Economia

Ibovespa intensifica queda e atinge menor patamar desde setembro

Bolsa de valores ibovespa
Alf Ribeiro/Shutterstock.com Alf Ribeiro/Shutterstock.com

O Ibovespa registrou forte queda nesta terça-feira, 7 de outubro de 2025, encerrando o dia com recuo de 1,57%, aos 141.356,43 pontos, menor nível desde 4 de setembro. A correção, que marcou o segundo dia consecutivo de perdas, foi impulsionada por incertezas no mercado financeiro global e doméstico. O giro financeiro alcançou R$ 24,4 bilhões, sinalizando maior movimentação. A desvalorização reflete pressões no setor financeiro e nas ações metálicas, com destaque para siderúrgicas.

  • CSN caiu 3,78%, liderando as perdas entre as blue chips.
  • Usiminas recuou 3,49%, acompanhando o setor metálico.
  • Vale ON perdeu 1,41%, fechando a R$ 58,75.
  • Apenas oito das 82 ações do índice fecharam em alta.

A sessão foi marcada por oscilações entre 141.035,06 e 143.606,01 pontos, com o índice cedendo 1,97% na semana e 3,34% no mês. No ano, o ganho acumulado é de 17,52%.

Setor financeiro pressiona o índice

O setor financeiro, de maior peso no Ibovespa, intensificou a correção. Bancos como Santander (-2,06%) e Banco do Brasil (-0,93%) registraram perdas. A incerteza sobre cortes de juros pelo Federal Reserve também pesou, com o dólar subindo 0,74%, a R$ 5,3501.

Ações metálicas em baixa

As siderúrgicas lideraram as perdas, com CSN e Usiminas nas mínimas da sessão. A Vale, principal ação do índice, seguiu a tendência de queda, impactada pela estabilidade do minério de ferro.

B3 Ibovespa
B3 Ibovespa – Foto: Piotr Swat / Shutterstock.com

Destaques positivos e negativos

Minerva (+1,21%), PetroReconcavo (+0,89%) e BB Seguridade (+0,79%) foram os poucos destaques positivos. No lado oposto, MRV despencou 12,12% após prévias operacionais decepcionantes. Raízen (-7,22%) e Vamos (-6,54%) também registraram fortes quedas. O setor imobiliário, como Direcional (-3,74%) e Cury (-3,90%), sentiu o impacto da MRV.

Incertezas globais e domésticas

O mercado reflete preocupações com a política monetária americana, após declarações de Neel Kashkari, do Fed de Minneapolis, sobre sinais de estagflação. A inflação persistente acima da meta de 2% e a desaceleração do mercado de trabalho americano aumentam as dúvidas sobre cortes de juros em 2025. No Brasil, as negociações entre governo e setor privado sobre tarifas adicionam volatilidade, com o dólar em alta e o índice DXY avançando.

Impacto no mercado imobiliário

A MRV enfrentou forte recuo após divulgar fluxo de caixa abaixo das expectativas no terceiro trimestre. O BTG Pactual apontou decepção com os dados operacionais, o que gerou efeito cascata em outras empresas do setor, como Cyrela (-2,60%). A correção no segmento imobiliário reflete a sensibilidade do mercado a indicadores financeiros. As perspectivas de aumento de juros e incertezas fiscais também pressionam o setor.

Cenário externo e dólar

O avanço do índice DXY e a valorização do dólar impactaram os mercados emergentes, incluindo o Brasil. A fala de Kashkari, sugerindo risco de inflação com cortes drásticos de juros, reforçou a cautela. Os índices S&P 500 (-0,38%) e Nasdaq (-0,67%) em Nova York também recuaram.

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