Ronaldo Nazário, ex-jogador e empresário, revelou em São Paulo, em março de 2025, sua intenção de adquirir o Corinthians por meio do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Em entrevista ao Charla Podcast, o Fenômeno afirmou estar preparado para captar recursos no mercado e liderar um projeto para transformar o clube em uma potência esportiva e financeira. O plano inclui quitar a dívida de R$ 700 milhões da Neo Química Arena e aumentar o faturamento do Timão. A proposta depende da aprovação do conselho deliberativo do clube.
A declaração de Ronaldo gerou grande repercussão entre os torcedores corintianos. O clube, um dos mais populares do Brasil, enfrenta desafios financeiros que limitam investimentos em contratações e infraestrutura. O modelo SAF, já adotado por clubes como Cruzeiro e Botafogo, é visto como uma solução para modernizar a gestão. Ronaldo destacou sua experiência no Cruzeiro, onde reduziu dívidas e retornou o clube à Série A, como base para o projeto.
- Objetivo principal: Quitar a dívida da Neo Química Arena.
- Foco financeiro: Aumentar receitas anuais, hoje em R$ 400 milhões.
- Modelo SAF: Separação do futebol do clube social para atrair investidores.
Experiência no Cruzeiro inspira projeto
Ronaldo assumiu a SAF do Cruzeiro em 2021, quando o clube enfrentava uma dívida de R$ 1,2 bilhão. Sob sua gestão, o time conquistou a Série B em 2022 e reduziu a dívida em cerca de R$ 500 milhões.
A experiência em Belo Horizonte, embora desafiadora, trouxe aprendizados que o ex-jogador pretende aplicar no Corinthians. Ele destacou a importância de uma gestão profissional para explorar o potencial da marca do Timão.
Modelo SAF no futebol brasileiro
O modelo SAF, regulamentado pela Lei 14.193/2021, tem transformado clubes brasileiros. Botafogo e Vasco, por exemplo, atraíram investidores estrangeiros, enquanto o Bahia recebeu aporte do City Football Group.
No Corinthians, a adoção da SAF enfrenta resistência de associados que temem perder o controle do clube. O conselho deliberativo precisa aprovar a mudança, o que pode gerar debates intensos.
A dívida da Neo Química Arena, inaugurada em 2014, é um obstáculo central. Ronaldo propõe negociações com credores, como a Caixa Econômica Federal, para aliviar o peso financeiro.
O plano também prevê investimentos em infraestrutura, como centros de treinamento, e campanhas de marketing para engajar a torcida.
Reação dos torcedores corintianos
A proposta de Ronaldo dividiu opiniões entre os torcedores. Muitos apoiam a ideia, confiando na experiência do Fenômeno e em sua passagem pelo clube entre 2009 e 2011.
Outros, no entanto, expressam preocupação com a possível influência de investidores externos. Fóruns e redes sociais mostram debates acalorados sobre o futuro do Corinthians.
Estratégia financeira de Ronaldo
Ronaldo planeja captar recursos no mercado financeiro para viabilizar a compra da SAF. Ele acredita que o faturamento do Corinthians, hoje em R$ 400 milhões anuais, pode dobrar com uma gestão eficiente.
O projeto inclui investir em categorias de base e explorar a torcida de 30 milhões de corintianos para atrair patrocínios e aumentar vendas de produtos licenciados. A estratégia se baseia no sucesso parcial do Cruzeiro, onde Ronaldo implementou recuperação judicial.
Desafios para implementar a SAF
A implementação da SAF no Corinthians enfrenta barreiras. A aprovação do conselho deliberativo é essencial, mas associados tradicionalistas podem resistir à mudança.
A negociação da dívida da Arena, que envolve instituições como a Caixa, exige acordos complexos. Ronaldo, no entanto, demonstrou no Cruzeiro habilidade em lidar com cenários financeiros adversos, o que dá credibilidade ao plano.
- Aprovação interna: Necessária para criar a SAF.
- Negociação de dívidas: Acordos com credores são cruciais.
- Resistência cultural: Associados temem perda de controle.
Conexão de Ronaldo com o Timão
Ronaldo atuou pelo Corinthians entre 2009 e 2011, marcando 35 gols em 69 jogos e conquistando o Paulista e a Copa do Brasil. Sua passagem fortaleceu sua ligação com a torcida, que o vê como um líder carismático.
Essa conexão emocional motiva seu interesse em investir no clube. O ex-jogador acredita que sua experiência como atleta e gestor pode impulsionar o Corinthians a novos patamares.

