Relógios em grande parte dos Estados Unidos serão atrasados em uma hora no dia 2 de novembro de 2025, marcando o fim do horário de verão. A mudança ocorre às 2h locais, passando para 1h, e afeta milhões de americanos que retornam ao horário padrão. Essa prática visa otimizar o uso da luz natural durante o ano.
O horário de verão começou em 9 de março de 2025, com o adiantamento dos relógios. Regiões como Havaí e a maior parte do Arizona não participam da alteração. Territórios como Porto Rico e Guam também mantêm o horário padrão o ano todo.
A data deste ano representa o segundo domingo mais cedo possível para o ajuste, devido ao calendário.
Data e mecanismo do ajuste
Os relógios mudam automaticamente em dispositivos digitais na maioria dos casos. Analógicos precisam de ajuste manual antes de dormir no sábado anterior.
A transição proporciona uma hora extra de sono, mas resulta em pores do sol mais cedo.
Regiões isentas da mudança
Havaí opta pelo horário padrão devido à pouca variação de luz ao longo do ano. No Arizona, apenas a Nação Navajo segue o horário de verão.
Essas exceções evitam disrupções locais em atividades diárias.
Territórios americanos no Pacífico e Caribe não adotam o sistema.
Esforços legislativos para alteração
Projetos como o Sunshine Protection Act buscam tornar o horário de verão permanente. A proposta avançou no Senado em 2022, mas parou na Câmara dos Representantes.
Em 2025, o texto foi reintroduzido com apoio bipartidário, incluindo 45 copatrocinadores. Estados como Flórida e Texas pressionam por mudanças via legislação local, dependendo de aprovação federal.
Cerca de 30 estados discutem fim das trocas bianuais de horário, com algumas propondo DST o ano todo se vizinhos aderirem. Críticos apontam riscos à saúde, como distúrbios do sono e problemas cardiovasculares, enquanto defensores destacam benefícios econômicos em varejo e turismo. O Departamento de Transportes regula a prática federalmente desde 1966.
Origem histórica da prática
A ideia surgiu em 1784 com Benjamin Franklin, como sugestão satírica para economia de velas. Implementada na Alemanha em 1916 durante a Primeira Guerra Mundial, os EUA adotaram em 1918 para conservar energia.
Revogada após a guerra, retornou na Segunda Guerra Mundial com uso contínuo. A Lei do Tempo Uniforme de 1966 padronizou as datas nacionais.
Em 2005, o Congresso ajustou o período para março a novembro, visando mais economia de energia.
- A prática dura oito meses no ano, contra quatro de horário padrão.
- Estudos do Departamento de Energia indicam poupança marginal abaixo de 0,5% no consumo total.
- Em regiões quentes, o ar-condicionado pode aumentar o uso de eletricidade à noite.
Impactos variados por região
Nas áreas do Norte, o fim do horário de verão agrava noites longas no inverno, com solstício em 21 de dezembro trazendo cerca de nove horas de luz. Regiões equatoriais sentem menos efeito devido à estabilidade de horas de dia.
No Sul, o ajuste pode elevar consumo energético por uso prolongado de refrigeração em noites iluminadas.
A Nação Navajo, no Arizona, segue DST para alinhar com estados vizinhos em comércio e transporte.