A Honda surpreendeu o mercado ao anunciar, em Tóquio, a WN7, sua primeira motocicleta elétrica de alta performance, voltada exclusivamente para a Europa. Revelada em 16 de setembro de 2025, a naked elétrica marca a entrada da fabricante japonesa no segmento de motos elétricas de grande porte, alinhando-se à sua meta de neutralidade de carbono até 2050. Com produção prevista para começar no final de 2025 e entregas a partir de 2026, a WN7 promete combinar sustentabilidade com a emoção de pilotar, mantendo o DNA de qualidade da marca. O modelo, que evoluiu do conceito EV Fun apresentado na EICMA 2024, já desperta interesse por suas especificações robustas e design futurista.
A motocicleta foi projetada para oferecer uma experiência de condução silenciosa, suave e sem emissões, mas com desempenho que rivaliza com motos de combustão interna. A WN7 é equipada com uma bateria fixa de íons de lítio, que garante autonomia superior a 130 km, ideal para deslocamentos urbanos e passeios de fim de semana. Além disso, a compatibilidade com carregamento rápido CCS2 permite recarregar de 20% a 80% em apenas 30 minutos, enquanto uma carga completa em casa, com um carregador de 6 kVA, leva menos de 3 horas. O modelo estará disponível em duas versões de potência: 18 kW (24,5 cv) para licença A2 e 11 kW (15 cv) para licença A1, ampliando o acesso a diferentes públicos.
- Principais características anunciadas:
- Autonomia de mais de 130 km por carga.
- Motor elétrico refrigerado a água com torque de 100 Nm.
- Carregamento rápido CCS2 (20% a 80% em 30 minutos).
- Design naked com estética futurista e iluminação LED.
- Tela TFT de 5 polegadas com conectividade RoadSync.
Design inovador e tecnologia de ponta
A WN7 mantém o visual elegante e minimalista do conceito EV Fun, com linhas que destacam sua identidade elétrica. O chassi leve, com peso total de 217 kg, foi projetado para oferecer equilíbrio e estabilidade, características tradicionais das motos Honda. A motocicleta conta com suspensão dianteira invertida Showa SFF-BP e freios Nissin com pinças radiais, garantindo precisão em curvas e frenagens. A transmissão por correia, ideal para motores elétricos, reduz a manutenção e aumenta a eficiência.

A tecnologia embarcada é outro destaque. A tela TFT de 5 polegadas oferece integração com o sistema Honda RoadSync, permitindo acesso a navegação, notificações e chamadas diretamente no painel. A iluminação full-LED reforça a modernidade, enquanto o compartimento de armazenamento de 20 litros sob o assento adiciona praticidade para o uso diário. Disponível em três cores — preto brilhante com detalhes em cobre, preto fosco e cinza —, a WN7 combina sofisticação com funcionalidade.
O nome WN7 reflete sua essência: “W” vem do conceito “Be the Wind” (ser o vento), “N” indica o estilo naked, e “7” refere-se à classe de potência. A moto foi testada extensivamente em estradas europeias para garantir uma experiência de pilotagem única, distinta das motos a combustão, mas com a mesma emoção que os fãs da Honda esperam.
Desempenho que desafia expectativas
A WN7 impressiona ao entregar desempenho comparável a motos de 600cc em potência e 1000cc em torque. O motor elétrico de 18 kW (24,5 cv) produz 100 Nm de torque, oferecendo aceleração instantânea e resposta ágil, características típicas de veículos elétricos. Apesar de alguns questionarem a equivalência com motos de 600cc, já que a potência bruta é semelhante a modelos de 250cc, o torque elevado coloca a WN7 em um patamar superior, especialmente em arrancadas e retomadas.
A versão de 11 kW, voltada para pilotos com licença A1, mantém o mesmo design e tecnologia, mas com potência reduzida para atender às restrições de licenciamento europeu. A Honda também incorporou um sistema de emissão de som para alertar pedestres, atendendo às normas de segurança para veículos elétricos. Com peso de 217 kg, a WN7 é considerada leve para uma moto elétrica, o que facilita a condução em ambientes urbanos e rodovias.
- Vantagens do desempenho elétrico:
- Torque instantâneo para acelerações rápidas.
- Peso reduzido para maior agilidade.
