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Werdum propõe duelo de boxe entre Dida e Popó após confusão no Spaten Fight Night

Popó
Popó - Foto: @popofreitas Popó - Foto: @popofreitas

Uma briga generalizada encerrou o duelo entre Wanderlei Silva e Acelino “Popó” Freitas no Spaten Fight Night, realizado em São Paulo no dia 27 de setembro de 2025. O evento, transmitido pela TV Globo e Combate, viu Popó declarar vitória por desclassificação de Wanderlei a 1 minuto e 34 segundos do quarto round, devido a golpes ilegais. A confusão eclodiu logo após o anúncio do árbitro, envolvendo membros das equipes dos lutadores e resultando em agressões mútuas no ringue.

André Dida, técnico de Wanderlei e líder da equipe Brazilian TKO, acertou um soco em Popó durante o tumulto, o que fez o protetor bucal do boxeador voar. Wanderlei, de 49 anos, sofreu um nocaute ilegal e precisou de atendimento médico imediato, sendo levado ao hospital com ferimentos no rosto. Popó, de 50 anos, passou por cirurgia na mão direita em Salvador no dia seguinte ao incidente.

A rivalidade entre as equipes ganhou destaque nas redes sociais, com trocas de acusações sobre o início da briga.

  • Principais infrações cometidas por Wanderlei: golpes na nuca e ataques com o joelho.
  • Pesos na pesagem: Popó em 73,6 kg, Wanderlei em 93,8 kg, em categoria especial combinada.
  • Outras lutas do card: Bia Ferreira venceu Maira Moneo por decisão unânime; Hebert Conceição superou Yamaguchi Falcão também por decisão.

Declaração de Werdum sobre possível confronto

Fabrício Werdum, ex-campeão peso-pesado do UFC e presente no corner de Wanderlei, descartou qualquer luta pessoal contra Popó durante live no Instagram na segunda-feira, 29 de setembro. Ele citou diferenças de regras e riscos de lesões graves como motivos para evitar o embate, mesmo no boxe. Werdum enfatizou que Popó não aceitaria um desafio em modalidades mistas.

A sugestão veio como alternativa justa para resolver a tensão gerada pela briga. Werdum elogiou as habilidades de Dida em boxe e muay thai, destacando uma amizade de mais de 20 anos com o técnico.

Perfis dos envolvidos na sugestão de luta

André Dida, de 41 anos, construiu carreira no MMA e kickboxing antes de se tornar treinador em Curitiba. Ele lidera a Brazilian TKO e é conhecido por sua precisão em striking, apelidado carinhosamente de “carrasquinho” no círculo de amigos. Dida confirmou em vídeo que reagiu a um chute inicial do corner de Popó durante a confusão.

Popó acumula quatro títulos mundiais no boxe profissional, com 41 vitórias, duas derrotas e 34 nocautes em 43 lutas. Sua experiência inclui defesas contra adversários de elite nos anos 2000. Aos 50 anos, ele retornou ao ringue para o evento especial, marcando 73,6 kg na pesagem.

A diferença de idade e estilos pode influenciar um hipotético duelo, segundo analistas do esporte.

Repercussão imediata no mundo das lutas

A confusão repercutiu entre ex-lutadores de MMA, com Mauricio “Shogun” Rua e Rafael dos Anjos criticando o episódio em postagens públicas. Shogun destacou a falta de respeito às regras, enquanto dos Anjos apontou falhas na segurança do evento.

Vítor Belfort, outro ícone do UFC, aceitou um possível desafio de Popó e classificou a briga como “caso de polícia”. O advogado de Wanderlei anunciou intenção de processar o agressor principal por tentativa de homicídio.

A Spaten, patrocinadora, emitiu nota oficial reprovando o incidente e reforçando valores esportivos.

O episódio gerou debates sobre a organização de eventos mistos entre boxe e MMA.

Trajetórias paralelas de Dida e Popó

Dida competiu em eventos de kickboxing nos anos 2000, registrando vitórias por nocaute em torneios regionais no Brasil. Sua transição para treinador ocorreu após lesões, focando na formação de atletas como Wanderlei. A equipe Brazilian TKO tem sede em Curitiba e enfatiza treinamento cruzado entre modalidades.

Popó conquistou cinturões da WBO, WBC, WBA e IBF em categorias leve e superleve, enfrentando nomes como Diego Corrales e João Henrique Toledo. Sua aposentadoria em 2009 veio após defesa bem-sucedida, mas retornos esporádicos mantêm sua presença no esporte.

Versões conflitantes da briga generalizada

Vídeos divulgados por Dida mostram um chute do corner de Popó iniciando o tumulto, contradizendo relatos iniciais. Popó descreveu o episódio como “insanidade coletiva” em declaração pública, defendendo sua equipe e questionando a conduta de Wanderlei.

Wanderlei, recuperando-se no hospital, recebeu visitas de Werdum, que relatou explicações repetidas sobre o ocorrido. O lutador de 49 anos sofreu fratura no nariz e pontos na sobrancelha.

A investigação policial sobre o incidente prossegue, com depoimentos de participantes.

Expectativa para um duelo oficial

Werdum aposta em nocaute de Dida no primeiro round, independentemente das regras, devido à superioridade técnica do treinador. Ele descreveu Dida como profissional completo, capaz de se adaptar ao boxe puro.

A proposta ganhou tração em fóruns de MMA, com fãs debatendo viabilidade em eventos futuros. Organizadores do Spaten Fight Night monitoram o interesse público.

Um confronto assim poderia atrair audiência mista, unindo fãs de boxe e artes marciais.

Consequências médicas e legais

Wanderlei permaneceu em observação por 24 horas após o nocaute ilegal, com exames confirmando traumatismo craniano leve. Popó submeteu-se a cirurgia na mão esquerda, com recuperação estimada em seis semanas.

Processos judiciais avançam, com foco em agressões intencionais. A Comissão Atlética Brasileira de Boxe e MMA revisa protocolos de segurança para eventos semelhantes.

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