Flamengo domina e Corinthians cai: veja o ranking das torcidas em 2025

Torcida do Flamengo

Torcida do Flamengo - Foto: Instagram

A paixão pelo futebol no Brasil ganhou um novo retrato com a pesquisa divulgada em 28 de julho de 2025 pelo jornal O Globo, em parceria com o instituto Ipsos-Ipec. O levantamento, realizado entre 5 e 9 de junho, entrevistou 2 mil brasileiros em 132 municípios, revelando mudanças significativas no ranking das maiores torcidas do país. O Flamengo segue como líder absoluto, enquanto Corinthians e São Paulo registraram quedas expressivas. Atlético-MG e Cruzeiro, empatados tecnicamente, mostram equilíbrio em Minas Gerais. A pesquisa também destacou o crescimento de torcedores que não se identificam com nenhum clube, apontando transformações no engajamento com o futebol. Esses dados, coletados com margem de erro de 2 pontos percentuais, oferecem uma visão detalhada do cenário atual das torcidas.

O estudo permitiu que cada entrevistado indicasse até dois clubes de preferência, ampliando a representatividade dos resultados. A estabilidade do Flamengo contrasta com a retração de outros gigantes, enquanto clubes regionais, como Bahia e Botafogo, mostram crescimento. A seguir, os principais destaques do levantamento:

  • Flamengo mantém a liderança com 21,2% das preferências.
  • Corinthians cai de 15,5% para 11,9%, maior recuo entre os grandes.
  • Palmeiras ultrapassa São Paulo, mas ambos estão tecnicamente empatados.
  • Atlético-MG e Cruzeiro dividem a mesma porcentagem, com 2,3%.
  • Bahia lidera o crescimento, com alta de 0,5 pontos percentuais.

Flamengo consolida liderança

O Flamengo continua reinando como o clube com a maior torcida do Brasil, com 21,2% das menções, mesmo após uma leve queda de 0,6 pontos em relação a 2022 (21,8%). A oscilação, dentro da margem de erro de 1,8%, não comprometeu sua posição dominante. O clube carioca ampliou a vantagem sobre o Corinthians, que agora está 9,3 pontos percentuais atrás, contra 6,3 pontos na pesquisa anterior. A força do Flamengo é sustentada por sua presença nacional, especialmente entre os mais jovens, e por uma gestão que combina conquistas em campo com forte apelo comercial. A torcida rubro-negra se destaca em todas as regiões do país, com maior concentração no Sudeste e no Nordeste.

O sucesso do Flamengo não se limita ao número de torcedores. Em 2024, o clube ultrapassou R$ 1,3 bilhão em receita, consolidando sua liderança financeira entre os clubes brasileiros. Essa solidez econômica, aliada a ídolos como Gabigol e uma história de títulos, mantém a torcida engajada. A pesquisa também apontou que o Flamengo é o clube mais citado entre as mulheres, com 19,7% das entrevistadas declarando preferência pelo rubro-negro.

Corinthians e São Paulo enfrentam quedas

O Corinthians registrou a maior queda entre os grandes clubes, passando de 15,5% em 2022 para 11,9% em 2025, uma redução de 3,6 pontos percentuais, superando o dobro de sua margem de erro (1,4%). Esse recuo reflete desafios recentes, como resultados instáveis em campo e crises internas, que podem ter afastado torcedores menos engajados. Apesar disso, o clube mantém a segunda maior torcida do país, com uma base fiel que ainda representa mais de 25 milhões de pessoas, segundo estimativas baseadas na população brasileira.

O São Paulo também viu sua torcida encolher, caindo de 8,2% para 6,4%, uma variação além da margem de erro de 1,1%. O clube, que ocupava a terceira posição em 2022, foi ultrapassado pelo Palmeiras, agora com 6,5%. A diferença de 0,1% entre os dois rivais paulistas indica um empate técnico, mas a trajetória descendente do São Paulo preocupa. Fatores como a falta de títulos recentes e a concorrência com clubes estrangeiros, especialmente entre os jovens, podem explicar a perda de espaço.

Palmeiras sobe e empate mineiro chama atenção

O Palmeiras, mesmo com uma leve queda de 7,4% para 6,5%, assumiu a terceira posição no ranking, superando o São Paulo numericamente. A estabilidade do clube alviverde, que registrou R$ 1,274 bilhão em receita em 2024, reflete uma gestão consistente e resultados competitivos. A torcida palmeirense, com cerca de 13,9 milhões de pessoas, mantém-se forte, especialmente no Sudeste. A pesquisa destacou que o Palmeiras é o terceiro clube mais citado entre as mulheres, atrás de Flamengo e Corinthians.

Em Minas Gerais, Atlético-MG e Cruzeiro aparecem empatados com 2,3% cada, um cenário que reforça a rivalidade equilibrada entre os clubes. Ambos estão tecnicamente empatados com Grêmio (3,0%), Vasco (3,4%) e Bahia (2,2%), dentro da margem de erro. O Atlético-MG registrou um crescimento de 0,2 pontos percentuais, impulsionado por investimentos em infraestrutura e resultados recentes, enquanto o Cruzeiro mantém sua base fiel, mesmo após anos de desafios administrativos.

