O Atlético-MG empatou em 0 a 0 com o Juventude na noite de terça-feira, 30 de setembro de 2025, na Arena MRV, pela 25ª rodada do Brasileirão. Apesar de criar diversas chances, o time comandado por Jorge Sampaoli não conseguiu superar a pior defesa do campeonato, interrompendo a sequência de duas vitórias consecutivas. A falta de eficiência nas finalizações e a ausência de Hulk foram determinantes para o resultado. O jogo marcou o primeiro empate sem gols do Galo em casa na competição.
O time alvinegro dominou a posse de bola e pressionou, especialmente no segundo tempo, mas pecou na conclusão das jogadas. A torcida, que lotou a Arena MRV, saiu frustrada com o desempenho ofensivo. O Juventude, por sua vez, adotou uma postura defensiva e explorou contra-ataques, mas não ameaçou o goleiro Gabriel Delfim.
- Chances criadas: Rony acertou a trave em cobrança de falta e perdeu gol em chute cruzado.
- Mudanças táticas: Sampaoli testou Reinier e Dudu, mas sem impacto no placar.
- Juventude fechado: Adversário espelhou formação com três zagueiros e neutralizou o Galo.
Escalação e estratégia inicial
O Atlético entrou em campo com a formação habitual de Sampaoli, usando uma linha de três zagueiros e apostando em Scarpa e Caio Paulista pelas alas. No meio, Alan Franco, Igor Gomes e Bernard tentaram articular as jogadas. A estratégia, porém, encontrou dificuldades contra a marcação compacta do Juventude. O adversário, lanterna do campeonato, surpreendeu ao adotar uma tática espelhada, dificultando a criação no primeiro tempo.
O Galo teve posse de bola superior, mas não conseguiu acionar os meias com eficiência. A primeira chance veio em bola parada, com Rony desviando na trave. Aos 30 minutos, Bernard encontrou o atacante, que finalizou para fora.
Segundo tempo mais ofensivo
Após o intervalo, o Atlético voltou com maior intensidade. Bernard, alternando posições, foi o principal articulador, criando chances com passes precisos. Rony, novamente, acertou o travessão em uma jogada individual. Biel, por sua vez, desperdiçou oportunidade clara pela esquerda.
Sampaoli promoveu alterações, com Reinier e Gabriel Menino entrando para tentar mudar o panorama. As substituições, porém, não surtiram efeito. Dudu, acionado nos minutos finais, criou uma boa jogada, mas parou na defesa adversária. O volume ofensivo do Galo não se traduziu em gols.
Defesa sólida, ataque ineficiente
Na defesa, o Atlético não sofreu sustos. O Juventude, com apenas uma finalização perigosa no segundo tempo, não exigiu grandes defesas de Gabriel Delfim. A solidez defensiva, no entanto, não compensou a falta de contundência no ataque. O Galo finalizou 12 vezes, mas apenas três chutes foram no alvo.
A ausência de Hulk, conforme destacado por Sampaoli, pesou na criação de jogadas decisivas. O treinador elogiou o desempenho coletivo, mas lamentou a falta de precisão nas finalizações.
Reação da torcida e do treinador
A torcida alvinegra, representada por Carol no programa “A Voz da Torcida”, classificou o empate como “amargo”. O sentimento reflete a expectativa de vitória contra o lanterna do campeonato. Sampaoli, em entrevista pós-jogo, destacou a evolução no segundo tempo, mas admitiu que a ausência de Hulk limitou o poder ofensivo.
O resultado mantém o Atlético na parte superior da tabela, mas expõe a necessidade de ajustes no setor ofensivo. O próximo jogo será fora de casa, contra o Bahia, no sábado, 4 de outubro.
Impacto na tabela do Brasileirão
O empate freia a ascensão do Atlético-MG, que buscava encostar nos líderes. O Juventude, com o ponto conquistado, segue na zona de rebaixamento, mas ganha moral para a sequência do campeonato. O Galo agora foca na recuperação fora de casa para manter a competitividade na disputa pelo título.
Números do jogo
- Posse de bola: Atlético-MG 62%, Juventude 38%.
- Finalizações: Atlético-MG 12 (3 no gol), Juventude 4 (1 no gol).
- Escanteios: Atlético-MG 7, Juventude 2.
- Faltas cometidas: Atlético-MG 10, Juventude 14.
O desempenho do Atlético reforça a necessidade de maior eficiência ofensiva para converter domínio em vitórias, especialmente contra adversários teoricamente mais fracos.

