A Nissan anunciou o lançamento da terceira geração do LEAF nesta quarta-feira, em Yokohama, no Japão. O modelo elétrico chega como SUV compacto aos Estados Unidos no outono de 2025, com foco em maior alcance e custos acessíveis. Equipado com bateria de 75 kWh, o veículo oferece até 487 km de autonomia, um avanço de 34% em relação à versão anterior. A iniciativa visa reforçar a posição da marca no segmento de elétricos de entrada.
O design evolui para uma carroceria mais alta, facilitando o acesso e ampliando o espaço interno. A montadora manteve o preço inicial em US$ 29.990 para a versão S+, equivalente a cerca de R$ 165 mil em conversão direta. Essa estratégia responde à demanda por opções econômicas em um mercado competitivo.
Avanços na propulsão e eficiência energética
O sistema de propulsão 3 em 1 integra motor, inversor e redutor em uma unidade compacta. Essa configuração reduz o peso total e eleva a eficiência em até 10% nos testes internos da Nissan.
O motor elétrico de 214 cavalos e torque de 354 Nm proporciona aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 7 segundos. A refrigeração líquida da bateria garante desempenho estável em variações climáticas, prolongando a vida útil para além de 160 mil km.
- Compatibilidade com padrões J1772 e NACS para recarga em redes públicas.
- Função Plug & Charge ativa o abastecimento automático sem autenticação manual.
- Regeneração de freios ajustável via paddles no volante para otimizar o alcance.

Opções de versões e capacidades de carga
A linha inicia com a S, de entrada, com motor de 174 cv e bateria de 52 kWh. Essa configuração prioriza o uso urbano com autonomia de 320 km e preço não divulgado ainda.
A S+ eleva o desempenho com a bateria maior e 487 km de alcance. Inclui rodas de 17 polegadas e tela central de 12,3 polegadas para navegação integrada.
A SV+ adiciona itens de conforto, como bancos aquecidos e sistema de som premium. Já a Platinum+ oferece teto solar e assistente ProPILOT Assist para condução semi-autônoma em rodovias.
O carregamento rápido atinge 150 kW, recuperando 10% a 80% em 35 minutos. A plataforma CMF-EV suporta atualizações over-the-air para melhorias contínuas no software.
Reconhecimento por inovação técnica
O LEAF 2026 integrou a lista dos 10 Melhores Motores e Sistemas de Propulsão de 2025 da WardsAuto. O prêmio destaca a combinação de potência, eficiência e integração tecnológica.
Essa conquista repete o feito da primeira geração em 2010, quando o modelo pioneiro estabeleceu padrões para elétricos acessíveis. Analistas apontam o avanço na aerodinâmica, com coeficiente de arrasto de 0,26, como fator chave para o alcance ampliado.
A bateria de íons de lítio usa materiais recicláveis em 20% da composição. Testes da EPA confirmam 131 MPGe em ciclo urbano, superior à média do segmento.
Concorrência no segmento de elétricos compactos
Rivais como Tesla Model 3 e Hyundai Kona oferecem redes de recarga mais extensas nos EUA. A Nissan compensa com parcerias, incluindo acesso a mais de 15 mil Superchargers via NACS.
Ford Mustang Mach-E domina em vendas, mas o LEAF se destaca pelo preço 15% inferior na faixa de entrada. A montadora planeja expansão para mercados europeus em 2026, adaptando normas locais de emissões.
- Tesla: Autonomia de 500 km, mas preço inicial 20% maior.
- Hyundai: Recarga de 350 kW, contra 150 kW do LEAF.
- Ford: Foco em tração integral, ausente no modelo Nissan.
Recursos de segurança e conectividade integrados
O pacote Nissan Safety Shield 360 vem de série em todas as versões. Inclui frenagem automática de emergência e monitoramento de ponto cego para prevenção de colisões laterais.
A detecção de colisão secundária aplica freios após impacto inicial, reduzindo riscos em 25% segundo simulações. Câmeras 360 graus auxiliam em manobras urbanas apertadas.
Conectividade abrange Apple CarPlay e Android Auto sem fio, além de Alexa integrada para comandos de voz. O app MyNISSAN monitora o status da bateria em tempo real via smartphone.
Esses elementos elevam o LEAF a um patamar de utilidade diária, com garantia de oito anos ou 160 mil km para a bateria. A produção inicia em outubro nas fábricas americanas, atendendo à demanda inicial projetada em 50 mil unidades anuais.