- Manutenção simplificada com transmissão por correia.
- Operação silenciosa para maior conforto.
Preço e disponibilidade no mercado europeu
A Honda fixou o preço da WN7 em £12.999 (cerca de €15.200 ou R$95.000, considerando cotações de setembro de 2025) no Reino Unido, posicionando-a como uma opção de médio porte no segmento elétrico. Clientes que realizarem a pré-encomenda até 4 de novembro de 2025 receberão uma bolsa de assento como brinde. A produção será iniciada na fábrica da Honda em Atessa, na Itália, com as primeiras unidades chegando às concessionárias no início de 2026.
O preço, no entanto, gerou debates. Alguns consideram a WN7 cara frente a concorrentes como a Kawasaki Ninja elétrica, que oferece especificações semelhantes por valores mais acessíveis. Por outro lado, a reputação da Honda por qualidade e confiabilidade pode justificar o investimento para muitos compradores. Incentivos fiscais para veículos elétricos em diversos países europeus também podem tornar a WN7 mais atrativa.
Estratégia de eletrificação da Honda
A WN7 é apenas o primeiro passo da Honda em sua ambiciosa estratégia de eletrificação. A empresa planeja expandir sua linha de motos elétricas, abrangendo desde modelos urbanos até opções de alta performance, como parte do compromisso de neutralidade de carbono até 2040 para suas motocicletas. O lançamento da WN7 marca 2024 como o ano inicial da expansão global de motos elétricas da marca, com foco inicial na Europa devido às rígidas normas de emissões do continente.
A escolha de uma naked elétrica para o segmento “Fun” reflete a intenção da Honda de atrair pilotos que buscam emoção sem abrir mão da sustentabilidade. A empresa investiu mais de 75 anos de expertise em motocicletas para desenvolver a WN7, garantindo que ela ofereça a mesma confiabilidade e prazer de pilotagem que consagraram modelos como a CB1000R. Testes rigorosos em estradas europeias asseguram que a moto atende às expectativas de diferentes perfis de pilotos.
- Pilares da estratégia de eletrificação:
- Lançamento de modelos variados, de commuters a esportivas.
- Foco em tecnologias de carregamento rápido e eficiente.
- Expansão global a partir de 2024.
- Compromisso com a neutralidade de carbono até 2040.
Expectativas para a EICMA 2025
A apresentação completa da WN7 está marcada para 4 de novembro de 2025, na EICMA, em Milão, onde a Honda revelará todos os detalhes técnicos, incluindo capacidade exata da bateria e velocidade máxima. A expectativa é que o evento traga mais informações sobre acessórios, opções de personalização e possíveis expansões para outros mercados. A EICMA também será uma oportunidade para a Honda demonstrar como a WN7 se posiciona frente a concorrentes como Zero Motorcycles e Super Soco.
A WN7 já desperta curiosidade entre entusiastas e críticos. Enquanto alguns elogiam a iniciativa da Honda em entrar no mercado elétrico com um modelo robusto, outros apontam que a autonomia de 130 km pode ser limitante para viagens longas, especialmente em condições climáticas adversas. A marca, no entanto, aposta na combinação de tecnologia, design e desempenho para conquistar o público europeu.
Recepção inicial e desafios no mercado
A comunidade motociclista reagiu com entusiasmo à chegada da WN7, mas com algumas ressalvas. Fóruns e redes sociais destacam a conectividade avançada e o design como pontos fortes, mas o preço de £12.999 é visto como um obstáculo em um segmento competitivo. A compatibilidade com carregamento CCS2 é um diferencial, especialmente frente a modelos como a Zero, que carecem dessa funcionalidade.
A Honda enfrentará o desafio de convencer pilotos tradicionais, acostumados com motores a combustão, a adotarem a tecnologia elétrica. A WN7, com sua proposta de unir sustentabilidade e diversão, pode atrair tanto jovens pilotos urbanos quanto entusiastas em busca de novidades. A marca aposta na sua reputação e na infraestrutura de carregamento europeia para consolidar a moto no mercado.
- Pontos de destaque na recepção:
- Design futurista elogiado por sua estética única.
- Conectividade RoadSync vista como inovação prática.
- Preço considerado elevado por parte do público.
- Autonomia suficiente para uso urbano, mas limitada para longas distâncias.