Crescimento regional e desinteresse pelo futebol

O Bahia se destacou como o clube com maior crescimento, subindo de 1,7% para 2,2%, um aumento de 0,5 pontos percentuais. O Tricolor de Aço consolida sua posição como a maior torcida do Nordeste, beneficiado por uma gestão moderna sob o grupo City e pela identificação cultural com a região. O Botafogo, atual campeão brasileiro, também cresceu, passando de 1,3% para 1,5%, atraindo novos torcedores, especialmente no Rio de Janeiro.

Um dado intrigante da pesquisa é o aumento de brasileiros que não torcem para nenhum clube, um grupo que cresceu significativamente desde 2022. Esse fenômeno, apelidado de “nenhum time”, reflete um possível desapego ao futebol tradicional, especialmente entre os mais jovens e torcedores ocasionais. Fatores como a popularidade de clubes estrangeiros, a influência de jogos eletrônicos e a desilusão com gestões problemáticas de clubes brasileiros podem contribuir para essa tendência.

Os clubes regionais, como Bahia, Atlético-MG e Botafogo, mostram que o futebol brasileiro está mais diversificado:

  • Bahia lidera no Nordeste, com forte apelo cultural.
  • Atlético-MG investe em arenas e projetos sociais.
  • Botafogo atrai jovens com títulos recentes.
  • Cruzeiro mantém base fiel, apesar de desafios.
  • Grêmio e Vasco disputam espaço no meio da tabela.

Perfil do torcedor brasileiro

A pesquisa também analisou o perfil dos torcedores, destacando diferenças regionais e demográficas. Jovens, pretos, pardos e nordestinos lideram o ranking de paixão clubística, com notas altas (9 ou 10) em fanatismo. Mulheres e pessoas mais velhas, por outro lado, tendem a ser torcedores menos engajados. O levantamento revelou que 33,3% dos entrevistados deram notas 9 ou 10 para seu grau de paixão pelo clube, contra 26,7% que atribuíram notas de 0 a 4.

Entre as mulheres, o Flamengo lidera com 19,7%, seguido por Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Grêmio. Curiosamente, o Vasco, quinto no ranking geral, aparece em sexto entre as mulheres, com 2,1%. A pesquisa também apontou que 42,7% das mulheres entrevistadas não torcem para nenhum clube, um número maior que o registrado entre os homens.

Impacto cultural e econômico

O futebol brasileiro vai além das arquibancadas, influenciando a economia e a cultura. Clubes como Flamengo, Palmeiras e Corinthians movimentam bilhões em receitas, com investimentos em estádios modernos e estratégias de marketing. O Flamengo, por exemplo, utiliza sua história de conquistas e ídolos para manter a conexão com os torcedores. O Corinthians aposta na narrativa de superação, enquanto clubes regionais, como Bahia e Atlético-MG, investem em projetos sociais para ampliar suas bases.

A pesquisa também reflete a competitividade do futebol brasileiro em 2025. O Flamengo lidera a Série A com 24 pontos em 11 jogos, seguido por Cruzeiro e Palmeiras. O Corinthians, apesar da queda na torcida, segue no G-10, com 16 pontos. A força das torcidas regionais, como Bahia e Botafogo, indica um cenário mais equilibrado fora do eixo Rio-São Paulo.

Os clubes mais bem posicionados financeiramente:

  • Flamengo: R$ 1,3 bilhão em receita em 2024.
  • Palmeiras: R$ 1,274 bilhão, com gestão sólida.
  • Corinthians: R$ 1,115 bilhão, apesar de desafios.
  • São Paulo: R$ 731,9 milhões, em crescimento.
  • Atlético-MG: R$ 657 milhões, com investimentos.

Tendências e desafios para os clubes

A retração nas torcidas dos grandes clubes, aliada ao crescimento do grupo “nenhum time”, levanta questões sobre o futuro do engajamento com o futebol. A popularidade de clubes estrangeiros, como Barcelona e Real Madrid, entre os mais jovens, pode estar influenciando a queda de torcedores de equipes brasileiras. Além disso, a ascensão de jogos eletrônicos e plataformas de streaming compete pelo tempo e atenção do público.

Clubes como Bahia e Botafogo mostram que investir em identidade regional e conquistas recentes pode atrair novos torcedores. O Atlético-MG, por exemplo, combina resultados em campo com projetos sociais, enquanto o Cruzeiro aposta na recuperação de sua imagem após anos de crise. A pesquisa sugere que os clubes precisam se adaptar a um público mais exigente, que valoriza gestões transparentes e experiências modernas, como estádios confortáveis e engajamento digital.

Os desafios para manter torcidas engajadas:

  • Concorrência com clubes internacionais.
  • Desinteresse entre os mais jovens.
  • Necessidade de gestões mais profissionais.
  • Investimento em experiências para torcedores.
  • Aproveitar o potencial das redes sociais.
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