Vídeo captura suspeito fugindo de telhado após atirar em Charlie Kirk na Universidade Utah Valley, em Orem, Utah, nos Estados Unidos, durante um evento ao ar livre na quarta-feira, 10 de setembro de 2025. O ativista conservador de 31 anos, fundador da Turning Point USA e aliado próximo do presidente Donald Trump, foi atingido por um único disparo no pescoço enquanto discursava para uma multidão de estudantes, em uma sessão conhecida como “Me prove que estou errado”. O atirador, descrito como um homem de aparente idade universitária vestindo roupas escuras, incluindo camiseta preta com bandeira americana e óculos escuros, posicionou-se em um telhado próximo, a cerca de 90 a 180 metros de distância, e fugiu imediatamente após o tiro, saltando para o solo e correndo para uma área residencial adjacente. A motivação permanece desconhecida, mas o incidente ocorre em meio a tensões políticas crescentes nos campi universitários americanos, onde eventos de Kirk frequentemente geram controvérsias. Autoridades federais e locais, incluindo o FBI, mobilizaram uma força-tarefa para capturá-lo, com o governador de Utah, Spencer Cox, destacando a colaboração pública como essencial para o avanço das investigações.
O evento na Universidade Utah Valley marcava o início de uma turnê nacional planejada pela Turning Point USA, com 15 paradas em instituições de ensino para debater temas conservadores. Kirk, sentado em uma tenda sob céu aberto, respondia a perguntas da plateia quando o disparo ecoou por volta do meio-dia, causando pânico imediato entre os presentes. Testemunhas relataram correria em massa, com estudantes se protegendo atrás de estruturas próximas enquanto seguranças particulares retiravam o ativista ferido para um hospital local. Apesar de uma cirurgia de emergência, Kirk não resistiu aos ferimentos e faleceu horas depois, conforme confirmado pelo presidente Trump em uma postagem em rede social.
Autoridades agiram rapidamente, detendo inicialmente duas pessoas próximas ao local, mas liberando-as após interrogatórios preliminares. O foco das buscas concentrou-se em evidências forenses, como pegadas de calçados Converse e marcas de antebraço deixadas no telhado do prédio Losee Center, de onde o tiro partiu. O governador Cox enfatizou em coletiva de imprensa que o crime configura um assassinato político, prometendo a aplicação da pena de morte ao responsável. Mais de 200 depoimentos foram coletados, e o FBI registrou um volume recorde de pistas, superando 7 mil em menos de 48 horas, o maior desde o atentado à Maratona de Boston em 2013.
A Universidade Utah Valley, uma instituição pública em Orem com cerca de 40 mil alunos, manteve o compromisso com a liberdade de expressão ao autorizar o evento, apesar de uma petição online que reuniu quase mil assinaturas pedindo a proibição da visita de Kirk. O campus foi evacuado e permanece fechado até segunda-feira, 15 de setembro, para permitir buscas exaustivas. Imagens de câmeras de segurança auxiliaram na reconstrução da rota de fuga do suspeito, que se misturou ao ambiente estudantil antes do ataque.
Detalhes da fuga capturados em vídeo
As autoridades divulgaram na quinta-feira, 11 de setembro, um vídeo crucial que mostra o suspeito correndo pelo telhado do edifício acadêmico momentos após o disparo. A gravação, com timestamp de 12h23 do dia anterior, registra o homem escalando a borda do prédio e pulando para o gramado abaixo, antes de atravessar uma rua e se dirigir a uma mata próxima. Essa sequência permitiu a localização de itens abandonados, incluindo o fuzil utilizado no crime.
O comissário do Departamento de Segurança Pública de Utah, Beau Mason, descreveu o suspeito como alguém que se camuflou facilmente entre os estudantes, vestindo itens comuns como mochila e tênis esportivos. A análise forense identificou impressões digitais parciais e traços de DNA potencial em superfícies tocadas durante a fuga. Equipes de busca varreram bairros residenciais vizinhos, onde câmeras de residências capturaram movimentos adicionais do indivíduo.
Investigadores destacaram a precisão do tiro, disparado de uma posição elevada que demandava habilidade com armas de longo alcance. O vídeo reforça a narrativa de um ataque planejado, com o atirador acessando o telhado via escadarias internas desprotegidas. Autoridades alertaram para a possibilidade de o suspeito ainda portar itens perigosos, ampliando o perímetro de buscas para além de Orem.
- O suspeito chegou ao campus às 11h52, subindo diretamente para o telhado sem alertar seguranças.
- Após o salto, ele cobriu cerca de 200 metros até a mata, onde descartou a arma embrulhada em um pano.
- Câmeras residenciais registraram o homem em quintais próximos, possivelmente alterando a aparência.
- O FBI oferece recompensa de 100 mil dólares por informações que levem à identificação definitiva.
- Análises balísticas confirmam que o fuzil é um Mauser .30-06 importado, comum em caça e tiro de precisão.
ASESINATO DE CHARLIE KIRK: ASÍ ESCAPÓ EL TIRADOR
— Clarín (@clarincom) September 12, 2025
El video muestra al asesino del activista conservador Charlie Kirk saltando desde un techo en la Universidad de Utah luego de realizar el disparo. El FBI dijo que recogieron evidencias en el techo, incluidas impresiones de… pic.twitter.com/tgEmn5vMaI
Arma e evidências forenses reveladas
Investigadores localizaram o fuzil de alta potência em uma área arborizada a poucos metros do campus, envolto em um tecido para evitar impressões digitais. A arma, um modelo antigo de ferrolho, continha cartuchos não deflagrados e uma cápsula ainda no carregador, indicando preparação meticulosa. Peritos balísticos ligaram o projétil extraído do corpo de Kirk diretamente ao cano da peça recuperada.
