O governo brasileiro confirmou que o horário de verão não será implementado em 2025, mantendo a suspensão iniciada em 2019. A decisão, anunciada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), reflete mudanças nos padrões de consumo de energia no país. O programa, que adiantava os relógios em uma hora para aproveitar a luz natural, perdeu eficácia devido ao aumento do uso de ar-condicionado nas tardes quentes. A medida, antes adotada em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, não será retomada.
A suspensão considera que o pico de consumo energético ocorre agora entre 14h e 17h, período impulsionado por aparelhos de refrigeração. O MME destaca que o verão de 2024/2025 registrou temperaturas recordes, agravadas pelas mudanças climáticas, o que alterou os hábitos dos brasileiros. Dados recentes mostram que o programa não gera mais economia significativa de energia.
- Estados afetados anteriormente: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
- Período histórico: de novembro a fevereiro, com início no primeiro domingo de novembro e término no terceiro domingo de fevereiro.
Motivos da suspensão
O horário de verão foi descontinuado porque não atende mais às necessidades energéticas atuais. O MME aponta que a economia de energia no horário de pico (18h às 21h) diminuiu com o tempo.
A decisão também considera estudos técnicos que mostram menor impacto na redução do consumo. O aumento da demanda por refrigeração nas tardes quentes tornou a medida obsoleta.
Impactos climáticos no consumo
O verão de 2024/2025 foi o mais quente desde 1961, segundo o MME. As ondas de calor elevaram o uso de ar-condicionado, alterando o perfil de consumo energético.
Esse cenário é agravado pelas mudanças climáticas, que intensificam as temperaturas. O governo avalia que o horário de verão não reduz a sobrecarga nas linhas de transmissão.
O foco agora é investir em fontes renováveis e eficiência energética. Novas políticas públicas estão sendo estudadas para enfrentar os desafios climáticos.

Como funcionava o programa
O horário de verão visava reduzir o consumo entre 18h e 21h, período de maior demanda. Os relógios eram adiantados em uma hora, aproveitando a luz natural do verão.
A medida abrangia 11 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal. O programa vigorava por cerca de quatro meses, de novembro a fevereiro.
O “achatamento” da curva de consumo aliviava a rede elétrica. No entanto, mudanças nos hábitos tornaram o impacto mínimo.
Histórico da medida
O horário de verão foi instituído no Brasil em 1931, com interrupções em alguns anos. Até 2019, era aplicado regularmente em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A suspensão definitiva veio após análises que indicaram baixa economia de energia.
Alternativas em estudo
O governo estuda medidas para otimizar o consumo energético. Entre as propostas, estão incentivos a fontes renováveis, como solar e eólica, e programas de eficiência energética.
O que esperar para o futuro
A decisão de não retomar o horário de verão reflete a adaptação às novas realidades climáticas e energéticas. O MME monitora os padrões de consumo para propor soluções sustentáveis.