A SpaceX realizou na noite desta segunda-feira (13) o 11º voo de teste da Starship, o maior foguete do mundo, a partir da Starbase, no Texas. A missão, que começou às 20h15 (horário de Brasília), teve como objetivo principal testar uma nova configuração de pouso do propulsor Super Heavy e avançar nas manobras de reentrada da nave. Este foi o quinto voo da Starship em 2025, após um teste considerado “perfeito” em agosto.
A transmissão ao vivo do evento foi acompanhada por milhares de espectadores em plataformas digitais. A missão incluiu experimentos como a liberação de simuladores Starlink em órbita suborbital e a remoção deliberada de placas térmicas para avaliar a resistência do escudo da nave. O voo marcou mais um passo rumo à reusabilidade total do sistema, essencial para futuras missões à Lua e Marte.
- Principais objetivos do voo:
- Testar nova queima de pouso com 24 motores Raptor reutilizados.
- Avaliar algoritmos de orientação subsônica.
- Simular manobras de retorno à Starbase.
- Validar resistência do escudo térmico sem algumas placas.
O cronograma dinâmico da SpaceX foi seguido com precisão, sem alterações de última hora. A missão terminou com a amerrissagem controlada do propulsor no Golfo do México e da nave no Oceano Índico.
Nova configuração de pouso
O propulsor Super Heavy, reutilizado do voo 8, estreou uma sequência de queima com 13 motores iniciais, reduzindo para cinco e, depois, três motores centrais. A manobra foi planejada para simular o pouso de futuras gerações do foguete.
Diferentemente do teste de outubro de 2024, o propulsor não retornou à base, seguindo para um ponto específico no Golfo do México. A SpaceX priorizou a coleta de dados para aprimorar a reusabilidade.
Testes no espaço
A nave Starship realizou múltiplos experimentos em órbita suborbital. Um motor Raptor foi reacendido no vácuo, um marco para missões futuras.
A remoção de placas térmicas testou a resistência do escudo em áreas vulneráveis. A missão incluiu a liberação de simuladores Starlink, repetindo o sucesso de agosto. Algoritmos de orientação subsônica foram validados durante a reentrada.
Avanços e desafios anteriores
Em 2023, a Starship enfrentou explosões em seus primeiros voos, com falhas nos motores e separação. O terceiro teste, em março de 2024, durou 50 minutos, mas perdeu contato antes do pouso. Em junho de 2024, a SpaceX alcançou a primeira amerrissagem bem-sucedida no Oceano Índico.
O voo de outubro de 2024 marcou o primeiro retorno e captura do propulsor na Starbase. Já em 2025, os voos de janeiro e março enfrentaram explosões, enquanto o de agosto foi um sucesso total.
Próximos passos da missão
A SpaceX planeja usar os dados deste voo para refinar o sistema de pouso e o escudo térmico. A empresa foca na certificação da Starship para missões tripuladas à Lua até 2026.
Histórico de inovação
A Starship é projetada para ser o primeiro foguete totalmente reutilizável, com capacidade de transportar até 150 toneladas à órbita baixa. Desde 2023, a SpaceX realizou 11 voos de teste, superando falhas iniciais e alcançando marcos como o pouso controlado e a implantação de cargas úteis. O programa visa reduzir custos de lançamento e viabilizar colônias em Marte, segundo a visão da empresa.