A cena do crime no telhado do Losee Center revelou marcas de calçado que correspondem a tênis Converse, além de uma impressão de palma e antebraço em corrimões. Laboratórios federais processam amostras de suor e fibras têxteis coletadas, enquanto drones sobrevoam regiões periféricas em busca de vestígios adicionais. O diretor do FBI, Kash Patel, viajou a Utah para supervisionar as operações, coordenando com agências locais.
O incidente expõe vulnerabilidades em protocolos de segurança para eventos em campi abertos, onde edifícios adjacentes facilitam acessos não autorizados. Autoridades revisam gravações de múltiplas ângulos para mapear a trajetória exata do suspeito desde a chegada até a evasão. Especialistas em criminalística estimam que o processamento completo das evidências pode levar dias, mas pistas públicas aceleram o ritmo.
📸 FBI divulga fotos do suspeito de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk. pic.twitter.com/48L5xDzSNn
— République (@republiqueBRA) September 11, 2025
Perfil e legado do ativista conservador
Charlie Kirk emergiu como uma voz proeminente no conservadorismo americano ainda no ensino médio, inspirado por radialistas como Rush Limbaugh. Aos 18 anos, após ser rejeitado pela Academia Militar de West Point, ele fundou a Turning Point USA, uma organização sem fins lucrativos que se espalhou por mais de 3.500 escolas e universidades nos 50 estados. O grupo foca em promover valores como livre mercado, direitos de armas e princípios cristãos, alinhados ao movimento Make America Great Again.
Kirk ganhou projeção nacional em 2016 ao apoiar a campanha de Trump, atuando como assessor de Donald Trump Jr. e integrando o círculo familiar republicano. Seus eventos em campi atraíam multidões polarizadas, com debates que viralizavam online. Ele autorou livros como “Campus Battlefield” e “The MAGA Doctrine”, criticando o que chamava de doutrinação esquerdista nas instituições de ensino. Seu podcast, The Charlie Kirk Show, alcançava milhões semanalmente, e suas redes sociais somavam mais de 14 milhões de seguidores.
Durante a pandemia de Covid-19, Kirk enfrentou suspensão temporária no antigo Twitter por disseminar informações contestadas sobre a doença. Em 2020, questionou publicamente o resultado das eleições presidenciais. Sua influência se estendia a mobilizações contra o que descrevia como “marxismo cultural” em salas de aula, incentivando denúncias de professores por supostas agendas ideológicas. A Turning Point USA continua ativa, com eventos memorial em planejamento para homenagear seu fundador.
Reações iniciais de autoridades e público
O presidente Donald Trump confirmou a morte de Kirk em uma postagem rápida, descrevendo-o como um “guerreiro pela América” e ordenando bandeiras a meio mastro em prédios federais até 14 de setembro. Em vídeo do Salão Oval, Trump culpou retóricas divisivas por incidentes como esse, listando ataques recentes contra conservadores. Ele anunciou a concessão póstuma da Medalha Presidencial da Liberdade a Kirk.
O governador Spencer Cox, em pronunciamento conjunto com o FBI, criticou a disseminação de desinformação nas redes sociais, que complicava as investigações. Mais de 200 testemunhas prestaram depoimentos, incluindo estudantes que filmaram o caos imediato. A universidade criou um fundo de apoio a vítimas de violência política em homenagem ao ativista, enquanto propostas para renomear instalações locais ganham tração.
Figuras republicanas, como o senador Mike Lee de Utah, monitoram o caso de perto, pedindo orações e reforço em segurança para eventos políticos. A petição contra a visita de Kirk reflete divisões no campus, mas administradores defenderam a Primeira Emenda como base para a realização. O incidente soma-se a mais de 300 casos de violência política documentados desde 2021, segundo agências de notícias.
- Trump planeja comparecer ao funeral em Arizona, a ser realizado em data a definir.
- Turning Point USA cancelou a turnê restante, priorizando suporte a familiares.
- Polícia de Orem aumentou patrulhas em bairros próximos ao campus.
- Especialistas em segurança recomendam inspeções de telhados em eventos futuros.
- Depoimentos descrevem pânico com gritos e correria por cerca de 10 minutos.
Buscas intensificadas e pistas acumuladas
A força-tarefa federal e estadual expandiu operações para subúrbios de Orem e áreas rurais adjacentes, utilizando cães farejadores e tecnologia de reconhecimento facial em vídeos de tráfego. O volume de 7 mil pistas inclui relatos de avistamentos em rodovias interestaduais, embora autoridades não confirmem se o suspeito deixou Utah. Drones e helicópteros auxiliam na varredura de matas onde a arma foi encontrada.
Peritos processam cartuchos recuperados, confirmando que o Mauser .30-06 é típico de atiradores treinados. A ausência de manifesto ou reivindicação online sugere um ato isolado, mas analistas monitoram fóruns extremistas. O FBI apela por mais imagens de celulares, enfatizando que detalhes como a mochila preta do suspeito podem ser decisivos.
A comunidade universitária relata trauma coletivo, com aconselhamento psicológico oferecido a participantes do evento. Autoridades alertam contra especulações que atrapalhem o trabalho investigativo, priorizando fatos concretos.