2, com parciais de 25/23, 13/25, 26/24, 19/25 e 15/8, conquistando seu segundo título mundial, o primeiro desde 2002. A Turquia, que chegou à sua primeira final, teve Melissa Vargas como destaque, anotando 33 pontos.

O técnico italiano Julio Velasco fez história ao se tornar o primeiro treinador a vencer o Mundial no masculino e no feminino. A Itália, que não perdia desde junho de 2024, consolidou sua liderança no ranking mundial, seguida por Brasil e Turquia.

Histórico de medalhas do Brasil

O Brasil soma agora seis medalhas no Mundial feminino de vôlei, reforçando sua tradição. A seleção conquistou pratas em 1994, 2006, 2010 e 2022, além de bronzes em 2014 e 2025. Apesar de nunca ter vencido o torneio, a consistência em pódios demonstra a força do voleibol brasileiro.

  • 1994: Prata, em uma campanha histórica em casa.
  • 2006: Prata, com destaque para a geração de Fabiana e Sheilla.
  • 2010: Prata, consolidando o Brasil como potência.
  • 2014: Bronze, primeira medalha do tipo no torneio.
  • 2022: Prata, em um Mundial disputado na Polônia e Países Baixos.
  • 2025: Bronze, com Gabi como protagonista.

O Japão, por sua vez, segue sem medalhas desde 2010, apesar de sua história vitoriosa, com três ouros e sete pódios no total.

Próximos desafios da seleção

Com o Mundial feminino concluído, o foco da seleção brasileira se volta para a Liga das Nações de 2026, competição em que o Brasil busca seu primeiro título, após quatro vice-campeonatos (2019, 2021, 2022 e 2025). A equipe também se prepara para o ciclo olímpico rumo a Los Angeles 2028, onde tentará recuperar o ouro conquistado em 2008 e 2012.

O Mundial masculino, que começa em 12 de setembro nas Filipinas, será a próxima grande competição do voleibol brasileiro. A seleção de Bernardinho estreia contra a China no dia 14, buscando o tetracampeonato.

Legado de Gabi Guimarães

Gabi Guimarães, aos 31 anos, consolidou-se como uma das maiores jogadoras da história do voleibol brasileiro. Sua performance no Mundial, com 35 pontos contra o Japão e a liderança na pontuação geral do torneio, a colocou como referência mundial. Eleita a melhor ponteira, Gabi combinou técnica, liderança e versatilidade, sendo decisiva tanto no ataque quanto na recepção.

  • Liderança: Capitã da seleção, foi peça-chave em momentos de pressão.
  • Estatísticas: 72% de recepções positivas e 52% de eficiência no ataque contra o Japão.
  • Reconhecimento: Eleita a melhor ponteira do Mundial, reforçando seu status global.

A atuação de Gabi reforça o potencial da geração atual do Brasil, que mescla jovens talentos, como Júlia Kudiess, com atletas experientes, como Rosamaria.

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