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Quem matou Odete Roitman? Suspeitos de Vale Tudo dão versões exclusivas sobre o crime

Odete Roitman em 'Vale Tudo'
Odete Roitman em 'Vale Tudo' - Foto: Reprodução/Tv Globo

A empresária Odete Roitman, interpretada por Débora Bloch, foi assassinada com um tiro no peito durante o capítulo exibido na noite de 6 de outubro de 2025, na novela Vale Tudo, da Globo. O crime ocorreu no quarto de um hotel de luxo no Rio de Janeiro, onde a vilã se hospedava. A polícia identificou cinco suspeitos principais com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos iniciais. A produção, adaptada por Manuela Dias, gravou dez finais alternativos para preservar o mistério até o capítulo final, previsto para 17 de outubro.

O assassinato difere da versão original de 1988, em que a morte foi acidental. Desta vez, o enredo foca em intrigas familiares e disputas pelo controle da TCA, empresa de aviação comandada por Odete. A autora e o diretor Paulinho Silvestrini mantêm sigilo absoluto sobre o culpado, inclusive para o elenco. A cena resgata o icônico enigma “quem matou Odete Roitman?”, que mobilizou o público há 37 anos.

A trama avança com investigações que revelam tensões acumuladas ao longo dos capítulos. Familiares e aliados próximos de Odete apresentam versões contraditórias. O velório, exibido em 8 de outubro, reúne os suspeitos em um ambiente carregado de desconfianças.

Motivos acumulados contra Odete Roitman

Odete construiu uma rede de inimizades dentro da própria família Roitman. Sua personalidade manipuladora gerou conflitos por décadas, especialmente após revelações sobre o suposto falecimento do filho Leonardo, que na verdade está vivo. Esses segredos reacenderam rixas antigas e motivaram ações extremas.

  • Disputas pela herança da TCA, avaliada em bilhões, colocam executivos em risco de demissão sumária.
  • Traições conjugais e alianças rompidas envolvem ex-parceiros em planos de retaliação.
  • Descobertas recentes sobre fraudes na empresa expõem vulnerabilidades financeiras de aliados.

A polícia prioriza análise de áudios e mensagens trocadas nos dias anteriores ao crime. Esses elementos sugerem que o assassinato pode ter raízes em vinganças pessoais misturadas a interesses econômicos.

Depoimentos iniciais dos suspeitos

Marco Aurélio Catanhede, vivido por Alexandre Nero, negou envolvimento ao prestar depoimento. O vice-presidente da TCA destacou sua longa trajetória na empresa, de quase 20 anos, e mencionou o casamento passado com Helena Roitman, com quem tem um filho. Ele enfatizou lealdade profissional apesar das complicações familiares.

odete morta
odete morta – Foto: Globo

Celina Junqueira, interpretada por Malu Galli, descreveu uma relação próxima com a irmã, embora marcada por desentendimentos. A personagem assumiu papel maternal nos filhos de Odete e reagiu à notícia da sobrevivência de Leonardo com surpresa. Celina descartou qualquer ato violento, citando laços afetivos profundos.

Helena Roitman, por Paolla Oliveira, admitiu tensões extremas com a mãe. A alcoolista em recuperação falou sobre recaídas recentes ligadas à revelação de Leonardo. Apesar de admitir ressentimentos, ela negou capacidade para cometer o crime, focando em sua luta pessoal pela sobriedade.

Versões contraditórias de Maria de Fátima e César

Maria de Fátima Acioli, de Bella Campos, recordou o casamento com Afonso, filho de Odete, durado quase dois anos. A suspeita elogiou a ex-sogra como inspiração, mesmo em momentos difíceis como o casamento dela com o ex-namorado de Fátima. A descoberta de Leonardo vivo não abalou a admiração, segundo o depoimento, que exclui motivação para o tiro.

Maria de Fátima e Afonso
Maria de Fátima e Afonso – Foto: Reprodução/ TV Globo

César Ribeiro, vivido por Cauã Reymond, defendeu o casamento recente com Odete como amor genuíno, apesar de preconceitos externos. Como herdeiro de 50% da fortuna, ele enfrenta acusações por ganância. César expressou saudade da esposa e negou o crime, atribuindo suspeitas a invejas alheias.

Esses relatos divergem em detalhes cronológicos do dia do assassinato. A polícia cruza versões com registros de entrada no hotel, onde múltiplos suspeitos foram flagrados em horários próximos.

Cesar - Vale Tudo
Cesar – Vale Tudo – Foto: reprodução TV Globo

Avanço da investigação policial

As autoridades analisam impressões digitais na arma do crime, encontrada no local. O revólver apresenta traços de duas mulheres ligadas à família, o que complica o quadro. Peritos examinam balística para confirmar o calibre usado no tiro fatal.

Imagens de circuito interno mostram entradas e saídas irregulares no hotel Copacabana Palace. Um objeto esquecido no quarto aponta para presença recente de César, elevando sua posição na lista. Equipes forenses processam amostras de DNA de todos os depoentes.

A linha do tempo reconstrói os últimos minutos de Odete. Ela recebeu visitas não agendadas horas antes do disparo. Relatos de funcionários confirmam discussões acaloradas no corredor.

Registros telefônicos revelam chamadas anônimas para Odete na véspera. Esses contatos sugerem ameaças veladas de rivais empresariais. A delegacia coordena com peritos da TCA para auditar movimentações financeiras suspeitas.

Elementos que complicam o caso

A gravação de múltiplos finais pela produção aumenta o sigilo. Atuadores filmaram cenas de confissão e inocência, sem saber o desfecho final. Essa estratégia evita vazamentos e mantém o público engajado até o fim.

O enterro de Odete, com caixão fechado, reúne a família em luto aparente. Suspeitos comparecem, mas olhares trocados indicam desconfianças. A cerimônia ocorre em cemitério no Rio, sob vigilância discreta da polícia.

Detalhes do figurino de Odete homenageiam Beatriz Segall, da versão original. O vestido usado na cena fatal replica o de 1988, conectando gerações de telespectadores. Essa referência cultural reforça o impacto do mistério na teledramaturgia.

Diferenças em relação à trama de 1988

A versão original exibida entre 1988 e 1989 alcançou 81 pontos de audiência no Ibope no dia da morte. O crime foi por engano, com Leila como atiradora involuntária. No remake, o foco muda para intenções deliberadas e heranças modernas.

Personagens como Raquel e Ivan relembram conversas com Fátima, gerando novas suspeitas. Freitas, mordomo, informa a família sobre o ocorrido via ligação policial. Essas interações adicionam camadas à investigação.

Raquel
Raquel – Foto: Reprodução/TV Globo

A novela discute temas como poder e corrupção, atualizados para 2025. Odete representa classismo e manipulação corporativa, ecoando debates atuais. O suspense impulsiona audiência, com picos em capítulos recentes.

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