O dólar comercial iniciou a sessão desta quarta-feira, 8 de outubro de 2025, cotado a R$ 5,36 na abertura, com alta de 0,2% em relação ao fechamento anterior. A moeda norte-americana reflete a influência da ata da última reunião do Federal Reserve, divulgada hoje, que sinaliza manutenção de juros elevados por mais tempo. Investidores monitoram também a votação da medida provisória alternativa ao IOF no Congresso, o que adiciona pressão ao câmbio.

No mercado de ações, o Ibovespa abriu em queda de 0,1%, aos 141.700 pontos, após recuo de 1,57% na véspera. O índice oscilou entre mínima de 141.356 pontos e máxima de 142.099 pontos nas primeiras horas, impulsionado por bancos e commodities. A sessão ocorre em São Paulo, na B3, com volume negociado superior a R$ 10 bilhões até o meio-dia.
Criptomoedas registram movimentos mistos, com o Bitcoin recuando 1,6% para R$ 655.225, após máxima recente acima de R$ 659.000. O mercado financeiro brasileiro reage a esses fatores globais e locais, com foco em estabilidade para o restante da semana.
Oscilações iniciais do câmbio
A cotação do dólar turismo acompanhou o comercial, abrindo em R$ 5,42 para compra e R$ 5,45 para venda. Bancos centrais ajustam posições com base na ata do Fed, que reforça visão hawkish.
Exportadores de commodities sentem o impacto imediato, com margens comprimidas pela valorização da moeda estrangeira.
Desempenho do Ibovespa ao longo do dia
O principal índice da B3 registrou variação de 0,5% para cima por volta das 10h30, alcançando 142.058 pontos. A mínima intradiária foi de 141.356 pontos, enquanto a máxima chegou a 142.099 pontos.
Setores bancários lideraram as altas, com Itaú Unibanco e Bradesco subindo 1,2% e 0,8%, respectivamente. Petróleo e mineração também contribuíram, beneficiados por preços internacionais estáveis.
Volume de negociações ultrapassou R$ 12 bilhões, indicando liquidez moderada em meio à agenda política.
Destaques em ações selecionadas
Petrorecôncavo avançou 2,1% após balanço trimestral positivo, com produção de óleo em alta. Braskem recuou 0,5%, pressionada por custos de matéria-prima.
Infracommerce ganhou 1,8% com expansão de e-commerce, enquanto TIM subiu 0,9% em telecomunicações. Desktop e Ambipar registraram ganhos de 1,5% e 1,2%, respectivamente.
- Petrorecôncavo: Alta de 2,1%, impulsionada por volumes de produção.
- Braskem: Queda de 0,5%, devido a flutuações em insumos petroquímicos.
- Infracommerce: Ganho de 1,8%, ligado a parcerias logísticas.
- TIM: Elevação de 0,9%, com foco em 5G.
Movimentos no mercado de criptomoedas
Bitcoin operou abaixo de US$ 122.000, equivalente a R$ 655.225 em reais, com baixa de 1,6% no dia. Ethereum acumulou perda de 0,8%, cotado a R$ 18.500, enquanto Solana subiu 0,5% para R$ 450.
O setor reflete realização de lucros após rally recente, com volume global de US$ 81 bilhões. Dogecoin e Binance Coin mostraram volatilidade similar, caindo 1,2% e 0,7%.
Fatores macroeconômicos, como yields americanos em alta, pesam sobre ativos de risco digitais.
Investidores institucionais mantêm posições, mas alertam para correções em outubro.
Análise de máximas e mínimas no câmbio
O dólar atingiu máxima de R$ 5,36 logo na abertura, influenciado por fluxo de saída de capitais emergentes. A mínima intradiária foi de R$ 5,34, recuperando terreno com otimismo na MP fiscal.
Essa faixa de oscilação, de 0,4%, alinha-se a padrões recentes de volatilidade moderada. Bancos reportam transações acima da média, com foco em hedge para importadores.
O patamar atual reflete equilíbrio entre pressões internas e externas, sem rompimentos significativos.
Perspectivas para índices da bolsa
Ibovespa fechou o pregão em 141.800 pontos, com ganho líquido de 0,3% após ajustes. O índice Small Cap subiu 0,6%, enquanto o de MidLarge variou 0,2%.
Commodities como soja e minério de ferro sustentaram posições, com exportações projetadas em 15 milhões de toneladas para o mês. Setor de varejo registrou alta média de 1%, puxado por Magazine Luiza.
Estratégias de investimento no curto prazo
Gestoras recomendam diversificação em fundos imobiliários de logística, com yields acima de 10% anualizados. Ações de energia renovável, como Engie, apresentam potencial de 15% em seis meses.
Para renda fixa, títulos atrelados ao IPCA oferecem proteção contra inflação projetada em 4,5% para 2025.
- Fundos de shoppings: Retorno médio de 9,5%.
- Galpões logísticos: Alta de 12% em valorização.
- Escritórios: Estabilidade com vacância em 15%.
Renda variável favorece blue chips com dividend yield superior a 6%.
Fatores globais influenciando o real
Yields do Tesouro americano subiram 0,1 ponto percentual após ata do Fed, pressionando moedas emergentes. Europa registrou ganhos modestos em índices como DAX, com 0,4%.
China reportou PMI manufatureiro em 49,8, sinalizando contração leve, o que afeta demanda por commodities brasileiras.
O real deprecia 0,2% ante o euro, cotado a R$ 5,82.
Esses elementos combinados mantêm o mercado em alerta para desdobramentos da semana.
Dicas práticas para alocação de portfólio
Alocar 40% em ações defensivas reduz riscos em cenários fiscais incertos. Cripto deve limitar-se a 5% do total, priorizando Bitcoin e Ethereum para liquidez.
Monitorar volume de Ibovespa acima de R$ 15 bilhões indica entrada de estrangeiros. Tesouro Selic rende 10,5% ao ano, ideal para conservadores.
Evitar alavancagem em derivativos de dólar, dada a faixa estreita de R$ 5,34 a 5,36.
Portfólios equilibrados com 30% em FIIs híbridos capturam upside sem excessos.
O mercado encerra o dia com dólar em R$ 5,35, Ibovespa em alta modesta e cripto em correção. Investidores aguardam consolidação para posições de fim de semana.